🗡A caçada🗡

136 10 5
                                    

Eric estava na entrada da Floresta Sombria, observando as sombras à espreita entre as árvores

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.


Eric estava na entrada da Floresta Sombria, observando as sombras à
espreita entre as árvores. Havia estado lá ante, mas nunca havia ultrapassado 300 metros.

Sua última visita fora depois de a rainha ter chegado ao poder. O alimento era escasso. Ele perseguia um jovem antílope pela clareira quando o animal disparou na neblina. Todos na aldeia sabiam que a Floresta Sombria engolia homens inteiros.

Todo mundo sabia das cobras gigantes que se enrolavam em torno das pernas, lentamente esmagando a vida daquele corpo, e as flores venenosas que podiam matar com apenas um toque . Mas seu estômago estava vazio e era difícil resistir ao apelo de uma semana de carne.Poucos minutos depois de entrar na névoa, foi mordido por uma aranha.

Era uma coisa gigante, vermelha e cinza, que desceu de uma das árvores. Ele só a notara quando ela já estava sobre ele. Levou três semanas para se recuperar. A carne apodreceu em torno da picada. Teve febre por quase uma semana e convulsões violentas o acordavam durante a noite. Havia jurado que nunca voltaria.

Mas agora, depois de sofrer com seu próprio inferno, a Floresta Sombria não parecia tão ameaçadora. Ele estava sozinho. Não tinha ninguém esperando por ele.

Tudo o que a Floresta Sombria poderia tomar dele já o tinha feito.
— Faça exatamente o que eu faço — disse a Finn, que estava atrás dele com quatro de seus soldados a reboque. Estavam todos suando em bicas, os rostos pálidos de medo. Eric começou a entrar na névoa. Sua s mãos tremiam de tantas horas sem
beber.

Estendeu a mão para a jarra de bebida ao seu lado, mas depois parou, pensando em algo melhor para ela.

Poderia comemorar uma vez que
encontrassem a prisioneira.
Caminharam até que o solo se transformou em terras pantanosas. Entrou no pântano, pressionando a bota em uma das pedras cobertas de musgo à frente dele.

Afundou alguns centímetros no brejo, mas a pedra era firme o suficiente para sustentar seu peso. Pisou em outra pedra, depois em outra, ouvindo o chapinhar suave de lama embaixo dele. O lodo trazia veneno em si.

Poderia dizer isso por causa, dos ossos de pequenos animais que emergiam das profundezas. Finn o seguia e seus homens vinham logo depois.

Continuaram o caminho em silêncio, ganhando o pântano gigante com uma pedra de cada vez. Eric o cruzou primeiro e ajudou os outros a ganharem o terreno mais firme. Pássaros gigantes circulavam acima. Um deles pousou e quase acertou
a cabeça de um soldado.

Eric tentava ouvir ramos estalando ou folhas crepitando pelos bosques, mas ouvia apenas os sussurros estranhos da floresta.

As pessoas diziam que os bosques caçavam as fraquezas das pessoas e as forças da escuridão poderiam atrair quem quer que fosse, pois conheciam seus desjos mais profundos.

Enquanto seguia em frente, as palavras eram inaudíveis, mas ele ouvia as vozes fracas que vinham da direção das árvores.

Finn passou por ele, entrando em um campo de cogumelos, mas Eric agarrou seu braço:
— Exatamente como eu faço — disse. Então, puxou a camisa suada para fora do colete de couro para cobrir o nariz e a boca. Finn e seus homens fizeram o mesmo. Enquanto caminhavam pelo campo de cogumelos, o pólen voava em torno
deles, com algumas partículas amarelas aderindo aos cabelos e ao rosto deles.

Branca de Neve e o caçadorOnde histórias criam vida. Descubra agora