♠Carolinne Parks♠
_ Caleb, pode abrir a porta? - pergunto quando paro em frente ao seu quarto - Por favor... - ouço passos e a chave sendo girada. Caleb me encara com aqueles olhos castanhos escuros e eu entro no local. - Está bem? - pergunto me sentando na cama.
_ Estou bem. - ele mente e se apoia na parede com os braços cruzados.
_ Está tudo bem, se não estiver. - digo tentando desfazer sua barreira - Posso perguntar uma coisa? - ele me encara por alguns minutos mas assente. - Por que não me contou sobre seu aniversário? - Caleb da de ombros
_ Não é uma data que eu goste de comemorar.
_ Porquê não? - ele hesita.
_ Porque desde que eu era criança, eu passava meu aniversário esperando minha mãe aparecer. E ela nunca aparecia, nem ao menos ligava. - ele parece desolado e eu me seguro para não correr e abraça-lo. Era a primeira vez que ele estava me contando sobre sua mãe abertamente. - Eu não conheço meu pai, ou talvez conheça. Minha mãe aparecia em casa com um homem diferente quase toda noite, talvez um deles fosse mesmo meu pai. Ela nunca ficava comigo e sempre saia de noite, ou eu ficava sozinho, ou algum vizinho ficava comigo. - ele encara o chão e passa a mão pelos cabelos - Mas um dia, minha tia veio me buscar, ela cuidou de mim. Me mudei pra cá quando ela ficou doente e não podia mais se preocupar comigo. Ela morreu meses depois. - abro e fecho a boca sem saber o que dizer - Minha tia foi mais mãe pra mim do que minha própria mãe. Então não, Carolinne, eu não gosto do meu aniversário e não gosto daquela mulher. - eu não disse nada. Não tinha nada o que falar. A única coisa que fui capaz de fazer foi andar em sua direção e abraça-lo. [...]
Caleb insistiu em me trazer para a detenção por dois motivos, não confiava no sr. Cott e não queria ficar em casa. Eu estava tentando ser compreensiva, então não reclamei.
_ É apenas uma hora, vai acabar rápido. - digo quando entramos no corredor da escola
_ É injusto com você... - ele diz e eu sorrio
_ Sabe que eu iria para um milhão de detenções por você, não sabe? - ele assente e beija minha testa. A porta da sala se abre e o sr. Cott aparece. - Te vejo depois. - me despeço de Caleb e entro no cômodo. Me sento em uma cadeira no canto da sala vazia e o meu professor fecha a porta
_ Bom sr. Parks, temos uma hora juntos, preparei uma lista de exercícios para passar o tempo. - Eba! Ironizo. - Você pode deixar seu celular comigo, nada de mensagens no castigo. - Ele me entrega um papel e eu o meu celular. Começo a tentar fazer os exercícios, mas sempre que olho para o relógio em cima da parede, ele parecia desligado ou muito lento. Sentia o olhar do meu professor sobre mim e o tempo parecia ir mais devagar.
_ Posso ir ao banheiro? - pergunto sem realmente precisar. Meu professor assente e eu saio da sala entrando no banheiro feminino. Enrolo por alguns minutos e resolvo sair. Volto para a sala e estava vazia. Nenhum sinal do sr. Cott, então resolvo esperar e faço a lista de exercícios até o fim. Termino quando faltam apenas 15 minutos da minha detenção e nada do meu professor voltar. Deixo a folha sobre sua mesa e saio da sala procurando por ele. Estava quase já indo embora direto para casa, quando escuto um barulho na sala de química. Olho pela janela de vidro e vejo Rose caida no chão e arregalo os olhos ao ver o sr. Cott caminhando na direção dela e a chutando no estômago. Rose se encolhe e começa a chorar. Entro na sala correndo.
_ O que o senhor está fazendo? - pergunto o empurrando para longe dela e envolvendo minha amiga em um abraço. O sr. Cott parece chocado demais por ter sido pego, então não diz nada. - Você está bem? - sinto meu cabelo ser agarrado e eu sou arremessada para trás.
_ É uma pena Carolinne, você podia ter saído ilesa disso. - ele diz me agarrando pelo braço - Agora preciso me livrar de você também. - sua mão atinge meu rosto e eu caio no chão, sentindo meu maxilar doer. Meus olhos lacrimejam enquanto me arrasto de bruços para longe dele.
_ Porquê está fazendo isso? - pergunto quando ele pisa nas minhas costas me imobilizando. Gemo ser ar.
_ Por causa de garotas como Rose e você... - ele aperta mais o pé nas minhas costas e eu não consigo respirar. Ouço um barulho de vidro e alguns cacos caiem sobre mim. A pressão do meu professor sobre mim diminui e ele cai para o lado. Rose me ajuda a levantar e vejo que ela jogou um pote de experimentos na cabeça de Cott.
_ Você está bem? - Rose soluça me abraçando e eu assinto. Sentia gosto de sangue na minha boca, mas estava mais preocupada com a velocidade que meu coração batia. Olhamos para nosso professor no chão e ele tinha um corte na cabeça. - Ele está morto? - ela pergunta
_ Eu acho que sim. - ele não se movia e Rose chora mais.
_ Ai meu Deus, eu matei alguém. Sou uma assassina!
_ Acho que você fez um favor ao mundo, Rose... - o homem caído agarra o pé de Rose e ela grita, sendo derrubada. Cott tinha um caco de vidro na mão e tenta golpear Rose, mas me jogo sobre ele, socando suas costas. Cott cambaleia para trás comigo em suas costas e perco o ar quando bato contra a parede, afroxo o aperto sobre ele e caio no chão. Meu professor tenta me apunhalar no rosto com o caco de vidro, mas desvio sendo apenas arranhada na testa. Grito mesmo assim.
_ Eu não vou ir pra cadeia porquê uma garotinha como você se meteu no meu caminho! - ele rosna socando meu rosto. - Vocês vão sumir e todos vão acreditar em mim. São apenas duas adolescentes! - ele berra me batendo.
_ Pare! - Rose grita tentando segurar sua mão, mas é jogada facilmente para o lado. Meu professor ergue o punho mais uma vez e a última coisa que vejo é alguém entrando na sala, depois disso é apenas preto.
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Fire and Ice: burn or melt
RomanceSinopse: Carolinne Parks é uma garota como todas as outras. Não possui nada em especial. Ela é tímida, bondosa chegando a ser ingênua e seu único meio de defesa é o sarcasmo. Mora com a mãe desde sempre, as duas tem um ótimo vínculo, contam tudo um...
