capítulo 11: A chegada dos vilões

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Uma limusine foi nos buscar. Ela passou pelo portal sem usar muita magia, nem precisou colocar senha nenhuma, só passou, como se o portal nem existisse.
O que não faz sentido, porque já tentamos sair daqui várias vezes.
Essa limusine deve ter algum dispositivo ou encantamento especial.

Fomos até a escola dos enjoados. Na frente, tinha uma multidão de gente, um palco, e lá estavam o rei, a Fera, a Rainha, Bela e a princesa Lucy, se não me engano.

A porta da limusine se abriu, e saímos.
- Subam no palco - falou o cara que abriu a porta.

Olhei e várias pessoas me encaravam sério, acho que sabem quem é meu pai.

Subimos.

- SEJAM BEM-VINDOS, PRAZER EM CONHECÊ-LOS - falou o rei para a gente.

Olhei para a multidão e lá estavam meu pai, minha mãe e meu irmão.

Eu achava meu pai tão legal... Capitão Gancho!
Ele era incrível, cheio de histórias para contar, de como brigou com o Peter Pan tantas vezes, e quantas pessoas derrotou.
Mas depois que meu irmão fez 5 anos, ele mudou, como se quisesse algo melhor, estava cansado de ser cruel.
Falava como seria legal morar num castelo, largar a bebida e as brigas, dizia que a violência não era a solução.
Então virou isso, esse nada, só mais um na multidão.

- James - falou Tarot baixo, enquanto o rei falava.

- O que?

- Onde será que vamos dormir?

- Sei lá, espera o rei terminar de falar e per...

Mal terminei de falar e ela interrompeu o discurso do rei na frente de todos e perguntou:
- Onde vamos dormir? Onde vai ser nossa casa?

- Tarot, né?

- Sim.

- Vocês vão ficar na casa de quem quiser oferecer abrigo, até terminarmos de construir a casa dos perdidos perto da escola - falou o rei todo simpático - uma deixa para as pessoas... - ele riu.

- Eu aceito duas pessoas em casa, tenho um quarto grande! - uma mulher loira gritou. Desconfio que seja Alice, do País das Maravilhas, mas tive certeza quando chegou o Chapeleiro rindo do lado.

- Ótimo, pessoal, vamos ajudar - falou o rei.

- Nosso filho pode morar conosco - falou minha mãe. Ficou um silêncio pesado, ninguém dizia nada. O rei me encarava esperando uma resposta.
- Sinto sua falta - eu amo minha mãe, mas ser boa, ela era demais, enganou Ariel, causou tempestades... por que ser boa? Mas não posso negar, sinto falta da minha família.

- Ok - dei um sorriso amarelo e vi minha mãe explodir de felicidade.
- E cabe mais um também, se alguém sobrar.

- Muito bem... mais alguém? Faltam 3 pessoas... - o rei deu uma risadinha.

- Tenho um quarto sobrando em casa - uma garota bonita falou. Poxa, arrependimento de não ir pra casa dela.
- O quarto é grande, cabe umas três pessoas, e as malas delas com prazer.

- Ah, ótimo, vocês sete se dividam e vão para onde quiserem - o rei falou - sigam seus caminhos.

Puxei Malvino.
- Se eu não vou dormir na casa da mina gata, você também não vai - falei rindo e puxando ele.

- Caramba, James, pensamos igual - rimos indo em direção aos meus pais.

Minha mãe me deu um abraço, e meu pai fez um "toca aqui" com Malvino. Depois ele me encarou, eu encarei ele.

- Desculpa por te deixar sozinho - ele falou e me abraçou.

Dei um cascudo no meu irmão.

- Eu te dei a liberdade pra isso? - ele falou se soltando.

- Você é meu irmão, que liberdade?

- Você mesmo disse para mim esquecer que sou seu irmão, não?

- Eu tava nervoso, agora passou, para com isso, Gan.

- Não me chama assim - ele saiu andando.

Nasira me puxou para a casa da Alice.

- Olá, garoto... pera, você é Macária, filha de Hades? - falou o Chapeleiro.

- É... sim.

O coelho do lado dele fez cocozinhos pequenininhos.

- As pessoas vão tacar ovos nas nossas janelas - disse Alice.

- Nós limpamos - falou, acho que a filha deles.

- Prazer, sou Alissa - ela esticou o braço.

- Prazer - fizemos um aperto de mãos.

Eles andavam na frente. Nasira virou para mim e falou:
- Olha aqui o anel que roubei do Chapeleiro - ela riu.

- Nasira! - falei rindo.

Eu estava muito curiosa para saber de quem aquela garota era filha.

Ela era bonita, devia ser filha de algum príncipe ou princesa.

Branca de Neve talvez? Não, a Branca não deixaria a filha fazer uma tatuagem.

- Quem são seus pais? - perguntei.

- Quem não tem treta com ninguém?

- Hm, Mulan?

- Não, ela tem sim.

- Ah, verdade, então não sei.

- Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mal.

- Nossa, eu conhecia esse conto diferente - Tarot riu.

- Bom, dizem que o caçador é o herói, salvou a Chapeuzinho e a vovó, mas nada a ver. O caçador caçava o lobo faz tempo, e o lobo não era bem um lobo, era um lobisomem, e minha mãe se apaixonou por ele.

- Nossa, que doideira.

- Mas o caçador era apaixonado pela minha mãe, tão apaixonado que matou meu pai.

- Nossa... então você é... Lobisowoman? - perguntou Regina.

E eu ri muito.

- Para de rir, Diabolic, tô perguntando sério.

- Sou - ela riu um pouco.

- Qual seu nome? - perguntei.

- Amanda.

Os Filhos dos contos de fadasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora