♠️Carolinne Parks♠️
Senti braços a minha volta e sorri ao ver Rose.
_ Você foi ótimo Care! - ela exclama e eu sorrio ao ouvi-la me chamar assim. Gosto do meu apelido, me sinto querida quando as pessoas o dizem. - Realmente pensei que você morreria ali! - ela diz olhando o chão, parecendo esquecer que eu estava ali. Rio. Alec se aproxima e me elogia por ter saído viva do jogo. Pegamos nossas coisas e saímos do ginásio.
_ Bom, estou indo... - Alec diz ao colocar sua mochila nas costas e fechar o armário - Querem carona? - Rose assente, mas nego
_ Não, eu vou ficar. - digo e Rose me olha como se eu fosse maluca por querer ficar na escola, porém Alec apenas confirma com a cabeça e acena antes de se afastar com Rose ao seu lado. Alec sabe o motivo de eu ficar. A sala de música. Vazia. Com todos os instrumentos apenas para mim.
Corro até lá e entro fechando a porta. Me aproximo do teclado e retiro uma letra que eu mesma comecei a escrever. Infelizmente, está pela metade, à meses não consigo terminar. Já a gravei no celular centenas de vezes, e aparentemente é inacabável. Coloco os fones de ouvido e toco a música repetindo o que ouço. Me inclino para o microfone e canto junto a minha própria voz gravada. Termino a música e paro pensando em algo para completá-la. Pego uma caneta e repasso a música no fone, rabisco, apago, rasuro, apago novamente.
_ Droga! - murmuro e retiro o fone começando a andar pela sala. - Pensa Carolinne! Pensa! - me exijo e mordo a ponta da caneta.
_ Talvez devesse mudar o ritmo. - cambaleio com o susto e tropeço nos fios dos microfones caindo de bunda no chão entre dois tambores. Exclamo um "ai" - Está bem? - Caleb estende a mão para mim me olhando preguiçosamente, devia me achar uma idiota por tropeçar. Assinto e aceito sua ajuda para me levantar.
_ V-você estava ouvindo? - pergunto esperando que ele diga que não. Que estava apenas de passagem e resolveu me assustar. Caleb assente cruzando os braços e se encostando na parede.
_ É muito boa... - ele diz e eu não noto ironia na sua voz. - Mas devia tentar mudar o ritmo, se não consegue construir mais estrofes... - ele se senta no teclado e pega meu papel com a minha música. Abro a boca para dizer para não mexer nas minhas canções, mas ele já estava tocando. Caleb Jones sabe tocar teclado? Ele acelera a música e canta em um novo ritmo que se encaixe a melodia, me aproximo gostando do que ouço. Sinto ideias surgirem para o resto da música e pego um papel anotando. Animada me sento ao seu lado e toco junto a ele continuando de onde normalmente a música pararia. Sorrio quando termino e suspiro feliz e aliviada ao mesmo tempo. Eu a terminei. Olho para Caleb e ele me encarava neutro, eu não podia identificar sua expressão, nunca a tinha visto antes. Seu semblante estava franzido com leves rugas, os olhos me encaravam perdidos e ao mesmo tempos focados, focados demais... Meus olhos encaram os seus e alguma força maior não me deixa desvia-lo.
_ Ouviu minha música... - murmuro me tocando disso
_ E...? - ele pergunta ainda me encarando
_ É particular! - me levanto saindo de perto dele e puxando minhas folhas - Não devia ter pegado sem permissão! - digo irritada. Nunca havia brigado com ele, nunca havia ao menos conversado com ele por tanto tempo. Caleb se levanta e volta a sua expressão natural, mãos nos bolsos, cabeça levemente inclinada, olhar preguiçoso e sorriso presunçoso.
_ Ajudei você, não foi tão ruim... - ele diz - Devia me agradecer.
_ Bom, obrigada. - digo por fim pegando minha coisas
_ Ei, espera. - ele chama quando eu alcanço a porta - Em troca de ter te ajudado, quero ler mais do que escreveu... - olho para ele franzindo o cenho
_ Porquê? - me pego curiosa, ele da de ombros
_ Apenas quero. - o encaro tentando decifrar alguma pegadinha, ironia, sarcasmo, qualquer coisa.
_ Não. - os olhos de Caleb se dilatam e eu abro a porta saindo da sala. Ando rápido pelo corredor, tendo consciência de que acabei de dizer não a Caleb Jones.
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Fire and Ice: burn or melt
Lãng mạnSinopse: Carolinne Parks é uma garota como todas as outras. Não possui nada em especial. Ela é tímida, bondosa chegando a ser ingênua e seu único meio de defesa é o sarcasmo. Mora com a mãe desde sempre, as duas tem um ótimo vínculo, contam tudo um...
