Capítulo 14

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Mary

Acordei em um quarto branco, vi que o quarto estava cheio, Amora, Kaue, Júnior, Camila, Thiago, espera onde está o Diego? Escutei o tiro, depois disso não me lembro de nada, escutei os aparelhos do meu lado dispararem e eu tentei me levantar.

-Diego...

A Amora se aproximou de mim.

-Calma Mary, o Diego está bem, ele já está chegando com a minha mãe, fica calma.

Respirei aliviada, meu amor está bem, alguns minutos depois o médico entrou.

-Que bom que você está bem Mariana, você perdeu muito sangue por causa do aborto...

-Como assim aborto?

Meu coração errou uma batida, isso não pode esta acontecendo comigo.

-Você não sabia que está grávida?

Fiz que não, minha visão já estava embaçada por causa das lágrimas.

-Me perdoe Mariana, mas a sua gravidez já estava de dezesseis semanas, como você não sabia?

-Minha menstruação estava vindo.

-Isso acontece com algumas mulheres, mas você não sentiu nada, enjoo, desmaio, mudança no corpo.

Foi aí que a ficha caiu, eu estava com todos os sintomas e não percebi.

-Bom eu vou te deixar descansando, é muita informação, só uma coisa não faça esforço, você precisa de muito descanso, você teve que tomar uma bolsa de sangue, então repouso.

Ele saiu e a Amora foi junto, a Camila se aproximou de mim e me abraçou sem jeito.

-Você vai ficar bem amiga.

-Eu preciso do Diego Camila.

-Eu vou ligar pra minha sogra e já venho.

Ela saiu do quarto e foi à vez do Thiago se aproximar.

-Você é forte Mary, vai passar por isso fácil, você me lembra muito a Jasmim da sua idade e tenho certeza que você é tão forte quanto ela.

Ele beijou minha testa e voltou a sentar ao lado do filho e do genro, a Camila voltou sorrindo.

-Escutei a minha sogrinha linda gritando no telefone que chega em dez minutos, parece que o Diego tem um pé pesado pra acelerador.

-E até parece que a minha mãe não gosta, aquilo ali parece homem no corpo de mulher.

Todos riram na sala e eu só queria o Diego do meu lado, como eu não me toquei que estava grávida, por todo esse tempo eu estava carregando um filho meu e do Diego e não pude proteger meu bebê, comecei a chorar e nem percebi, eu matei um filho nosso.

Quinze minutos depois a porta foi aberta com força e o Diego entrou apresado, assim que me viu correu até mim e me abraçou e eu chorei mais ainda.

-Eu perdi o nosso bebê amor...

Senti tudo escurecer e o Diego me chamar longe.

Coringa

Nós saímos do barracão e eu fui dirigindo igual um doido, eu preciso ver a minha boneca.

-Oi Camila; sim nós estamos indo; porque o doido do Diego está dirigindo a quase cento e cinquenta por hora; nós chegamos aí em dez minutos ou menos; tchau.

Eu olhei pra ela um pouco nervoso.

-Aconteceu alguma coisa com a Mary?

-Você vai precisar ser muito forte garoto, nossa menina vai precisar.

05-A ProtegidaOnde histórias criam vida. Descubra agora