"Pense nos limites como uma parede
Eu sou a bola de demolição que os põem abaixo".
~Autoral
**AMBER**
Hoje o dia tinha tudo para ser um dia absurdamente calmo, mas não foi assim que aconteceu.
Para começar, Jonas apareceu aqui quarto logo depois do horário do almoço.
Ele estava praticamente sendo carregado por Jesus, pelo menos era o que parecia. Seu braço estava jogado nos ombros de Jesus, que ajudava o garoto a andar, sem falar que ele tinha alguns pequenos machucados na sua pele e uma macha de sangue consideravelmente grande no ombro.
Jonas se desvinculou de Jesus e mancou até chegar na beliche mais próxima, provavelmente por suas pernas também terem recebido, o que quer que tenha acontecido com ele.
Depois de todo alvoroço e gritaria de Micaela, exigindo que Jesus contasse o que tinha acontecido com Jonas, o mesmo voltou para a quadra de basquete, e eu só esperava que ele não fosse burro o suficiente de puxar um briga com alguém agora.
Micaela logo saiu do quarto também, batendo os pés emburrada, diga-se de passagem.
Pelo que eu pude entender, Jonas estava jogando basquete e, se não me engano, um dos detentos, que Jesus julga ser de Grayson, o empurrou para fora da quadra, em algum momento do jogo. Fazendo ele cair bem em cima do grande aglomerado de pedras que fica ao lado da quadra de basquete.
Agora, porquê há aglomerado de pedras do lado da quadra de basquete é uma dúvida que sinto que nunca receberá uma resposta.
Agora que os Jesus e Micaela saíram, o quarto ficou muito mais silencioso agora que só eu e Jonas restamos aqui. Não que eu me incomode de ficar aqui sozinha com ele, na verdade, isso até que era bem normal eu e Jonas fiquemos bastante tempo juntos, em parte porque ele não desgruda da irmã, mas eu de verdade não ligo muito, desde que ele não fique enchendo meu saco, por mim tudo bem.
Uma grande rocha pontuda afundou no ombro dele, perfurando um pouco mais do que um simples impacto com uma pedra comum faria, mas nada muito preocupante, o machucado não era profundo, apenas precisava ser limpo.
Fui rápida em cuidar dos machucados menores primeiro, deixando o ferimento do ombro por último.
O garoto pareceu lidar bem com a dor quando eu praticamente joguei o litro de álcool em cima da ferida do seu ombro. Mas não tinha certeza se ele estava encobrindo a dor ou apenas simulando ela.
Não demorei muito para limpá-la e mais tarde finalizá-la. Chequei uma última vez o ferimento já cuidado em seu ombro. E quando o fiz, acabei por ventura, deslizando a mão pelo braço de Jonas, até que meus dedos tocaram aqueles pequenos riscos brancos em sua pele.
Eu me lembro como Jonas afastou os braços a primeira vez que eu os vi. Mas dessa vez ele não puxou os braços das minhas mãos.
Eu tinha uma ideia de como ele poderia ter os conseguido, mas isso não era algo que eu poderia simplesmente achar, e não vou mentir, eu queria muito saber como eles os conseguiu.
Eu estava com os joelhos no chão, ainda com a mão em seu antebraço, encarei seus olhos com uma pergunta zelada neles.
"Posso olhar?"
Ele não fez particularmente um gesto para que eu prosseguisse, mas também não afastou os braços, então tomei aquilo como um "sim".
- São belas cicatrizes essas - indaguei sarcasticamente, Jonas riu.
Realmente elas eram, elas eram finas, altas e com camadas. Cobriam boa parte interna do antebraço do rapaz. Julgo que o motivo delas serem tão altas e com camadas, seja o mesmo que eu tinha antes. Por ele talvez os abrir ou refazer os cortes nos mesmos lugares, frequentemente.
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Os Segredos de Amber Lewis - 1ºLivro
Teen FictionVocê quer saber quem nós somos? Eu vou te dizer quem nós somos. Somos um grupo de assassinos. Somos uma gangue de metirosos. Somos uma alcateia de lobos traiçoeiros. Somos uma família de desajustados. O pior pesadelo daqueles que tem algo a perder...
