Capítulo 10

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Estava chegando a mesa
quando me surpreendi com Álvaro e Joseph me parando
e levando para a sala.

--- Venha, senhorita, o sr. Álvaro tem uma surpresa para a senhora.

--- Sr. Joseph, não precisa me chamar de senhora. Mas que surpresa é essa?

Fui praticamente puxada por Joseph até o sofá.

--- Sente-se vou chamar a Sara.

O sr. Álvaro veio até mim e me estendeu algo vermelho, quando peguei percebi que era uma pequena caixa, acho que a minha expressão não foi bem o que ele imaginava por quê logo ele falou:

--- Pensei que estivesse ansiosa para receber?

--- Receber? O quê?

--- Os seus óculos?

Nossa, senti um sorriso enorme surgir em meu rosto,
Tenho certeza que meus olhos brilharam, como eu pude esquecer que eles chegariam,?
Balancei a caixinha ouvindo o barulhento dele lá dentro.

--- Pode me ajudar a abrir?

--- Sim, me dê eu abro--- Ele pegou a caixa--- Feche os olhos.

Eu fiz, o que ele pediu senti ele colocando o óculos no meu rosto, nossa! Como é bom sentir o seu perfume.

--- Agora abra--- ele pede, melhor ordena.

--- Nooossaaaa!Nossa!Nossa!

Eu olhava para todos os cantos da casa, realmente ele era muito linda, eu já a sentia aconchegante, mas ver os detalhes da decoração e da mobília me fazia sentir a inda mais receptiva. Derrepente meus olhos param nos dele, começo a olha-lo com curiosidade e admiração. Ele era alto, seus cabelos eram de um grisalho charmoso. Seus olhos negros, porém com um brilho que pareciam ser uma luz no fim do túnel, um nariz perfeito , nem grande nem pequeno e uma boca linda com um queixo másculo, mostrava força e rispidez, não sei bem mas ele era lindo do rosto ao corpo. Não sei como? Não me pergunte o por quê? Talvez pela alegria do momento junto com a melancolia da manhã, me joguei em cima dele e agarrei o seu pescoço, ele ficou assustado por alguns segundos mas logo me abraçou, envolvendo em seus braços em.minha cintura, senti mais um pouco do seu perfume e talvez tenha sido essa a proximidade que me fez deixar cair uma lagrima solitária em meu rosto. Passei o dia pensando em tantas coisas ruins que naquele momento, só queria sentir coisas boas em meu coração.

Sara entrou na sala acompanhada por Joseph, me soltei rapidamente como se estivesse fazendo algo de errado, percebi o sr. Álvaro sem jeito e os olhares do casal em nossa direção, porém não me importei, quando olhei para Sara uma mulher linda, seus olhos eram claros como águas cristalinas,
Um sorriso doce como sua voz, sua expressão suave como ela. Joseph tinha uma expressão mais seria, sua boca era uma linha reta, com lábios finos, os olhos eram de um castanho escuro
Com algumas olheiras no canto dos olhos.
Sara veio ao meu encontro abraçando forte quando ela me solta eu seguro o seu rosto com carinho e deixo um beijo em sua bochecha.

--- Muito obrigada--- falo com um sorriso.--- Eu não sei o que seria de mim sem vocês.

--- ô minha flor não diga isso--- Sara me diz com a voz embargada de emoção e os olhos cheios de lágrimas.

--- Digo Sara, e não importa o quanto eu agradeça jamais será o suficiente.

--- Não agradeça a nós, agradeça a Deus por esta cuidando de você, por estar viva e bem.

--- Deus? Não sei se ele tem algo haver com isso, com a minha vida. Se ele é tão bom assim, por que me deixou passar por tudo aquilo, por que me deixou perder minha filha?

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