Maratona pt final - cap 22

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Marcelo

Cheguei em casa e fui deitar, eu estava sentindo uma coisa esquisita, era tipo um aperto no peito, senti isso o dia todo mas ignorei, acordei era 20h com o meu celular apitando

    Cobras no Rio (grupo do whats)

Já arrumaram sua malas? (Claudia)

estou arrumando agora (Joana)

estou indo no shopping comprar um tênis (Luísa)

Posso te acompanhar? preciso comprar uma mala nova (eu)

vem ué (Luísa)

nossa que seca (eu)

Não é atoa que o apelido dela é soberana de todo mal (Luri)

Desliguei meu celular e fui tomar um banho, liguei para Luísa para perguntar em qual shopping ela iria, e saí de casa, aquele aperto esquisito continuava e já estava me incomodando, cheguei lá e vi ela sentada na praça de alimentação, ela estava tão bonitinha com ondas no cabelo, e reparei que ele estava mais brilhoso

- Foi no salão? - perguntei ao chegar perto dela
Ela levou um susto e eu ri da cena

- Ai maluco, fui sim.

- Vamos, quer ir em qual loja primeiro?

- Na de tênis, já que você está me acompanhando, temos que ir na que eu quero

- Fechado

andamos pelo shopping em busca de um tênis para a criança, adorava chamar ela assim, e depois passamos na loja de malas, achei a que eu queria e ela viu uma bolsa brilhosa e ficou doidinha

- Olha que maravilhosa essa bolsa, ela brilha igual eu.

- Sou eu que ilumino você e a bolsa

- Coitado, mas é muito iludido mesmo

- E você é convencida

- Eu posso

- Tá bom soberana de todo mal, pega a bolsa que eu levo pra você

- Não, não precisa

- Precisa sim, anda logo

- Já disse que não

- Eu faço questão, peguei a bolsa da vitrine e fui para o caixa pra pagar

- 168 dólares senhor, dinheiro ou cartão

- Cartão

- Crédito ou Débito?

- Crédito. - disse eu

- ketchup ou maionese? - perguntou Luísa rindo da minha cara

- Mostarda. - Respondi rindo também

- Pode inserir a senha senhor. - disse a moça no caixa olhando fixamente nos meus olhos

Fui digitar a senha na maquininha e senti o olhar da moça queimar em cima de mim

- Gostou? Perguntou Luísa olhando para a moça

- Desculpe? - perguntou assustada a moça

- Gostou dele? - reforçou Luísa

- Gostei por que? algum problema? Perguntou a moça

- Sim. - disse Luísa

- qual? - perguntou a moça

- Não está disponível. - Respondeu Luísa

- Não estou vendo aliança no dedo dele. - rebateu a moça

- Mas estou vendo uma no seu. - Respondeu Luísa

- Isso não é da sua conta. - disse a moça

- Vamos embora Marcelo. - disse Luísa

Eu não entendi nada, por acaso aquilo foi uma cena de ciúmes? Luísa D'avilla soberana de todo mal com ciúmes? deve ser por isso que está chovendo lá fora

- O que foi aquilo? - perguntei para Luísa

- Eu estava te livrando de encrenca

- você estava com ciúmes. - Respondi

- estava mesmo, não é agora que eu tenho um melhor amigo que ela vai tirar de mim ué

virei de frente pra ela, aquele olhar me despontava todo, abracei ela pela cintura porque ela é baixinha, e a levantei, foi um abraço cheio de saudade, era tudo o que eu precisa aquele momento, cheguei a esquecer por um momento daquele aperto no peito. Fomos embora e eu deixei ela em casa
Quando cheguei na minha casa eu só deitei na cama e capotei

Luísa

Acordei eram 2:45 am e fui acordar Polliana e era pra eu ter acordado 2:30 para estar no aeroporto às 3:10, corri e tomei um banho quente para despertar, porém só me deu mais sono, o certo seria eu tomar banho na água gelada né? mas Deus me livre, me arrumei correndo, coloquei roupas confortáveis, afinal seria um voo longo, de maquiagem só passei um rímel e um gloss. comi uma maçã para enganar o estômago, peguei nossas malas e o Antônio nos levou até o aeroporto
Quando cheguei Claudia logo me viu correu em nossa direção

- Graças à Deus, pensei que vocês não viriam mais. - disse ela

- Cadê o resto do pessoal? - perguntei

- estão todos tomando café, vai logo fazer o check-in e despachar as malas que eu vou pedindo alguma coisa para vocês comerem. - Respondeu Claudia

Fui correndo fazer tudo o que tinha para fazer enquanto Polliana foi comer com Cláudia e voltei para me sentar com eles cumprimentei à todos e logo entramos na sala de embarque, eu estava concentrada na conversa com eles quando ouvimos

- Chamada para o Voo 406 com destino ao Rio de Janeiro. - Anunciaram

- Vamos? - Perguntou Luri

- Podem ir, vou comprar um remédio ali rapidinho. - disse Marcelo

- Quer que a gente te acompanhe? Perguntou Joana

- Não precisa, vão indo pegar seus lugares. - Respondeu

Achei estranho mas entrei no avião com eles, minha poltrona era a 14A, dei graças à Deus por ficar na ponta do corredor, pelo menos não me sentiria presa, havia uma senhora no canto da Janela e o lugar no meio estava vazio, Claudia ficou na poltrona da frente junto com Polliana, e Vini atrás da minha junto com Joana, percebi Marcelo entrando claramente perdido por não estar achando seu lugar.

- acho que eu vou do seu lado. - disse ele

- Qual a sua poltrona?

- 14B. - Respondeu ele

Levantei para ele passar então ele se sentou no meio ao meu lado

- Marcelo, você está bem? - perguntei

- Sim, por que?

- desde o dia do jantar lá em casa você está estranho

- estranho como?

- Não sei, esquisito, parece que tem algo incomodando você

- E o pior é que tem

- O que é?

- Estou sentindo um aperto no peito desde aquele dia, mas não é uma dor física, é como uma angústia sabe?

- Entendi, relaxa, você vai ficar bem. - Respondi e segurei a mão dele

eram 3:50 quando o avião levantou vôo, ele apertou minha mão a hora que ele subiu, ele sabia que eu odiava decolagens, isso de querer cuidar de mim, me fazia cada vez mais querer estar perto dele, a forma como ele me tratava, me colocava pra cima o tempo todo, eu só queria viver e poder desfrutar mais disso, e eu usaria esse tempo da viagem para repensar sobre minha vida e minhas escolhas.

Chegamos ao fim de uma curta Maratona, não vou postar mais capítulos pq os capítulos das viagem serão divididos em partes como uma Maratona

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E aí gostaram? querem que eu faça mais? comentem aí e deixem estrelinhas, é importante pra eu saber se vcs estão gostando




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