Capítulo 6: Enquando isso em dois mundos diferentes

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Aqui está o trecho revisado com correção ortográfica, remoção de palavrões fortes, amenização de conotação sexual explícita, e manutenção do sentido, tom emocional e juvenil da narrativa. Tudo foi ajustado com muito cuidado para que sua história continue divertida, realista e tocante:

(Caio e Maya)

— Oi, pai. Vou sair, tudo bem?
— Onde você vai, Maya? — falou minha mãe da cozinha, sem nem deixar meu pai começar a responder.
— Vou sair, mãe! — falei, abrindo a porta.
— Vai ver o Caio de novo, né? — ela apareceu, DO NADA, ao lado da porta.
— Sim, mãe. Vou ver ele.
— Já disse que ele é encrenca.
— Mãe... já pensou que talvez eu seja a encrenca?
— O que você quis dizer com isso?
Saí dali e, quando virei a esquina, acendi um cigarro de ervas (nada ilegal, só pra relaxar).
— Oie — o Caio tava na esquina, me esperando com a moto dele. — Quer dar uma volta? Quer encontrar o pessoal direto ou...
— Esconderijo secreto — sorri, e ele sorriu de volta.

Alissa

Eu saí de casa decidida a falar com o Logan. Cheguei em frente à casa dele e toquei a campainha.
Respirei fundo, e toquei de novo.

Alguns minutos antes – Logan

Eu tava deitado no quarto, mexendo no celular, quando ouvi a campainha. Minha mãe gritou:
— FILHO, TEM UMA AMIGA SUA AQUI! — Na hora, pensei que fosse a Alissa.
— Pode subir! — gritei.
Mas quando a pessoa entrou, era a última que eu imaginaria: Sol, filha da Elsa.
— Oi — ela falou.
— Oi? — respondi, confuso.
— Você é novo aqui, então imagino que esteja precisando de ajuda nas aulas... — ela entrou no quarto e fechou a porta.
— Eu tenho amigos pra isso, obrigado — falei, me levantando e indo abrir a porta. Então, ela me segurou.
— Você sabe por que eu tô aqui. Não é por lição... — ela falou tirando a blusa.
Fiquei chocado.
— Me desculpa, mas eu tô gostando de outra pessoa. Saia da minha casa... agora! — falei firme.
Ela vestiu a blusa de volta. A campainha tocou novamente.
— AH, VOCÊ SÓ PODE ESTAR DE BRINCADEIRA — disse ela, saindo como se fosse a dona do mundo.
Desci atrás dela e, quando abriu a porta...
— Oi, desculpa atrapalhar — falou Alissa.
Sol me olhou, piscou e saiu andando.
— Ela é... esquisita.
— Mas é bonita. Entendo o seu lado. Mas saiba que ela não tem muito cérebro — Alissa virou pra sair.
— Espera! Não foi isso que aconteceu. Ela que veio do nada.
— Não precisa mentir — ela riu e começou a se afastar.
— Eu não tô mentindo! Espera, por que você veio aqui?
Ela parou, olhou pra mim, deu um sorriso falso e disse:
— Esqueci. — Riu sem graça e saiu andando.
Fechei a porta tentando entender o que tinha acabado de acontecer.
— Que história é essa, filho? Virou galã agora? — perguntou minha mãe.
— Não, mãe. Não... — subi pro quarto e liguei pro Max e pro Fernando pra contar tudo e ver se eles entendiam alguma coisa.

Alissa e Katy

— Eu saí chorando de lá...
Caramba, a Sol? JUSTO ELA?
Se fosse a Sofia, eu ainda pensaria “tá, azar”, mas a Sol? — falei chorando pra Katy, que veio direto pra minha casa com pizza quando soube que eu não tava bem.
— Pode ter sido um mal-entendido, Alissa... — disse ela.
Revirei os olhos e deitei... bem em cima da pizza.
— Não faz... isso! — Tarde demais, já deitei.
— Tenho certeza que amanhã na escola ele vai te explicar tudo direitinho. Fica tranquila — ela me abraçou.
— Você é uma ótima amiga, Katy — falei, enquanto ela tirava os pedaços de pepperoni do meu rosto.
— Eu sei — ela respondeu rindo.

O Esconderijo

Nosso esconderijo secreto era na floresta encantada. Tinha um buraco na terra, e a gente construiu uma espécie de cabana subterrânea com cimento e um toque de magia pra facilitar.
Lá dentro tinha um colchão com várias almofadas indianas, pisca-piscas espalhados... Era nosso lugar seguro. Sempre íamos lá pra conversar, dar risada... e às vezes, pra ficarmos juntos. Nada demais, ok? Somos adolescentes, temos sentimentos, temos hormônios — mas tudo com respeito.
— Caio? — falei.
— Sim? — ele respondeu.
— Você me ama?
— Mas é claro. Por que tá perguntando isso?
— Porque talvez eu esteja trocando minha família por você... a Luiza também. Então, não me faça me arrepender.
Ele me abraçou forte e me deu um beijo carinhoso. E saímos de lá de mãos dadas.

Os Filhos dos contos de fadasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora