Capítulo 7

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Acabei sendo pego de surpresa por sua pergunta, mas não posso mentir, porém não quero dizer a verdade. Só que é a vida dela então lavou eu.

--- O que eu sei é que não foi ninguém no hospital a sua procura .

--- E como o senhor sabe disso? - ela já perguntou franzino a testa.

--- Pedi a Joseph que fosse até lá e procurasse saber de algo sem levantar suspeitas.

--- E...?

--- E ele descobriu que você havia sofrido um acidente, batido a cabeça forte e estava em coma a alguns dias. E que quando acordou fugiu.

--- Sofri um acidente, bati a cabeça, estava em coma...

Ela repetia para si própria como se quisesse ter cerca ou raciocinar, não sei bem, só se inquérito sua cara era de espanto, ela foi se levantando repetindo as palavras tentou andar mas tropeçou na mesinha a sua frente só não caiu por que a segurei, e por um segundo senti um arrepio tomar conta do meu corpo quando vi aqueles olhos cheios de lágrimas tão perto, senti sua respiração em meu rosto, não consegui pensar em nada, a admirei por um segundo, que foi bem longo, até que ela passou o braço pelo meu pescoço e me abraçou forte colocando seu rosto em meu ombro, senti algo molhar meu ombro o meu corpo ainda sentindo aquele arrepio , á abracei e acariciei sua cabeça. Ela começou a soluçar fiquei abraçado a ela, minha mente não pensava em nada , só fiz tentar acalma-la com um abraço e sentir o seu cheiro. Aos poucos ela foi se afastando,seus olhos mais uma vez encontraram os meus e antes que algo mais acontecesse eu me afastei, a segurei pelos braços e a sentei no sofá.

--- E mesmo eu passando todos esses dias em coma ninguém apareceu a minha procura?

--- Pelo que ele soube não. O Joseph conhece muita gente inclusive o vigia diurno do hospital, e acho que como não apareceu familiares o hospital está abafando o caso e deixando nas mãos da polícia te encontrar.

--- E o senhor não vai se complicar se eu for achada aqui?

--- Bem talvez, mas... vamos fazer assim, amanhã eu chamo um médico e meu advogado, então vamos ver o que podemos fazer.

--- Está bem. Obrigado por tudo.

---- Pare de agradecer, como já disse Deus não se alegraria se eu fizesse o contrário.

Não teve tempo para ela responder Sara já estava trazendo a bandeja com café, chá e um delicioso bolo, comemos sem trocar uma palavra,num em tanto minha mente estava cheia.
O quê eu havia sentindo? Aquela sensação me era familiar, mas já fazia tantos anos. Ô Senhor o que está acontecendo?
Depois do lanche Sara a levou ao jardim e eu fui para o escritório, liguei para Otor um grande médico e amigo expliquei a situação e ele pediu que a levasse ao seu hospital assim poderia fazer alguns exames. Liguei também para Lázaro meu advogado marquei com ele para amanhã a tarde assim poderíamos conversar melhor.
A noite logo caiu, e fui surpreendido por Joseph, que veio me chamar para jantar.
Como de costume jantei só, Joseph e Sara jantam na copa e "ela" jantou no quarto. Após o jantar tomei um.banho fiz minhas orações e fui dormir.
De madrugada acordei com sede e para minha surpresa Sara havia esquecido de colocar minha jarra com água. Saí do quarto para ir até a cozinha, e ao passar pelo corredor escultei alguns gemidos de choro, algumas palavras sem nexo, percebi que a porta do quarto "dela" estava meio aberta e olhei, não deveria fazer isso eu sei, mas queria saber o que estava acontecendo. Ela virava de um lado para o outro e se contorcia como se estivesse sentindo dores, seus olhos estavam fechados porém molhados, sua expressão era triste sua voz cortada pelo choro do dizia: "Pare por favor não aguento mais. Pare!" Lembrei que Joseph falou que ela apanhava do marido tive muita pena e raiva, como podia alguém fazer mal a sua própria esposa, ela não parecia uma pessoa má. Não percebi que já havia entrado no quarto e estava ao lado da cama, como fui parar aqui? Derrepente ela se sentou na cama assustada com as mãos no rosto tentando enxugar as lágrimas soluçando, meu corpo não se movia "meu senhor me ajude o quê está acontecendo? "
Ela tirou as mãos e me olhou com uma expressão de dúvida porém em seus olhos estavam um pedido de socorro.
Me sentei lentamente na cama e a puxei para um abraço ela não se recusou apenas colocou a cabeça em.meu ombro e foi se acalmando. Não sei quanto tempo ficamos assim, aos poucos ela se afastou e com a cabeça baixa ela falou quase em um sussurro :

--- Foi por isso que o senhor disse que eu tive sorte por ter esquecido tudo?

--- O quê? --- Eu tinha escutado,mais não queria responder diretamente que sim.

--- Hoje a tarde,o senhor disse que muitas pessoas queriam esquecer o passado e que eu tive sorte. Esses... esses pesadelos que eu tenho não são simplesmente sonhos ruins, são lembranças não é?

Dessa vez eu não tinha para onde correr.
--- Sim.

--- O que o senhor sabe de verdade ao meu respeito?

--- Pouco muito pouco.

--- Então sabe mais do que eu, que não sei de nada. O senhor disse que eu tinha sofrido um acidente, sabe como foi? De quê foi?

--- De carro.

--- Carro? Carro...

Ela levou as mãos a cabeça, como se sentisse dor ou algo do tipo acho que estava se lembrando de algo.

--- Você está se lembrando de algo?

--- Aí! Não sei bem, minha cabeça dói. Mas um dos pesadelos eu estava em um carro, um homem eu não vejo o seu rosto mas ele dirigia rápido e como um louco acho que estava bêbado. Ele falava coisas eu... eu... aí minha cabeça.

--- Se acalme por favor, não force sua mente amanhã veremos um médico e falaremos com um advogado se for preciso contrato um detetive mas por favor fique calma.

--- Está... está bem aí, pega... pega o remédio no criado mudo por favor?

Fui até lá e peguei um comprimido e coloquei água num copo, "ah aqui Sara lembrou de colocar água". Balancei a cabeça e fui até ela levar a medicação e fiquei a observar ela se acalmar e depois dormir.
Aproveite que lá havia água tomei um copo, me certifiquei que ela estava dormindo e fui para o meu quarto deixando ambas as portas abertas para escuta-la caso acordasse novamente.
O dia amanheceu e eu mal fechei os olhos me levantei cansado fio para o banheiro fiz minha higiene matinal, me vestir e fui ver se "ela" já havia acordado,quando passei pela porta do seu quarto ela estava fechada bati e escutei Sara dizer que já já sairiam e que isso café já estava a mesa, então desci para começar o meu dejejum.
Ouvi passos na escada, era elas descendo. Ela estava simples e linda, usava um vestido azul marinho com flores estampadas o pano do vestido era leve e ficava lindo nela, o cabelo estava com uma bela trança que deixava o seu rosto e parte do seu pescoço a mostra. Acho que fiquei com cara de bobo , por que Sara começou a rir quando me viu e falou:
--- Ficou linda não é? Sabia que esse vestido cairia bem nela.

--- A Sara me deu algumas roupas que foram da sua irmã. Elas iam para doação.--- falou envergonhada.

---Não fique envergonhada minha flor, essas roupas eram para doação e eu achei alguém para doar.--- Sara deu um pequeno sorriso segurando suas mãos.

--- Está ótima, mas Sara por quê não me lembrou de curar roupas para ela?

--- Porque tinham essas da minha irmã e...

--- Depois peço a Joseph para levar vocês duas para comprar algumas coisas.

--- Não precisa.

--- Está bem sr. Álvaro nós vamos.

--- Tomé café, temos que sair daqui a pouco.

--- Sim. --- ela respondeu meio sem jeito, constrangida.

Puxei a cadeira para que sentasse Sara colocou algumas coisas em um prato e ela começou a comer. Não consegui parar de olha-.lá, queria ter algo para falar em relação a noite passada mas não achava o quê. Foi quando ela quebrou o silêncio.

--- Obrigada, por ter me ajudado está noite.

--- Não foi nada. Você está melhor?

--- A dor de cabeça passou. Mas as lembranças, --- ela olhou para baixo com tristeza, os seus olhos estavam marejados.

--- Bem, vamos já está na hora e Joseph nos aguarda.

Boa noite amores!
Sorry pela demora deste capítulo mas como avisei no face e por mensagens aqui no watt estava sem tempo e também estava corrigindo alguns erros nos capítulos anteriores. Esse ficou bem longo mas espero que gostem.
Beijinhos 😘😘😘😘😘😘

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