Capitulo 25

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"Este é o Deus, o seu caminho é perfeito; a palavra do Senhor é verdadeira. Deus é um escudo para todos aqueles que nele buscam abrigo".

Salmos 18:30

Já se passaram 3 meses desde aquela noite, não posso negar que estou diferente, não me sinto mais angustiada, nem sinto culpa pela morte da minha filha. Também não sinto pânico como antes, o medo ainda se faz presente porém está controlado afinal meu ex marido ainda não foi preso. E não sei onde ele está. Algumas vezes me sinto sendo observada, quando saiu para passear com Sara ou Álvaro, mas procuro espantar esse sentimento.

Álvaro tem sido um homem maravilhoso para mim, não nos beijamos mais desde a primeira vez, conversamos e decidimos esperar no tempo de Deus. Porém conversamos muito. Também tenho ajudado em um orfanato como voluntária, me dói ver os casos que chegam lá, mas por outro lado estou amando dar carinho e atenção aquelas crianças que precisam disso. Estou indo bem nas minhas consultas as doutoras Sandra e Clara são muito boas e tem me ajudado bastante, também tem o doutor Diego, juro que ainda não entende o que ele quer, porque ele tenta se aproximar de mim e faz isso para provocar o Álvaro contudo tem sido um bom colega já que ele também ajuda no orfanato, ele cuida da parte médica das crianças, sempre procura levar médicos para ajudar e custeia alguns tratamentos para as crianças. Ele não é uma má pessoa apesar de parecer amargurado.

Estou me preparando para mais um dia no orfanato, estou amando cuidar daqueles pequenos. E tem sido muito doloroso também, são tão pequenos e já trazem consigo marcas de dor, de desprezo, de abandono. Porém a cada vez que vão se recuperando e encontram uma família para nós é uma grande alegria.
Esculto batidas na porta:

--- Vamos minha Flor?

--- Oi Sara, vamos!

Desde que entramos no carro Sara não para de me olhar.

--- Estava distraída, o que aconteceu?

--- Nada, apenas pensando nesses últimos meses.

--- Sei. Acho melhor nos apressar fiz doces de Coco para as crianças e sei que estão ansiosas para comerem.

---Mas elas nem sabem que você vai levar o doce!

---Aquelas formiguinhas? Elas sentem o cheiro de açúcar a distância.

Durante o resto do caminho eu e Sara riamos lembrando das peripécias das crianças.

Ao chegar foi aquela festa. Nossa como elas são receptivas e sempre querem dar carinho e chamar a atenção. Após muitas brincadeiras e dar banho e ajudar na alimentação dos maiores agora estou com os bebês, são tão fofos e lindos não entendo como alguém abandona essas crianças.

Estava terminando de colocar o pequeno Matheus no bercinho quando vejo uma movimentação das cuidadosas para a secretaria, já imagino o que seja mais crianças chegando. Ana uma das voluntárias vem ao meu encontro.

--- O que houve?

--- Chegaram dois anjinhos agora um casalzinho lindo mais o bebê não está nada bem. E não para de chorar.

--- De onde vieram?

--- Da rua, a mãe foi assassinada está madrugada na frente deles apanhou até a morte coitada. A menina está assustada e o bebê não para de chorar . Porque você não vai lá?

--- Não sei, sou tão nervosa e emotiva.

--- Vai lá! você tem jeito com eles pode ajudar.

--- Olha os pequenos? Estão todos dormindo.

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⏰ Última atualização: Jan 28, 2020 ⏰

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