Capítulo V - Arco 2

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"-Prometa que voltará.-uma mulher de cabelos rosas me fala, não conseguia ver seu rosto pois de alguma forma ele estava embaçado.

-Voltar? Para onde?-pergunto confuso.

-Prometa que vai voltar.- do nada vejo a tal mulher ir sumindo aos poucos."

-Espere!- grito acordando do sonho, e ao me levantar uma dor de cabeça juntamente com uma dor a barriga me faz voltar a deitar.

-Espere rapaz.-uma senhora entra na tenda.- Não seja tão apressado. Seus ferimentos ainda não se curaram.

-Quem é você?- pergunto com a mão na cabeça.

-Me chamo Korei. E você teve muita sorte de meu neto ter-lhe encontrado a margem daquele rio, se demorasse mais um pouco você morreria.-ela se senta ao meu lado, pegando algumas ataduras para trocar as que estavam em minha barriga.-Aliás qual é o seu nome?

Aquela pergunta havia me pegado de surpresa, pois não sabia meu nome. Nem onde estava? Nem de onde vim? E não sabia quem era aquela mulher de cabelos rosas que aparecera em meus sonhos. O que havia  acontecido comigo ainda era um mistério para mim.

-Em meu jovem. Qual é o seu nome?-a senhora Korei me tira de meus devaneios.

-N-não sei.-falo a verdade.

-Como assim não sab...- ela exita parecendo se lembrar de algo.-Creio que foi a pancada na cabeça que você sofreu, quando o encontraram estava banhado em sangue. Acho que você perdeu a memória.

Essa me parecia a resposta mais aceitável até aquele momento. Não sabia nem meu próprio nome.

-Bom temos que chamá-lo de alguma forma. Não concorda?- fiz sinal com a cabeça que ainda doía que sim.-Então lhe chamarei de Mitsukatta, está bom para você?

-Sim. É melhor que ficar sem nome.-a ouço rir.

-Agora sente-se, preciso trocar suas ataduras.-a obedeço.

-Quando ficarei bom?- pergunto enquanto me sento com dificuldade.

-Dentro de algumas semanas. Pode ficar com nossa caravana enquanto se recupera.

-Carava?-ela desenrola uma primeira camada de pano.

-Sim. Nós viajamos pelos países, além do mais isso pode ser bom para você. Talvez o ajude a recuperar a memória.

-Muito obrigado.-Korei retira todas as ataduras, e pude ver o imenso corte que havia no local. Fui colocar a mão sobre o ferimento, e quando ergui minha mão esquerda vi uma pulseira de couro preto que prendia em meu braço. Me veio a lembrança dos cabelos da mulher novamente, e desta vez pude sentir meu coração se encher de um sentimento que ainda não sabia distinguir o que era.

-Bela pulseira. Me parece que havia um adereço preso nela.-a senhora começa a limpar o lugar com água, me fazendo me encurvar devido a ardência que estava sentindo.

-Por que acha isso?-pergunto me recompondo.

-Tem um ferrinho arrebentado preso a ela.-Korei aponta para o lugar, e realmente havia um pequeno metal que ainda estava lá.

-Foi por causa da queda.-olho desolado para a pulseira. Um grupo de garotas espiava do lado de fora da tenda.-O que elas querem?-sussurro.

-Você é um dos poucos homens bonitos que tem no acampamento, para não dizer o único. Então elas estão eufóricas. Vou pedir que não as iluda ou dê algum tipo de esperança a elas.-disse ela em tom sério, enquanto começava a enrolar novas ataduras.

-Não se preocupe. Não estou aberto a qualquer tipo de envolvimento com alguma pessoa.-digo está última parte em voz alta para que elas pudessem ouvir, e logo depois ouço os seus sons de desapontamento. Korei da um breve risada e volta a se concentrar no que estava fazendo.

-Aonde vocês vão agora? Quer dizer nos.-pergunto quebrando o silêncio.

-pergunto quebrando o silêncio

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-Bom é um caminho muito longo. Acredito que durará uns dois anos ou mais.

-Está bem. Qual será o primeiro lugar?

-Passaremos pela Vila da Chuva, Grama, Cachoeira e Som. E ficaremos alguns meses no interior na Vila da Nuvem.-Korei retirar as ataduras de minha cabeça.-Creio que este percurso durará quatro meses, pois crianças e idosos como eu, devem ter algumas noites de descanso.- ela acaba de enfaixar minha cabeça.-Bem, agora descanse. Você ainda precisa de muito repouso.-a vejo se levantar para sair da tenda.- Boa noite.

-Boa noite. E obrigado.-Korei sorri para mim com seu semblante idoso e se retira da tenda. Me deito, mas não durmo imediatamente , fico fitando o teto por um tempo. Perguntas em resposta passavam pela minha cabeça, mas a que mais me intrigava era sobre a mulher de cabelos róseos. Cada vez que me lembrava dela, meu coração se enchia de um sentimento diferente.

-Será que essa mulher sabe quem eu sou?-pergunto para o vento. Casado de pensar sobre este assunto, me viro com dificuldade para o lado fecho meus olhos e durmo.

"-Onde estou?-  estava em um lugar  de grama verde e com flores de variadas cores espalhadas pelo local. Havia uma árvore de folhas rosas central, que em baixo fazia sombra. Me aproximei da árvore, após ver o vulto de um vestido rosa claro se esconder atrás da árvore.-Espere.-corro para tentar alcançá-la.

 Mas assim que rodeio a árvore, vejo a mulher de cabelos rosas sentada perto dela. Assim que me vê, ela sai correndo. E eu a sigo para tentar conversar com ela. Por um breve momento a perco de vista devido a um clarão que me cegou momentaneamente , assim que consigo abrir os olhos a vejo do outro lado de um riacho.

-Quem é você?- a ouço rir, neste momento a luz do sol batia em seu rosto e eu serrava meus olhos para tentar vê-lo.

-Você se esqueceu de quem eu sou.-sua voz era doce e suave, sua silhueta delicada mas exalava força e confiança. Um vento sopra uma mistura de folhas verdes e rosas.-Você prometeu que voltaria para mim. Não desista de voltar, preciso de você.- ela se vira para ir embora.

-Espere!-grito desesperado antes que ela suma por completo, a vejo virar para trás.

-Só volte.-então ela corre e some em meio as árvores que haviam do outro lado do riacho.

-Espere!- tento correr atrás dela..."

Um barulho me acorda. Abro meus olhos e vejo um pequeno gato preto derrubar algumas coisas na tenda.

-Por que você tinha que me acordar logo agora.-ponho minha mão na testa em sinal de desaprovação. O gato se aproxima de mim, e começa a se esfregar no meu braço.-Agora você quer se desculpar não é mesmo.Está bem. Pode ir.- mas ele não se mexe e fica me encarando.-Quer ficar comigo?-perguntei achando que o gato iria me responder.-Por mim.-dou de ombros. Mas realmente não importava de ter um gato.

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