Capítulo 61

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♠️Caleb Jones♠️
_ Então... Até daqui a pouco. - Carolinne sorri se despedindo. Percebo seu amigo nerd nos assistindo e a puxo até mim. Agarro sua cintura e a beijo. Abro os olhos e fuzilo Alec, ele parece desconfortável. Bom.
_ Te vejo depois. - digo quando me afasto. Carolinne cora e eu me seguro para não voltar a beija-la. Assim que ela some, me vejo sozinho com seu melhor amigo.
_ Então, a quanto tempo vocês estão nisso? - ele pergunta e eu cruzo os braços
_ O que você sente por ela? - pergunto direto. Alec me encara e sorri de lado colocando as mãos no bolso da calça.
_ Acha que gosto da Care? - ele diz com humor na voz. Sua intimidade com ela me incomoda, seu poder sobre ela me incomoda. Ele a chamar de "Care", também me tira a sanidade.
_ Acho. - respondo seco. O nerd ri fraco - Ou que está tentando entrar na calcinha dela! - mordo a bochecha e ele me encara
_ Somos apenas amigos! - ele responde
_ Qual é... Não espera que eu acredite... - zombo
_ Não espero que acredite em nada! - ele me corta - Conheço ela desde criança. Somos melhores amigos desde sempre e eu a amo como minha irmã mais nova. Eu mataria e morreria por ela. Eu não gosto dela, Jones, eu a amo. Mas como um irmão. - ele me olha sério. Convicto. Me permito acreditar nele. - Gosta mesmo dela? - engulo em seco. Eu não sei expressar meus sentimentos assim. Não consigo chegar e dizer que estou apaixonado por ela, nem para ela. Imagina para ele. Apenas assinto. - Não precisa se preocupar comigo. - ele me assegura - Já percebi que é bem ciumento.
_ Não sou! - minto. Não é ciúmes. É só que eu a denominei minha e eu nunca fui muito bom em dividir. Não quero ela perto dos outros. Meninos, especificamente. - Mas devia parar de levar ela para festas! Carolinne não leva jeito.
_ Meu trabalho é socializa-la. Sou o melhor amigo dela, tenho a obrigação de a divertir. - Não! Não mais! Ela não é mais sua responsabilidade! Penso.
_ Hm. - é o que digo - Vou passar em casa e me trocar. Encontro vocês na festa. Me mande o endereço pelo celular. - ele assente e eu caminho até meu carro. [...]
A festa era na casa de um garoto conhecido por vender drogas na escola. O cheiro de maconha e sexo era notável no ar. À música estava alta e as pessoas dançavam todas amontoadas. Garrafas de bebidas e latinhas de cerveja estavam espalhadas por todo lado. O que Alec estava pensando ao nos chamar pra ca? Ao chamar Carolinne?
Pego uma lata de cerveja e permaneço escorado na parede perto da porta de entrada. Depois de alguns minutos, vejo uma garota baixinha de cabelos loiros entrar. Carolinne usava botas pretas de cano baixo e uma calça jeans azul clara rasgada na coxa, porém apertada por suas pernas serem grossas; uma blusa branca que não cobria toda sua barriga e marcava sua cintura fina.
Porra, ela estava gostosa!
A observei vagar os olhos pela festa a minha procura, até que ela me avistou e sorriu. Minha barriga fez algo engraçado quando ela sorriu desse jeito pra mim. Carolinne caminhou até mim e notei alguns garotos a seguirem com o olhar. Ela nem percebeu.
Isso me tira do sério e ao mesmo tempo me atrai por ela. A maneira dela não saber como é linda, a deixa ainda mais linda.

Fire and Ice: burn or meltHistórias para pegar e não largar. Descubra agora