Capítulo 13: Ganhando confiança

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Saí da biblioteca. A prova foi fácil, sempre gostei de estudar, principalmente história — foi o que mais me fez ficar irritado com essas princesinhas.

Olhei para frente e vi meu irmão Logan observando Alissa.

— Oooh, stalker, vai até ela, credo! — falei sorrindo de lado.

— Não enche — ele respondeu.

— Uuu, como ele está bravinho! — ri.

Ele me empurrou contra a parede, segurou meu braço e disse:

— Não enche! Estou cuidando da Ali, seu otário, desses... sociopatas.

— Esses "sociopatas" você já chamou de família — disse, empurrando ele facilmente — Você amoleceu, hein? Quando brincávamos de lutinha, você era mais forte... — respirei fundo — Lembre das suas origens, irmãozinho.

Saí andando para a aula de Herbologia.



Fui andando até Alissa, mas uma pessoa entrou na minha frente: Diabolic, minha ex-namorada.

— Olá, Logan — ela sorriu.

— Oi, diabo — falei. Sim, eu chamo ela assim.

— Não me chame assim! Agora sou do bem, um anjo.

— Só se for caído...

— Para! Se não quiséssemos ser bons ou pelo menos tentar, nem teríamos vindo, amor — ela respondeu, chegando perto de mim e tirando um fio de cabelo do meu rosto para cheirá-lo. Sempre gostei das maluquinhas... Até que o que ela disse até faz sentido.

— Ou para derrotar esse mundo, né? — falei, encarando ela.

— Aí! Não me encara assim que fico caidinha por você — ela riu. Esqueci como o sorriso dela é bonito.

— Para com isso — dei um sorriso amarelo. Os olhos negros dela ficaram num tom forte de verde — os olhos dela sempre mudavam assim quando ela sentia... algo, raiva ou... outra coisa.

— Bom, vou para minha aula — ela falou, se afastando e sorrindo.

Ela saiu, e olhei para frente de novo. Alissa nos encarava; quando percebeu que eu olhei para ela, abaixou a cabeça e saiu andando.

— Alissa! Espera aí!

— Sim? — ela falou.

— Temos aulas juntos agora, vamos juntos — falei, e ela sorriu.

— Quem é? — ela perguntou.

— Quem? — ela olhou para onde eu estava com Diabolic.

— É... uma... antiga amiga.

— Ah, é difícil ver seus amigos de antes?

— Um pouco.

— O lado positivo é que, se eles mudarem mesmo, vocês poderão voltar a ser amigos.

— É — sorri.

Eu tinha medo, conhecia o tipo deles, mas tinha uma esperança — fraca, mas esperança.

Acho que eu realmente amoleci.

Depois da escola, eu e meus amigos marcamos de ir à festa do Fernando, que estava sem os pais dele (Ariel e Príncipe Eric) porque eles tinham viajado para visitar o pai da Ariel.

Um pouco antes de sair, olhei para a porta do quarto do meu irmão, respirei fundo e fui até lá.

— James, Malvino? — falei, e eles olharam para mim — Estão a fim de ir para uma festa?

Os dois sorriram de orelha a orelha.

— A lobinha vai estar lá? — meu irmão perguntou.

— Melhor tirar os olhos, se não você vai se dar mal — falei.

— Você não era a fim da Diabolic? — falou Malvino — Ou era da maluquinha? — os dois riram.

— Tá, tá, parem de graça... e não sou eu que tô a fim dela, é um amigo, o Max.

— Quem é o figura? — perguntou James.

— É aquele de olho claro, cabelo para cima...

— Tem um monte assim, todos são iguais. Príncipeszinhos — ele falou rindo.

— É um que só usa uma jaqueta jeans com desenho verde...

— E carrega uma trouxinha pequena na cintura?

— Ele mesmo. Já arrumou briga, James? — falei.

— Relaxa, só vou se ela quiser, se ela quiser, ele não pode fazer nada — e riu.

Tô com medo de levar eles agora, mas já convidei, né?

— As meninas vão? — perguntou Malvino.

— Provavelmente, se Alissa e Amanda vão...

— Ele respondeu minha pergunta — os dois riram, e acabei rindo também.



— Vamos para uma festa hoje, tá meninas? — falou Amanda.

— Uhuuuu! — gritei.

As meninas sorriram.

— Estou animadíssima, vou maquiar todas vocês. Vem, Amanda, se arrumar com a gente — falou Regina.

— Não passo maquiagem — ela riu — e tô pronta.

Olhamos ela de cima a baixo. Estava de moletom e calça jeans, com uma bota que estava descolando na frente, cabelo preso num coque despojado — o que ela basicamente só usava nesses dias. O cabelo dela parecia bonito para estar sempre preso. A roupa não estava tão ruim, até, mas... é uma festa, gente.

— Não — Tarot falou.

— Você não vai assim — Regina completou.

— Nossa, pelo jeito não tenho escolha — ela sorriu.

— Se acostume com os vilões, gata — falei, e ela riu.

— Vou tentar, Diabolic.

— Opa... loba — ela riu ainda mais.


— Alissa? — falei, deitada na cama. Ela estava olhando para o guarda-roupa. Nasira estava no celular.

— Sim, meu amor? — respondeu. Meu Deus, ela é muito meiga.

— Quer que a gente decida sua roupa?

— Sim!! Vai ser divertido — falou Nasira, que estava quase dormindo e agora animada.

— Pode ser.

— ESTÁ ATRASADA, ALISSA! VOCÊ ESTÁ ATRASADA! — eu e Nasira pulamos da cama.

— Que susto, Mac! — cochichou Nasira para mim, eu concordei e ri.

— Coelho, falta uma hora e meia ainda... cuidado, gente, MACÁRIA!!

Abaixei a cabeça e uma caneca bateu na parede do quarto.

— Lebre! — gritou Alissa.

Lebre riu e falou, olhando para o tapete:

— Tapete — encarando-o como se estivesse doente.

Meu cabelo começou a pegar fogo nas partes azuis e fiquei irritada.

— Ai, papai! — o coelho saiu correndo.

— Me... me desculpa — lebre falou, encolhido.

Fiz uma mágica e ele ficou sem mãos.

— AAAAAAAH, MINHAS MÃOS!!

— Macária! — falaram Alissa e Nasira.

Fiz ele voltar a ter mãos e ele saiu correndo.

Alissa fechou a porta do quarto constrangida.

— Vamos nos arrumar?

Os Filhos dos contos de fadasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora