O convite - cap 4

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Eu não entendia porque a Luísa estava tão estranha, há anos atrás quando nos reencontramos no bar e passamos a noite nos amando, ela disse que iria embora comigo para Vancouver, mas quando eu acordei ela já não estava mais lá, tinha ido embora, me abandonado, eu era quem devia estar bravo pra começo de conversa. Mas como eu poderia entender o porquê de tudo aquilo se ela mal falava comigo?

Ouvi batidas na porta e mandei entrarem
- Com licença seu Marcelo
Era Nancy secretária de Luísa
- Pode entrar Nancy
- Dona Luísa mandou estes papéis para o senhor assinar e esses relatórios com o catálogo da próxima coleção, tem que ter sua aprovação, se o senhor aprovar será mandado para ela.
- Obrigada Nancy, não são poucos os catálogos mas diga pra ela que farei tudo o mais rápido possível
- Tudo bem, com licença

Ela fechou a porta e saiu, passei o resto dia dia olhando catálogos, aprovando, assinando papéis, analisando gráficos e etc.
Já eram 19:23 e eu ainda estava lá, iria passar na sala da Luísa para deixar tudo lá o quanto antes.

Abri a porta, e a cena que eu vi me deixou completamente derretido, acho que aquele sentimento de anos atrás não tinha morrido. Luísa estava deitada com os braços sobre sua mesa e a cabeça enterrada no meio deles, dormia como um anjo, alguns fios de cabelo caídos sobre seu rosto o deixavam ainda mais fofa

- Luísa? - Chamei
Não houve resposta
Fui devagar até ela e cutuquei seus braços a fazendo despertar

- Oi? o que ainda faz aqui? - ela perguntou meio desnorteada

- Eu é que te pergunto, o que está fazendo aqui ainda?

- Eu sou a chefe, fica até a hora que eu quiser.

- Desculpa aí deusa da agressividade

- prefiro ser chamada de Soberana de todo mal, mas atendo por deusa da agressividade também.

- Bom, aqui está tudo o que você me pediu

- Você ficou até agora fazendo? Você sabia que podia me entregar amanhã né?

- Sim, mas gosto de deixar tudo pronto

Ouve um barulho na sala, era um estômago roncando

- Nossa, isso foi seu estômago? - Perguntei

- Foi haha não comi nada desde o almoço

- Bom, se você quiser podemos sair para jantar

- Marcelo, não precisa

- Precisa sim, também estou com fome

- Não sei se devemos

- É só um jantar. - respondi

Ela concordou comigo, no começo queria ir em seu carro, mas eu a convenci a deixar eu dar uma carona

- Aonde vamos? - perguntou ela

- Surpresa

- Não gosto de surpresas

- Dessa você vai gostar

Eu liguei o rádio e estava tocando Cashing Cars
Ela quase deu um pulo porque amava aquela música, eu sabia que ela estava com vergonha de cantar então comecei

We'll do it all everything, on our own
We don't need anything, or anyone


Fique feliz ao ver que ela perdeu a timidez e continuou

You are my personHistórias para pegar e não largar. Descubra agora