Paralisia do Sono

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— Cruzes, Isabelly! — exclamou Juliana, arregalando seus imensos olhos castanhos — me lembre de não chegar perto da sua prima

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— Cruzes, Isabelly! — exclamou Juliana, arregalando seus imensos olhos castanhos — me lembre de não chegar perto da sua prima.

Isabelly revira os olhos e bufa — Karen, tem alguma história?

— Sim... — enche os pulmões de ar, como preparação e volta a dizer — era 18 de Agosto, me lembro desta data por conta de ter sido o aniversário de uma amiga virtual. Aquele dia parecia tão tranquilo, calmo e até com um toque de felicidade, eu diria.

Não esperava que minha noite fosse ser horrível.

Eu dormi tranquilamente, antes de ser acordada daquela forma sem ao menos saber o porquê. Porquê daquele aparecimento, daquele ato.

Acordei no meio da madrugada, meu quarto estava um completo breu e o silêncio reinava por toda a casa, por toda a vizinhança.

Eu não conseguia mexer um músculo se quer, estava impossibilitada. Maldita paralisia do sono, justo agora? Justo comigo que foi acontecer?

Estava assustada por nunca ter tido essa experiência antes, mas nada daquilo foi o motivo de meu pavor maior.

Sinto a presença de alguém, aquele sentimento estranho de não estar sozinha, de estar sendo observada. Deus! Como esse sentimento me afeta, dá calafrios, me faz suar e enche meu corpo de raiva por não poder tirar meu escudo protetor, minha coberta.

No pé do meu ouvido uma voz estranhamente dupla e feminina ecoa, cautelosa, mas ao mesmo tempo esbravejando humilhações.

Sua voz soava como eco, em que cada palavra dita havia uma repetição com baixo tom, logo após.

De alguma forma aquele ser queria que me sentisse mal, inútil, sem importância... E confesso que não se precisa de muito esforço para que me sinta assim.

Eu suava frio e permanecia intacta, ironicamente.

Conforme meus olhos se acostumaram à escuridão, consegui ver a sombra do ser ali presente. Estava distante, mas sua voz ainda tão próxima.

Meu coração batia aceleradamente e queria poder me encolher entre as cobertas, em posição fetal.

"Você nunca foi amada, Karen, aceite que as pessoas apenas te suportam."

Cada segundo parecia uma eternidade.

"Você nunca será útil, nunca terá importância."

Por instinto, eu comecei a rezar mentalmente, implorando por ajuda.

Mas a voz continuava insistente.

Por minutos que pareceram eternidade, a paralisia acabou e meus movimentos voltaram ao normal.

A voz se cessou. A sombra desapareceu. Meu medo permaneceu.

Assim que a experiência de Karen foi revelada para seus amigos, um vulto preto, incrivelmente rápido pareceu passar pela cozinha próxima a eles.

— Vocês viram isso? — sussurrou Elisa, se debruçando lentamente para que seus amigos a escutassem melhor.

Diego e Ícaro nada falaram. Giovanni e Isabelly encaravam a cozinha intactos. Karen e Elisa se entreolhavam e Juliana... Juliana estava rezando com as pálpebras fechadas com toda a força.

— Quem vai ser o próximo? — Ícaro questionou, um sorriso de lado se formava entre seus lábios.

— Quem vai ser o próximo? — Ícaro questionou, um sorriso de lado se formava entre seus lábios

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Capítulo baseado na experiência de Claudia Cristina.

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