A modesta camponesa
Pôs na mesa
Um café forte e quente.
Sentou-se com delicadeza
Sorriu na certeza
De que o dia seria diferente.
E depois, abriu a porta
Foi em direção à horta
Trabalhar, certamente.
Ordenhou a vaca
E limpou a arca
Que tinha flores coloridas.
Colheu maçãs
Sentiu o cheiro de avelãs
Nas folhas em vidas.
Cantarolou uma canção
Abriu as asas do coração
Teve as forças ressarcidas.
E logo voltou ao lar
Com um semblante a brilhar
Sobre a calma pura.
Percebeu-se melhor
E enxergou a dimensão maior
Que existe em sua alma de bravura.
Não quis mais deixar o lume
Colocou um doce cítrico perfume
E vestiu-se de ternura.
E ela envolveu-se de amor
Deu-se significado e valor
Tornou-se firme e nova criatura.
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