Ian estava sentado no alto da colina. Seu olhar frustrado se perdeu no horizonte verde de Dunamis. Ainda sentia desconforto na mão enfaixada. Não percebeu quando Cora se aproximou.
— Você não pode ficar assim pra sempre. – diz sentando ao lado do amigo.
Ele permanece em silêncio. Cora continua:
— Foi só uma missão, Ian, e...
— Só uma missão?! É isso mesmo que você acha, que foi "só" uma missão?? - questiona.
Ele respira fundo e revira os olhos. Faz malabares com o choro. Sua mente o sabota e revive as angústias do dia anterior. A lâmina, o corte, o vermelho sangrando.
Ela se cala, e Ian tenta empilhar as palavras numa ordem que faça sentido.
— Você sabe qu-quantas vezes eu tentei completar essa quest? – pergunta com um cascata nos olhos — Treze vezes. Treze! E nessas treze vezes eu nunca estive tão... tão perto daquela espada, Cora. Nunca. - soluça. — Eu estava disposto, Cora. Disposto a tudo! Eu desperdiçaria cada gota por ela!
E olhou para a mão enfaixada. Essa que recebeu vários cortes por onde seu sangue escapava quando ficou inconsciente na caverna à sudoeste de Sansara.
— Não era só uma missão nem uma espada qualquer. Era a minha missão... A minha espada! O que é um espadachim sem isso?
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Cotidiálogos
Ficción General📝 Estou em processo de busca pela escrita ideal. Decidi criar esse espaço para abrigar minhas experimentações, que geralmente são contos aleatórios, poemas indefinidos, textos pessoais e/ou diálogos cotidianos. 🔁 Vou atualizar cada vez que eu escr...