Cap 15

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Pov Dayane Lima

Passei a semana inteira praticamente transando e jogando vídeo game com Izzy, que era uma garota maravilhosa e nunca me cobrava nada. Ela sabia que o que tínhamos era casual e essa era minha coisa favorita nela.

Carol continuava namorando Bia e eu não deixaria que isso me afetasse, pelo contrário, isso afastou Carol de todo mundo, inclusive das irmãs.

Gabi e Anna haviam tentado conversar com ela, mas elas disseram que Camila foi completamente grossa e estúpida pedindo para que elas não se metam na vida dela, e que ela estava feliz assim.

Estavam todas preocupadas, menos eu, já que na época que eu estava preocupada ninguém ligava. Fala sério! Carol já era grandinha pra tomar as próprias decisões.

(...)

Estava jogada no meu quarto, sábado à tarde, quando Luana entrou sem bater. Por que diabos todo mundo invade meu quarto?

— Preciso transar. — Ela jogou aquela frase na minha cara me fazendo engasgar com o salgadinho que eu tinha enfiado na boca.

— Você o que? — disse batendo no peito tentando me recuperar. Lua me olhava como se eu fosse louca. Porra eu tinha ouvido direito?

— Ah por favor! Não venha pra cima de mim como boa samaritana. Você já deveria saber que eu não sou mais virgem, até porque você já transava quando tinha a minha idade. — ela disse entediada. — Só quero que me leve em algum lugar pra que eu possa conhecer alguém.

— Fala sério, eu não quero nem imaginar isso. Luana você é minha irmãzinha! — disse indignada. Meu deus!

— Sou sua irmãzinha que transa e tem necessidades como qualquer outro ser humano.

— Isso é por causa de Yasmin? — sua expressão fechou na hora que falei o nome. Credo, parecia que eu tinha falado Voldemort.

— Não, e não estou falando com ela. Vai me levar ou não em algum lugar? Se você não for eu vou sozinha. — ela disse me fazendo suspirar.

— Tá eu levo, mas isso fica entre a gente. — disse derrotada e ela se animou. — E vou levar uma amiga.

— Tá, então é melhor ir cada uma no seu carro. — Acenei com a cabeça. — Vou avisar pra mama que vamos sair e vou tomar um banho. — ela disse saindo do meu quarto.

Caralho, minha irmã transa! Como eu nunca notei isso?

Peguei meu celular, ainda meio atordoada, e liguei pra Izzy.

— Ei babe! — ela atendeu animada.

— Oi, vamos sair hoje? — perguntei e ouvi ela soltar uma risadinha do outro lado da linha.

— Já está com saudades? — ela provocou me fazendo rir. — Não sei babe, minha irmã está em casa.

— Leva ela, Lua vai comigo, talvez as duas possam se conhecer. — disse sugestiva, soltando uma risada.

— Não vou deixar minha irmã cair na lábia de uma Lima! — ela brincou, rindo do outro lado da linha

— Ninguém resiste ao nosso charme. — brinquei.

— Certo, passe aqui em uma hora e meia, e espero que traga flores. — ela disse rindo no final e encerrando a ligação.

Eu simplesmente amava Izzy, ela estava sempre de bom humor e animava meus dias. Eu não estava apaixonada por ela nem nada, e sabia que ela muito menos por mim, mas nos dávamos bem. Eu sabia que fazia bem pra ela e ela sabe que faz muito bem pra mim.

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