–Phoebe Grace Grey...-proferi eu.
As palavras ecoavam-me nos ouvidos como uma doce melodia. A minha filha tinha o nome mais bonito do mundo.
Eu insisti com Christian algumas vezes para lhe colocarmos o nome de Ella, o nome da mãe biológica do meu Cinquenta, mas ele disse que não queria olhar para a nossa filha e pensar no passado que por tanto tempo o assombrou e, por mais que ele diga que é passado vai continuar a assombrá-lo. Mas eu estou aqui e sempre estarei para o apoiar.
Mas Phoebe até tinha as suas parecenças com Ella. O cabelo castanho e o formato da boca e do nariz, segundo o que eu vi na fotografia dela, no antigo quarto de Christian, em casa de Carrick e Grace. Memórias doces vêm-me à cabeça e sorrio.
–Está a achar piada a alguma coisa, Mrs. Grey? - interrogou-me curioso.
–Não - disse - estou-me só a lembrar de nós...no teu quarto, em casa dos teus pais.
Ele também sorriu. Veio até mim, pois eu estava deitada na cama de hospital, ainda em repouso, devido à cesariana, mas já me achava em condições de me levantar. O problema é que nem Christian nem as enfermeiras estavam de acordo comigo.
Quando nos estávamos prestes a beijar, Phoebe começa a chorar. A nossa querida filha, apenas com sete horas de vida, conseguiu-nos travar daquilo que viria a ser o vigésimo primeiro beijo apaixonado desde o nascimento dela.
Christian dá-me apenas um beijo rápido e vai logo ter com ela, pegando-lhe e acalmando-a.
–Deve estar com fome - disse eu.
O meu marido deu-me a nossa filha e eu alimentei-a. Amamentar era um ato que me fazia feliz.
Sorri para Phoebe e depois para Christian, que nos olhava com orgulho, amor e emoção.
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Passado dois dias
Já Phoebe estava a dormir à algum tempo quando nós nos preparamos para a hora das visitas. Christian ajeitou o seu cabelo e apertou a sua camisa de linho branca. Eu apenas ajeitei o cabelo. Afinal a única roupa que me é permitida vestir é o pijama. Por isso não há muito por onde ajeitar.
Ouvimos leves batidas na porta. Ainda faltavam cerca de 15 minutos para a hora da visita, por isso deduzimos que fosse alguma enfermeira ou algum médico.
– Entre- disse Christian.
– Mr. e Mrs. Grey, estão aqui duas senhoras que dizem que têm que falar com os senhores o mais rápido possível, por isso não podiam esperar pela hora da visita. Posso mandar entrar?
Eu e Christian entreolhámo-nos. Quem seria? Acenei-lhe afirmativamente.
–Claro. - disse ele por fim.
Foi então que as duas mulheres apareceram na porta do quarto. Uma nós já conhecíamos bem demais para meu gosto e outra eu tinha quase a certeza de quem era. Mas não podia ser! Simplesmente não podia.
Eu olhei para Christian. Ele estava assustado, muito assustado. A sua respiração era irregular e os seus olhos… ó meu Deus… os seus olhos não ocultavam o medo que sentia. Não em relação à Mrs. Robinson que teve o descaramento de aparecer depois de tudo o que aconteceu. Mas sim em relação à outra mulher que estava ao seu lado e que realmente tinha algumas parecenças com Phoebe.
Ella estava viva. A mãe biológica de Christian estava viva.
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Fora De Controlo
Fiksyen PeminatTudo parecia estar a correr bem entre Christian e Anastasia Grey. Mas, e se uma figura do passado os viesse surpreender? Como reagiria Christian, sabendo que isso estava fora do seu controlo? Como ele lidaria com aquela pessoa, que esteve na origem...
