capítulo 2: Personagens part 2

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Lucy

- Bom dia, guarda-roupa - falei, encarando meu armário.
- Bom dia, querida. Vou te dar um belíssimo modelito pro seu primeiro dia - ela respondeu.

A porta se abriu, revelando um vestido branco e amarelo curtinho, junto com um tênis sem cadarço da mesma cor.

- Muito obrigada.
- Tenha um ótimo dia na escola - ela disse, enquanto eu saía. Dei um tchauzinho.

Desci as enormes escadas do castelo do meu pai até alcançar a sala de jantar.

- Bom dia, papai. Bom dia, mamãe.
- Bom dia, filha - responderam em coro.

- Hoje é seu primeiro dia... está empolgada? - perguntou minha mãe.
- Claro - respondi, tomando um gole de chá e lendo meu livro.
- Ei! - gritou a xícara.
- Opa! Errei, me perdoe - falei, e meu pai soltou uma gargalhada.
- Sem livros à mesa, querida - disse minha mãe, séria. Joguei o livro em cima da mochila que estava na cadeira ao lado.

A xícara saiu andando, e eu finalmente acertei a xícara certa.

Fernando

- Bom dia, mãe.
- Bom dia.
- Cadê o pai?
- Ele está organizando o reciclado.

Caminhei pelo corredor onde vários quadros estavam enfeitados com colheres de plástico coloridas.

Logo encontrei meu pai na varanda, separando o material reciclável.

- Olá, pai.
- Oi, filho - respondeu, levando as sacolas para dentro. Saí e me sentei no balanço que minha mãe fez com madeiras antigas.

Fiquei alguns minutos observando o mar, até ouvir minha mãe gritar que eu ia me atrasar.

Katy e Harry

- Mãe, cadê minhas flechas? - perguntei, sorrindo.
- Não sei. No meio dessa bagunça no seu quarto, só um deus pra encontrar.

- Eu sei onde estão, mas se eu contar, você não vai gostar da resposta - disse meu irmão. Revirei os olhos.

- Minha filha, arruma isso! Na minha época, quando eu pegava o dinheiro dos ricos pra dar aos pobres, tudo era... - começou meu pai, já engatando mais um dos seus discursos. Mas antes que ele terminasse, eu e meu irmão o interrompemos:
- ACHEI, PRONTOOO!
- ELA ACHOU, VIVA!

Pisei numa caixa de pizza que estava no chão e caí. O idiota do meu irmão começou a rir.

É, preciso mesmo organizar isso aqui.

- Pelo amor de Deus, filha... até pizza? - perguntou minha mãe.
- Sim. De madrugada, bateu aquela fome... pizza.
- Meu pai eterno - ela disse, saindo do quarto. Nesse instante, vi algo se mexer debaixo da minha blusa. É, definitivamente preciso arrumar.
Saí correndo dali.

Caio

- Mãe! Te amo! - abracei minha mãe e depois meu pai. - Pai! Te amo!
- O que você quer, Caio?! - perguntaram os dois ao mesmo tempo.
- Por que vocês acham que eu quero alguma coisa? - rebati, mas eles cruzaram os braços.
- Tá, tá... quero dinheiro, rainha Jasmine.

Eles reviraram os olhos. Meu pai saiu da sala e minha mãe foi pegar a bolsa.

Sofia

Acordei com minha mãe cantando.

Comecei a cantar junto.

Os animais vieram me ajudar a me arrumar: passarinhos, cervos e outros bichinhos da floresta.
Fizeram um lindo macacão azul e vermelho, curtinho. Calcei minhas botas marrons.

Saí do quarto e passei pelos oito cômodos: o dos meus pais e os dos sete anões.

Fui até a mesa.

- Bom dia, pai e mãe. Bom dia, Zangado, Dunga, Atchim, Dengoso, Soneca, Mestre e Feliz.
- Bom dia! - responderam em coro.

Menos o Zangado, claro... porque ele é ZANGADO.

Lucas

Acordei super atrasado.

Tive que comer correndo, vestir a primeira roupa que vi pela frente e ainda pedir carona pras minhas tias fadas.

Eu e minha mãe temos um sono muito pesado, e meu pai trabalha. Na hora da escola, ele já não está em casa pra me acordar.

Sorte que consegui chegar a tempo.

Os Filhos dos contos de fadasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora