Capítulo 24 - Perto Dela

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Christian

Entro no quarto e ela está acordada, seu olhar está perdido em algum ponto na parede e as lágrimas escorrem silenciosas por seu rosto.

- oi Ana. – falo beijando sua testa.

- oi Christian. – ela responde e me encara.

- como você está? – pergunto cauteloso.

- você pode imaginar como eu estou Christian. – ela responde chorando.

Num impulso puxo seu corpo para meus braços e aperto seu corpo contra o meu.

- ah Ana. – seu corpo treme em meus braços. – porque você não deixou meus irmãos me contarem o que estava acontecendo? – porque não falou pra Kate? – pergunto aflito.

- Eu não podia Christian. Eu não podia falar com ninguém. Como você soube de tudo? – pergunta.

- A Mia escreveu uma redação falando de anjos, masmorra e alma gêmea. A Kate quando leu percebeu que se tratava deles e de você e me chamou. Corri pra casa de vocês e quando cheguei lá me deparei com a Sara chorando, meus irmãos trancados na biblioteca e você no sótão. Arrombei a porta da biblioteca e depois que eles me falaram onde você estava arrombei a porta do sótão também e o resto você já sabe. – digo e ela me abraça mais.

- não sei o que seria de mim se você não tivesse aparecido. O Patrick estava disposto a transar comigo de qualquer maneira e deixou claro que não mediria esforços pra isso. Tive tanto medo por meu bebê. – ela diz e seu choro volta com tudo.

- nosso bebê Ana. Essa criança é nosso filho e não há nada que você diga que me faça me separar de vocês. – falo olhando diretamente em seus olhos.

- Christian nós teremos essa conversa cedo ou tarde, então é melhor que seja agora. Eu não posso assumir um relacionamento com você nesse momento e não vou usar esse filho como tabua de salvação. Ainda estou muito mexida e magoada por você ter duvidado de mim e da paternidade dele, por isso assim que tudo isso passar vou pra Geórgia, vou ficar um tempo com meus pais e depois veremos como fica sua situação quando provar que esse filho é seu.

- Ana me perdoa por todas as burrices que falei. Eu sou um filho da puta quando estou cego de ciúmes, eu nunca duvidei do nosso filho. Fica comigo e com nossos filhos. Eu te amo. – digo sentindo as lágrimas quentes ardendo em meu rosto.

- não me peça algo que você sabe que no momento é humanamente impossível pra mim. São marcas e feridas demais pra pouco tempo de cicatrização. Christian você precisa aprender que há feridas que não se curam com pomadas, mas com o tempo. Nesse caso, você tem o tempo a seu favor pra provar que realmente mudou. – com essas palavras sinto que perdi a Ana mais uma vez. quando penso em argumentar com ela alguém bate na porta e esta é aberta em seguida.

Um senhor de meia idade entra acompanhado por Taylor e por um dos advogados da Grey House.

- senhor Grey esse é o delegado. Ele insistiu e nós a acompanhamos para falar com a senhorita Steele. – Taylor fala no seu modo habitual.

- a Ana não está em condições de falar senhor. – tento argumentar e ele me corta.

- senhor Grey, o senhor não está em condições legais de responder por ela. – ele diz sério.

- senhorita Steele, posso lhe fazer algumas perguntas? Serei breve. – ele diz voltado pra ela.

- sim, pode perguntar o que quiser. Quanto mais rápido tudo isso terminar, mais rápido terei minha vida de volta. – ela fala decidida.

- muito bem senhorita. As crianças já esclareceram muitas coisas para as assistentes sociais. Falaram do tratamento abusivo que vinham recebendo do tio, das privações, das proibições que os impedia até de estarem juntos entre eles e com você, mas tem algo que eles não souberam explicar. Porque Patrick te sujeitou a esses maus tratos? Aparentemente, pelo que deu a entender ele te chantageou. Com o que? – ele questiona num tom de desconfiança e fico puto com isso.

Depois Das Aparências - Tudo Pode MudarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora