Cinderela.

110 5 16
                                    

O cheiro do sangue escuro inalado pelo meu nariz esfomeado, seu corpo pálido fixado pelos meus olhos castanhos e sua face aterrorizada ao notar a máscara da revolução que todos tinham medo. O bad bunny voltou, e desta vez não irá partir tão cedo.

Fui criado em um porão fedido que continha armas, poças de mijo e objetos de tortura por todo o redor. Fui  o melhor cobaia daquela gangue que hoje desapareceu.

Meu chefe e major Kim Taehyung era quem me alimentava, me treinava e cuidava de mim. A última vez que o vi foi no metrô de Busan, onde pude perceber com clareza seu rosto firme e destemido me observando ao longe.

-"Você não é um mero soldado, ou uma cobaia fraca feita para ser abatida no primeiro desafio. Seu corpo é uma bomba relógio, que quando ativada pode matar milhões."
Suas palavras frias me davam calafrios, era estranho como eu podia sentir meu coração doer sempre que ficávamos próximos.

Recebi uma ligação mais cedo dizendo que pagariam uma fortuna caso eu matasse um tal de "Park Jimin".
Não sou de fazer morte por encomenda, gosto das coisas no meu tempo.
Porém estamos falando de dinheiro, e muito.

O garoto com quem eu me encontraria é do tipo rico e chique, uma homem elegante que gosta de estar 100% perfeito o tempo todo. Do tipo..Vaidoso.
Graças a uma festa de máscaras que teria em sua gigante casa, ficou mais fácil a minha busca por ele.

Chegando ao local onde o crime e todo o meu plano ocorreria, coloquei a máscara com cuidado e ajeitei meu paletó.
O dono da ligação me mandou algumas fotos do menino e pelo que vi não parece ser muito difícil de reconhecê-lo.

Mulheres e homens vestindo roupas de gala sofisticados e com suas máscaras extravagantes já dançavam no salão. Mas onde estava Park Jimin? Ele deveria estar aqui, rodeando esse local nem um pouco humilde.

-"Lá está nosso pequeno príncipe!"
Um dos convidados gritou enquanto apontava para a escadaria de mármore branca que era tampada por um veludo tapete vermelho.

Lá estava ele, com cabelos loiros que brilhavam sob o lustre dourado; um terno azul escuro que por baixo continha uma blusa de manga formal  que acabava em seus pulsos com uma  suave fresta aberta; sapatos negros e com pequenos saltos escondidos por conta da cor escura; e claro, seu sorriso fofo e charmoso diante do público que batia palma encantado.

Seus olhos se pairaram para mim quando percebeu minha máscara simples, minha má vontade para aplaudi-lo e claro, do meu terno humilde.

Com um leve suspiro eu respirei fundo e tentei pensar em planos para conseguir eliminá-lo sem muita dificuldade, Jimin parece ser um garotinho mimado e bobinho então não seria difícil suborna-lo de alguma maneira.

-"Com licença, quem é você?"
Ele estava ao meu lado, a isca tinha fisgado mais rápido do que eu imaginava.

-"Um coelho, não vê?"
Preparei um ponche.

-"Perto dos outros você parece muito..."

-"Pobre?"
Finalizei sua frase o fazendo se envergonhar um pouco.

-"Não seja por isso caro garoto dos cabelos de ouro. O que tenho a oferecer vale milhões.."
Sussurrei em seus gelados ouvidos e entreguei a bebida em suas pequenas mãos.

Me retirei para que o plano começasse a dar efeito. Dancei um pouco mas sem tirar meus olhos do menino sorridente, seus passos desajeitados por conta do salto o fazia se irritar de vergonha.

-"Não sabe dançar?"
O tirei do seu par.

-"O que acha que está fazendo?"
Seus braços fizeram força para se soltar mas eu não o permitir sair.

-"Responda a minha pergunta garotinho. Não seja mal educado com os seus convidados.."
Sussurrei o fazendo fixar em minha máscara.

-"Eu sei dançar, mas..não com esses sapatos."
Sua voz falhou um pouco.

-"Por que está com eles? Quer parecer mais alto?"
Dei uma risada irônica, peguei em sua mão e o fiz girar por alguns segundos.

-"Eu sou alto..!"
Fiz suas costas se encostarem no meu tórax e meus braços agarrarem sua cintura fina.

-"Não minta para o coelhinho malvado Sr.Park Jimin."
Sua respiração estava ofegante e seus olhos já não conseguiam me olhar com firmeza.

-"Deixe-me ser seu príncipe, Cinderela. Deixe-me tirar esses sapatos dolorosos de você.."
Olhei para cima procurando algum quarto na qual pudesse acabar de vez com a vida daquele pobre rapaz.

Depois de algumas voltinhas e passos sincronizados me enfiei na multidão junto dele e corri para o segundo andar com cuidado para ninguém nos ver. Adentrei no primeiro quarto que vi, tranquei a porta com cuidado para o mesmo não ouvir e o agarrei por trás sem tirar uma de minhas mãos dos seus olhos.

-"Ei! O que.."
Ele tentava sair mesmo não querendo, aquilo era algo fofo da parte dele.

-"Sh...Fique quietinho e deixe o coelho no controle."
Peguei minha gravata e a amarrei em seus olhos.

Tirei seu casaco com cuidado para não rasgar aquele lindo tecido imperial, meus dedos desabotoavam sua camisa me permitindo observar e deslumbrar seu perfeito corpo de anjo. Era uma pena saber que uma coisa tão bonita se acabaria em segundos.

O barulho que o zíper de sua calça fez o deixou um pouco mais ofegante, abaixei o que restava e segurei com suavidade seu membro já endurecido.

-"A princesa parecia já estar excitada.."
Lambi sua extensão logo depois de deixar minha última frase no ar.

Seus gemidos fardos me obrigavam a aumentar os movimentos que minha boca e língua faziam em seu penis, ao pegar a faca no meu bolso com uma das  mãos fui surpreendido ao sentir seus pequenos e gordinhos dedos pegarem nos meus.

Eu estava pronto para esfaquea-lo mas pela primeira vez não consegui. Não podia deixar meu trabalho sem uma gota de sangue na lâmina, então enquanto tampava a sua boca, desenhei com a ponta da faca o símbolo da minha máscara de coelho em sua barriga.

Sua dor agonizante foi música para meus ouvidos, meu trabalho não estava cem por cento completo, mas uns 80 já estava ótimo!

Me arrumei como se nada tivesse acontecido e me retirei do local. Desci as escadas da entrada e dei uma olhada para a janela do quarto em que ficamos apenas por curiosidade, Jimin como um bom garoto mimado e obcecado pelo corpo e beleza "perfeita" não vai gostar nada da nova tatuagem.

BAD BUNNYOnde histórias criam vida. Descubra agora