7: Leva pra enfermaria

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Acordo com meu celular tocando, olho pra ver quem é e me arrependo de ter acordado. Meu pai, o que ele quer a essa hora? São 5:40 da manhã!

📳

Layra: Alô—com a maior voz de sono

Rafa: oi Layra, seu irmão está voltando pro colégio agora, aconteceu umas coisas por aqui e você vai ter que ficar de olho nele.

Layra: oxi, por que eu? Ele é mais velho. Só isso?

Rafa: o que tem haver? Vocês são irmãos tem que cuidar um do outro. Sim era só isso, e vê se não apronta na semana que vem, vamos ir à Noronha!

Layra: tá bom. Beijos.

📴

Já que me acordou vou levantar, tomar meu banho e ir comer. Feito isso fui ao jardim e vi que estava maior sol, descido colocar um biquíni que parte de cima é rosinha e a de baixo branca com folhagem.

Fico até umas 11h entro tomo um banho e vou almoçar. Esbarro com o Kevin, mas nem dou bola. Volto pro quarto e faço minhas lições e trabalho e deito pra descansar.

Quando dá umas 17h eu levanto, tomo um banho, ponho um macaquinho soltinho e vou pra sala de jogos...

O Kauã chegou e nem me avisou, tem alguma coisa muito errada, ele se envolve com o tráfico, mas ninguém sabe só a família. Acho que foi alguma coisa assim, porque meu pai nunca me falou que temos que cuidar um do outro, claro que eu cuido do meu irmão, mas ele sempre fala que o mais velho cuida da mais nova.

Fico conversando com umas pessoas aí, ninguém importante. A Gabriela entrou gritando que na escola tá sendo mal frequentada, falou um monte. Eu fingi que não estava ouvindo, eu quero ir pra Noronha.

Não falei com Kauã, ele não me avisou então não estou nem ai... Na verdade eu estou sim... Mas não vou correr atrás, quando ele quiser falar ele fala.

Sai da sala andando pelos corredores até parar num totalmente deserto, com uma só porta. Bato e ninguém fala nada, ponho a mão na maçaneta e tá destrancada. Entro com maior medo.

Não tem nada além de sujeira, acendo a lanterna do celular pra ver melhor. É uma sala grande, parece uma biblioteca, mas sem prateleiras e mesas. Esta cheio de poeira tem um balcão de canto.

Sai de lá antes que alguém entrasse, acho que ninguém frequenta aquela sala ha uns anos. Vou dar um jeito de trancar a porta e limpa-la pra eu fugir da vida.

Corro pro quarto, porque eu fiquei muito tempo lá, já passou das 22. Chego ao quarto cato meu pijama tomo um banho rápido, caio na cama e durmo.

Segunda-feira de manha

Acordo com o celular despertando, levanto tomo meu banho faço minhas higiene e coloco meu uniforme, me retiro do quarto.

Chego ao refeitório, pego meu café da manha e caminho até um mesa vazia, afinal não vi nenhum dos meus amigos. Biel, Léu e Jeh Logo chegaram com uma menina, e tenho a Sensação de que a conheço de algum lugar.

Biel: Bom dia, preguiça—fala rindo a me ver quase dormindo na mesa—Vai comer não?

Layra: ah para vai, já comi o que queria valeu—fiquei encarando a menina por um segundo—Ana Luiza?

Menina: Layra? —levantei correndo e fui abraça-la—Meu Deus esse mundo é muito pequeno mesmo.

Layra: verdade, quando Você veio pra cá? Não estava no exterior?

Luiza: sim, mas voltei na semana passada.

Jeh: como vocês se conhecem?

Layra/Luh: somos irmãs kkkkkkk

Leu: como assim? —sentamos e começamos a contar a historia

Layra: minha baba era melhor amiga da mãe dela, quando eu tinha 9 anos fomos apresentadas e começamos a nos dar bem.

Luh: começamos a estudar juntas e ficamos mais unidas que nunca! Mas eu tive que viajar pra Califórnia, e acabei voltando direto pro Rio, ao invés de Noronha.

Ficamos conversando até a hora das aulas... Cheguei em minha sala e adivinha quem estar no meu lado?

Se você pensou no loirinho mais fofo dessa escola você acertou, o Kevin. Vou pro meu lugar fingindo não ver ele ali.

Kevin: para de me ignora, me fale o porque de você estar assim?

Layra; eu não estou a fim de papo—falo seria, mas segurando o riso

Na verdade estou tratando-o assim porque estou bastante apegada a ele, não gosto dessa sensação, afinal quando deixei-me apegar a alguém quebrei a cara.

*Você não presta*
Na verdade você não presta!
*Nada a ver, eu sou você não você sou eu*
Que se dane!

Depois de uma breve briga, com meu subconsciente me concentro na aula. No almoço, fiquei na sala programando um trabalho que é pra entregar na próxima semana. A tarde passou rápida. O sinal tocou e eu corri pro quarto antes do Kevin, mas quando eu chego me deparo com uma bagunça e me dá um ódio ao ver minhas roupas, e perfumes espalhado. Corro o olho pelo quarto todo e percebo a porta do banheiro fechada, vou até lá e tento abri-la com falha, ligo pro Kevin e peço pra ele correr pra cá.

Kevin: o que aconteceu? —pergunta apavorado ao ver o quarto, enquanto recupera o fôlego

Layra: não sei, mas o banheiro tá trancado e não ouço barulho de nada lá dentro! —realmente estou assustada.

Kevin: se tiver alguém aí dentro, saia de trás da porta que vou arrombar—vai correndo e da um chute perto da maçaneta—meu Deus

Layra: como ela conseguiu isso? —chegando ao seu lado apavorada com o que vejo—leva ela pra enfermaria, ela ainda tá respirando. O mais rápido que você consegui, ela já perdeu sangue demais —ele sai e eu arrumo o quarto.

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Beijos da Ally

O Loirinho Do Colégio InternoOnde histórias criam vida. Descubra agora