Capítulo 1.
Elena
Estou voltando do trabalho, está quente em Boca Raton, bem, sempre está quente aqui. Estou me sentindo suada e louca por um banho.
Ignoro algumas chamadas em meu telefone, não quero sair hoje, ainda estou sentindo os efeitos da ressaca por culpa da última noite. Como era o nome mesmo do cara que dei uns beijos? Doug? Acho que algo do tipo. Bem, pra ser mais exata, acho que ele me beijou, e não foi exatamente na boca. O cara estava me secando a noite toda, era até decente, mas não bonito. Em uma das milésimas idas que dei ao banheiro, ele me interceptou. Foi ousado, gosto do tipo. No entanto, não teve muito jeito com as palavras e o beijo que trocamos não me deu muita esperança de se tornar algo que valesse à pena. No entanto, ele deu um bom aperto nos meus peitos quando me puxou pro canto escuro, atrás de uma coluna no fim do corredor dos banheiros. Então eu deixei que ele enfiasse sua mão por baixo da minha saia e brincasse com seus dedos em mim. É, quando tem uma dose de álcool, as coisas tendem a fluir melhor.
Ele não era tão bom com os dedos e eu estava quase dispensando-o com uma desculpa idiota, mas então desceu dando mordidas de leve pelo meu corpo, se ajoelhou à minha frente e enfiou sua cabeça por dentro da minha saia. Achei ousado novamente, e dei mais um voto de confiança pro cara. Ele não fez muita coisa interessante, não teve antecipação, apenas puxou minha calcinha pro lado e me lambeu. Não foi bom, tampouco ruim. Só foi... legal.
Quando pareceu que ele estava cansado, e talvez com câimbras na língua, simulei um orgasmo que só existiu no mundo encantado do ego inflado de Doug, e ele me deu aquele sorriso idiota de quem estava pensando que me foderia de pé contra aquela coluna. Ele não me conhecia. Sorrio com a lembrança.
Depois de uma desculpa esfarrapada de ter que ir embora porque a babá do meu filho de dois anos tinha horário, o cara ficou balançado. Somado ao convite para nos encontrarmos novamente, e um leve dar de ombros sobre as dificuldades de sair sozinha que uma mãe solteira tem, o cara precisou ir buscar camisinhas no carro e não voltou mais. Funcionou. Sempre funciona.
Eu não tenho filho algum, mas essa é a desculpa que sempre uso quando quero dispensar um cara que não tenha me agradado.
Chego ao meu prédio e empurro o portão. Não há mais fechaduras ou sequer um trinco, ele sempre está aberto, apenas encostado. Ele range tanto quando se abre, que nesses momentos passo a entender porque o dono do prédio não conserta a fechadura - ou o trinco – aquela merda era tão velha e acabada, que qualquer assaltante que tentasse passar ali, todos seriam avisados, já que, todos são avisados pelo ranger do portão enferrujado cada vez que alguém entra ali. Mas acho que o maior motivo, é porque nenhum ladrão entraria, de qualquer forma, acho que deve ser até algum tipo de humilhação para o ladrão assaltar aquele lugar. Algo que o desqualificaria, talvez.
Abro a porta do meu apartamento e entro. É pequeno... pequeno demais. Mas é limpo. É meu recanto. Jogo minha bolsa em cima da mesa e vou direto pro banho.
***
- Vai na festa da Alícia? – Ash pergunta enquanto retoca seu rímel em frente ao espelho.
- Talvez. – dou de ombros. – Não sei se quero ver as mesmas caras de sempre. – ajeito meu uniforme.
- O Trevor perguntou sobre você esses dias. – joga como quem não quer nada.
- Ai Ash, não faz isso. Sabe que tenho uma queda por aquele desgraçado. – gemo em descontentamento.
Trevor era um safado inveterado. Tinha namoradas a cada esquina, e mesmo assim eu sempre me via ficando com ele. O sexo era uma delícia, o que eu podia fazer?
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The Counterfeit
RomanceElena Parker, definitivamente, não é uma boa moça. Após se envolver em uma grande confusão, com nada para deixar para trás, não hesita ao tomar a decisão que mudará sua vida para sempre.