♠Carolinne Parks♠
_ Eu sei que talvez seja muito cedo, mas precisamos do depoimento de vocês. - Rose parece hesitar, então aperto sua mão, a confortando. Um polícial nos levou até uma sala do hospital e pediu para Rose contar a história. Rose disse que foi para o Colégio porque recebeu uma mensagem minha dizendo que precisavamos conversar. Ela disse que eu pedi para encontrá-la na sala de química, mas que quando chegou lá, estava vazia. Ela chorou quando disse que nosso professor apareceu do nada e a agarrou. Ele tentou força-la e ficou bravo quando ela gritou, então começou a agredi-la. Foi quando eu cheguei. - Encontramos seu celular no bolso de Cott. Ele mandou a mensagem. - o policial me entrega meu telefone. - Obrigada por cooperarem, sei que deve ser difícil mas precisam ser pacientes, entraremos em contato quando tivermos mais informações. Cott ficará no hospital até se recuperar e depois cuidaremos da investigação. - assentimos e saímos da sala.
_ Você falou com Caleb? - Brooklyn pergunta quando voltamos ao lobe do hospital - Ele não para de me ligar.
_ Eu vou contar. Não tem como eu esconder. - digo me referindo ao meu rosto.
Brooklyn levou Rose para casa e assim que Derek estaciona o carro em frente a minha casa, vejo Caleb sentado em frente a porta. Todos saem do carro e eu respiro fundo por alguns segundos antes de segui-los. A expressão do meu namorado quando me vê faz meu estômago revirar, ele estava horrorizado.
_ Vamos deixar vocês sozinhos. - minha mãe diz entrando junto com Derek. Caleb fica parado, preso ao chão, apenas me encarando.
_ O-o que? - ele gagueja e eu abaixo a cabeça - Que merda aconteceu com você? - ele pergunta, sua voz era seca e fraca.
_ Cott. - digo engolindo em seco. Caleb trava o maxilar e eu caminho até ele. - Ele estava atacando Rose e eu tentei ajudar... Brooklyn por sorte apareceu. - Caleb ergue sua mão tentando tocar meu rosto mas hesita e abaixa a mão. Caleb não disse nada. Ele permaneceu em silêncio quando entramos na casa, quando ele me ajudou a subir as escadas e quando me levou pro meu quarto. Caleb ficou em silêncio enquanto ligava a banheira pra mim, enquanto eu me despia. Pelo espelho pude ver os hematomas pelas minhas costas, meus braços e rosto. Eu estava horrível. Caleb apareceu pelo reflexo do espelho e seus olhos se arregalaram quando ele viu meu corpo roxo. Fechei a porta. Me lavei tirando o cheiro de hospital e tendo cuidado com os pontos na testa. Caleb me ajudou a passar as pomadas e tomar os remédios. Me deitei na cama sentindo todo meu corpo sofrer em cansaço. - Pode dizer alguma coisa, por favor. - peço quando ele se senta na cama.
_ Ele te tocou? - sua voz sai por um fio. Nego. - Eu sinto muito... - sua voz falha e eu me desespero ao ve-lo ao ponto de chorar. Seguro sua mão
_ Eu estou bem. - sorrio - Podemos apenas esquecer o que houve? Pode deitar comigo um pouco? - peço e ele assente, entrando comigo na cama. Caleb passa a mão cuidadosamente pelos meus cabelos e eu sinto o sono começar a me puxar - Amo você... - murmuro e adormeço antes de ouvir sua resposta.
♠Caleb Jones♠
Carolinne tinha pegado no sono e eu não consegui acompanha-la. Derek e Emma não pareceram se importar sobre eu dormir aqui. Porém, eu nao consegui pregar os olhos. Minha imaginação fértil criava cenas horríveis de Cott atacando ela. Eu me sentia impotente. Derrotado.
Quando me canso de olhar o teto, me levanto da cama e desço até a sala. Pego meu telefone e ligo para Brooklyn.
_ Ei, cara, sabe que horas são? - Brooklyn reclama. Olho o visor, eram três da manhã. - Tudo bem? É a baixinha? - ele parecia preocupado
_ Não, ela está bem, tirando tudo. - suspiro e pego a chave do meu carro saindo na ponta dos pés da casa. - Preciso que me diga onde Cott está. - Brooklyn fica em silêncio por minutos
_ Não acho uma boa ideia, Caleb... - entro no meu carro e encontro minha cabeça no banco
_ Eu preciso fazer alguma coisa. Sei que você sabe onde ele está. Me diga, ou vou descobrir sozinho. - ameaço e Brooklyn bufa
_ Está no hospital, quarto 208. - ligo o carro - Não faça nada estúpido, ok? - ele pede e eu apenas desligo a chamada. [...]
O hospital estava vazio, praticamente. Havia uma enfermeira na recepção e dois seguranças na entrada. Menti para a recepcionista, dizendo que estava esperando para visitar um paciente, mas que precisava usar o banheiro primeiro. Então quando ela desviou o olhar, adentrei os corredores dos quartos. Procurei pelo número 208 que se repetia na minha cabeça desde que entrei no carro, eu não podia esquecê-lo. Meu coração se acelerou e meu sangue ferveu quando encontrei a porta. Ele estava ali. Meus punhos se cerraram automaticamente e eu entrei no quarto silenciosamente.
O canalha estava deitado na cama, com uma das mãos algemadas a ela. Estava dormindo. Cott estava dormindo tranquilamente, seu rosto sem quase nenhum machucado, fora um leve corte na bochecha e um enfaixado na cabeça. Me lembrei do rosto de Carolinne e o odiei mais. Ela estava muito pior.
Por culpa dele.
Como se percebesse que estava sendo observado, Cott acordou e arregalou os olhos me encarando parado em frente a sua cama. Ele usou sua mão livre para coçar os olhos e depois sorriu pra mim. O canalha sorriu.
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Fire and Ice: burn or melt
RomantikaSinopse: Carolinne Parks é uma garota como todas as outras. Não possui nada em especial. Ela é tímida, bondosa chegando a ser ingênua e seu único meio de defesa é o sarcasmo. Mora com a mãe desde sempre, as duas tem um ótimo vínculo, contam tudo um...
