Five

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Quando pensamos que tá tudo numa boa, vai tudo por água a baixo... digo, por refrigerante a baixo. Porque, Gabriella? Por que uma vaca desgraçada não aceita que eu seja melhor amiga do ex boy dela e, com toda certeza, ele acredite mais em mim, isso entre outras provocações básicas no meio da praça de alimentação do shopping. Depois de quase ter mandado aquela filha de cão pro inferno – só não o fiz porque Armin e Lysandre me seguraram – Rosa achou melhor ir pra casa.

- Podem ficar. Eu vou só.

Falei antes de dar uma última olhada mortal pra Debrah, então peguei minha bolsinha e saí de lá pisando duro, soltando fogo e toda molhada de refri. Castiel tentou vir atrás de mim, mas Lys não deixou.

Enquanto andava formulava muitos e muitos planos maléficos na mente. Juro que não sou esse tipo de pessoa – talvez –, mas Debrah merece pagar.

- Gabe! – não parei de andar, mas conhecia bem aquela voz. – Gabe, espera, por favor.

- Não, Nath! A única coisa que eu quero é entrar debaixo de um chuveiro e depois me enfiar num pijama pra dormir a noite e amanhã o dia inteiro.

- Porque isso tudo? – Nathaniel já estava do meu lado tentando me acompanhar já que eu andava muito rápido atropelando várias pessoas e sendo encaradas por estas devido ao meu estado de refrigerantemento. Anotem essa palavra porque ela passa a existir nesse exato momento.

- Aquela garota sabe me tirar do sério. E, porra, cara, não é de hoje que eu quero mostrar pra ela o que é um arrastão, arrastando a cara dela no asfalto quente. – Nath riu. Olhei pra ele. – Você tá rindo?

- Foi mal. – ele tentou se conter, mas sabemos que não deu certo. Acabei sendo contagiada e rindo junto a ele.

Atravessei a porta automática do shopping, Nathaniel ainda caminhava comigo e do nada segurou minha mão me puxando pra algum lugar. Percebi que era pro estacionamento externo. Paramos perto de um carro bem foda, de cor preta. Nath destravou as portas e abriu o lado do carona.

- Entre. – Ele disse simpático.

- Pra?...

- Eu vou te levar em casa, Gabe.

- N-Não precisa. Eu pego um UBER e... E a Ambre?

- Ambre não vai agora, ela arrumou outra ocupação – traduzindo: achou mais lojas pra entrar e fazer a festa lá – Então... Não aceito não como resposta.

Suspiro sorrindo.

- Okay. – Balanço a cabeça e entro no carro. Nathaniel fecha a porta e dá a volta no veículo entrando no lugar do motorista. – E eles? – Nath me olha antes de dar partida no carro.

- Ficaram preocupados. Principalmente Castiel – ele revira os olhos.

- Vocês são duas crianças. – Cruzo os braços fingindo raiva. – Qual é de ficar trocando farpas a cada segundo que se encontrem?

- Você sabe da história, Gabe.

- Já tentaram conversar sobre isso?

- Não adianta nada. Ele sempre credita na Debrah... pelo menos acreditava.

- É... – Balancei a cabeça lentamente com o olhar focado no nada. Sim, tem altas ideias girando na minha cabeça. Uma mais ridícula que a outra.

- Está tendo alguma ideia maléfica? – o olho.

- Quê? – Nathaniel se desata a rir – Eu não sou assim. – agora ele também me olhava com a sobrancelha arqueada. – Nem vem. Não fui eu que tive a ideia de prender a Debrah em pneus, trancá-la num carro e jogar o carro de um precipício. – Viro para olha-lo.

Tell MeOnde histórias criam vida. Descubra agora