Insônia

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Sem sono o corpo sente fome,


Ela molhada se contorce na cama,


Acaricia seu copo com volúpia,


Morde os lábios, molha os dedos,


Desce nos seios apertando os bicos,


Fecha os olhos dentro da noite,


Suspira com vontade,


As chamas se acendem e ela arde.



Suas mãos seguram as pernas,


Pressionam a umidade febril


Através da calcinha fina,


Sente, geme, aperta, enfrenta.


Tecido afastado de lado,


Dedos avançam num deslizar suave,


Penetra, massageia, se molha,


Sobe a mão e nos dedos se prova.



Rebola sobre a cama vazia,


O quarto cheio de fogo insano,


Se rebate sozinha no escuro,


Comendo a si mesma sem pudor.


Seus dedos entram e saem


Enquanto seus gemidos são ardentes,


Um orgasmo escapa, músculos se contraem,


Um corpo suado ainda delira.



O gosto do gozo é doce e instigante,


Ventre assanhado ainda se comprime,


O desejo embriagada a mulher


Que se rende a mais um ato delinquente!


Geme, se queima, goza, respira,


Dança na cama e nos dedos treinados,


Se arranha, se ama, transpira!


Seu orgasmo é de amor desmedido!



Insônia! Gostosa insônia!


Todas as noites consumida em prazer!


A luz do dia banha seu fogo


Quando acorda extasiada e cansada,


Feliz e apaixonada pelas estrelas


Que alcança sozinha em cada beijo


Exausta após o frenesi de si mesma!

Plumas & Versos - Suave e ArdenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora