O Reino Desconhecido

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Há séculos atrás Midgard era governada pelos os Deuses, mesmo sendo uma terra gelida, o local era abençoado pelos seres que o habitavam, Odin o pai de todos, Balder o Deus da Sabedoria e Thor o Deus dos trovões e tempestades, comandavam e dividiam...

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Há séculos atrás Midgard era governada pelos os Deuses, mesmo sendo uma terra gelida, o local era abençoado pelos seres que o habitavam, Odin o pai de todos, Balder o Deus da Sabedoria e Thor o Deus dos trovões e tempestades, comandavam e dividiam a felicidade de poder compartilhar as maravilhas da terra prometida aos humanos. As coisas mudaram quando Odin, o pai de todos colocou seus olhos sobre Allana, uma jovem que vivia com seus pais em uma aldeia vizinha ao reino dos Deuses, Ela era tão bela quanto as Deusas de Walhalla, sua pele era tão clara que se comparava a neve que ficava ao chão, seus cabelos eram tão negros quanto a escuridão, fazendo o grande Deus se lembrar de Neflhin, seus olhos eram de um azul forte, que fez Odin se lembrar dos mares que desbravou com seus filhos! Ela era a mulher que colocaria na terra seus herdeiros.

Os deuses não pretendiam passar a eternidade entre os humanos, então em um ato de pura luxuria, Odin tomou em seus braços Allana, prometendo a jovem a vida eterna, amor, liberdade e filhos, ela seria levada a Walhalla e lá teriam seus tão amados frutos. Allana não compreendia o porquê de ser a escolhida do grande ser. Ao ver-se perdida entre seres de outro mundo, A Doce jovem foi obrigada a procriar com Odin, dando a luz a seu primeiro filho, Ragnar, o filho qual a mulher teve todo o amor para dar, se não fosse entregue ao seu próximo calvário, Allana se viu obrigada a conceber com Balder, o Deus da sabedoria tirou da mulher sua liberdade que havia sido prometida, ela via-se grávida de seu segundo filho, Dag nasceu e foi aclamado por seu pai, e amado em segredo por sua mãe, que mais uma vez foi entregue, desta vez a Thor, o Deus dos trovões a possuiu, quebrando assim mais uma das promessas de Odin, que Allana seria amada, mas a mulher seguia sendo usada.

Na mesma noite em que Thor a teve, com inveja de seus irmãos Loki, o Deus das trevas a fez refém, e a arrancou seu último suspiro de humanidade, a camponesa que Odin se encantou não existia mais, o que restava era apenas o corpo gerando uma nova vida. No nascimento de sua terceira criança, o corpo da angelical forma humana parecia quebrar-se em mil, urrava de dor, desespero, ela compreendia que não teria apenas o filho de Thor, Rorrok nascerá acompanhado por uma pequena e frágil menina, que ao contrário dele, chorava com seus fortes pulmões, Allana, escondida e com medo, ocultou dos Deuses o acontecido da noite em que foi estuprada pelo Deus das trevas, assim a pequena Thorrum poderia seguir seu rumo junto aos irmãos. A camponesa foi usada, possuída, estuprada e separada de seus filhos.

Ragnar, Dag, Rorrok e Thorrum, suas únicas heranças, sua ultima razão de vida, do que adiantava ter agora a dádiva da imortalidade, se não podia ao menos compartilhar momentos com seus filhos. As crianças eram mandadas uma por uma a Midgard, todas sobre a custódia de Coré a Deusa vermelha. Que agora tomará o lugar de mãe de seus descendentes. Mas Allana sabia no fundo do que restou de sua alma humana, que seus pequenos se lembrariam de quem era sua verdadeira mãe.

Allana repleta de ódio se viu em guerra com aqueles que a usaram, viu-se novamente perdida entre seres que não a queriam mais, a mulher não guardava em si a alma humana que a mantinha com os pés no chão, lúcida, encontrava-se presa, e tratada como um animal, que havia procriado, e sido largado de lado, em uma jaula, seu corpo não envelhecia, não sentia a necessidade de alimentar-se ou sequer de respirar o ar que pairava sobre a cela. Allana não era mais uma humana, nem em alma, nem em corpo. No que a mulher havia se transformado não podiam dizer, mas aos que se aproximavam do ser de aparência angelical, por pura pena, voltavam secos e sem vida. Em um ato de desespero os deuses viram-se obrigados a rogar sobre o pequeno espaço em que a mulher já vivia preza, uma maldição, que a deixava irreconhecível aos olhos dos demais, e impossibilitada de usar quaisquer umas de suas forças sombrias.

- Pelos meus filhos – A mulher urrava da cela, entre as pequenas frestas que ainda existiam entre ela e o exterior – Pelos meus filhos eu irei matar! Um por um.  

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