Às vezes o que penso
É tão denso que me deito no papel
E pinto com arte
Misturada em minha face
Tinturas e cores que brilham
No tom dos meus olhos
Que se perdem no desenho
Borrado e delineado em minha frente.
Ando de um lado para o outro
Deixando o rastro no piso fosco,
Andar sozinha na tintura
Livre de roupas, tecidos e costuras.
Silhueta nua, envolta de poemas
Suspiros dispersos pelo ambiente.
A sombra na folha molhada
Traça o delírio feliz
De um corpo puro e vivo
Tão vivo quanto o pulsar
De meu coração por dentro,
Tão leve quanto o ar
Que sobe e desce o peito,
Tão forte e fugaz
Quanto as pernas que me seguram.
E o peso me mantém sob a gravidade
Da existência humana
E da virilidade que se assanha
Nascente de um rio
Melado, doce e febril
Ao ver um traço, dois braços
A envolver minha alma...
Às vezes meu pensamento
É tão denso que nem entendo
Como posso gozar e deliciar
O meu próprio sexo,
Afrontar os lábios molhados
De desejos e segredos
Banhados na insanidade...
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Plumas & Versos - Suave e Ardente
Poetry☡Plágio é crime☡ Todos os direitos reservados. Às vezes a vida é um poema e esse poema dá sentido ao que você sente. E falando em sentir, um pouco de inspiração sensual é um belo e instigante início! Cada verso tem um gosto peculiar de desejo, sonho...
