O ENCONTRO (parte 01)

2 0 0
                                        


          — Onde estou? Que lugar é esse? Não estava aqui. Eu estava na... Ai, minha cabeça está doendo! – disse Júlia, vendo-se em um local diferente de onde ela lembrava estar.

O local parecia ser uma cidade fantasma com enormes prédios destruídos. Parecia que o local havia sofrido uma calamidade. A cidade estava lotada de gente, e muitas das pessoas que estavam lá, pareciam estar como Júlia, como se fossem cegas no meio de um tiroteio.

— Ei! Onde eu estou? Que lugar estranho é esse? – disse Júlia ao encostar a mão em um jovem que estava de costas.

Mas quando o rapaz virou-se, Júlia se assustou e caiu no chão de medo.

— O que é você ou o que aconteceu com seu rosto? – gritou Júlia, ao perceber que o homem um possuía um rosto de forma nada humana.

— O que você quer dizer com o que aconteceu com meu rosto? Foi você que me tocou, me chamando. Era eu quem deveria estar surpreso! – disse o rapaz.

— Desculpe-me. É que eu não estou acostumada a ver esse tipo de coisa todos os dias... Mas o que você é? Ou melhor, o que é tudo isso aqui? Eu não lembro de que forma eu vim parar aqui – disse Júlia.

— Não falarei nada contigo! Você não me tratou como eu merecia ser tratado – falou o homem que, em seguida, afastou-se de Júlia.

Ela, percebendo o que fez, segue o rapaz e o toca novamente, pedindo desculpas:

— Ei, peço-lhe mil desculpas. Acho que começamos com o pé esquerdo. É que eu cheguei aqui de repente. Estou com medo. Esse lugar me assusta e ver essa gente toda correndo é muito estranho para mim.

O homem a olha como se a analisasse, e Júlia faz o mesmo em relação a ele, mas como se estivesse tentando amenizar seu lado.

— Bom, você tem razão. Começamos mesmo com o pé esquerdo. Acho que não tenho nada para fazer agora. Vou te ajudar. E prazer. Meu nome é Jonas. Prazer.

— Prazer, Jonas. Muito obrigada. Agradeço a profundamente a você por estar me ajudando. Isso é muito importante para mim. E ah... Meu nome é Júlia, tá? – disse ela.

— Bom, do que você precisa primeiro? – pergunta Jonas.

— Primeiro eu quero saber onde estou. Não conheço este lugar.

— Hum, aqui é a cidade de Lunder, que fica na província de Ranca. Mais alguma coisa?

— Mas como eu cheguei aqui? E como volto para minha casa em Clinventon? – disse Júlia.

— Olha aqui, menina. Nunca ouvi falar dessa cidade aí. Fica perto de Trendo? –pergunta Jonas.

— Onde fica Trendo? Nunca ouvi falar dessa cidade. Acho que estou perdida mesmo. Mas como eu vim parar aqui?

— Isso eu não posso lhe informar, porque eu não sei. Mas me faça um favor. Responda-me. Você assustou-se por causa do meu rosto ou por causa do meu físico? – pergunta o rapaz que, apesar do rosto incomum, possuía uma vaidade acima do limite, já que até então fora um famoso modelo em sua região.

— Bom... Sinceramente, foi por causa do seu rosto. Mas, desculpe, é porque eu não estou acostumada a esse tipo de coisa – disse Júlia para Jonas.

O rapaz chegou a abrir a boca para falar, mas calou-se ao ver um grande tumulto formando-se poucos metros à frente. Ele a cutuca, mostrando algo e em seguida os dois seguem para lá.

Os dois iam em direção àquilo que se formava, a fim de descobrir o que realmente estava acontecendo naquele lugar.

— O que é aquilo, Jonas? Isso é normal?

— Realmente não sei. Isso nunca aconteceu por aqui! – responde Jonas.

Aproximando-se do tumulto, eles, curiosos, entram no meio da multidão.

—Licença! Com licença, por favor! – dizia Júlia para cada um que estava à sua frente.

Ao ver o que era, Júlia entra em estado de choque. 

Batalha dos Guardiões Histórias para pegar e não largar. Descubra agora