-Quando eu estava sozinho num quarto de hotel em Portsmouth, quase um mês atrás, e você estava passando o fim de semana com as meninas, na casa da mãe da Sabi – Josh também sentiu o vento mais frio e abriu seu casaco de moletom, fazendo Any se aconchegar em seu peito, dentro do casaco, visto que a garota estava praticamente em seu colo. – Eu tava sem sono, e do nada, a sua porta vermelha me veio à mente... Lembrei da minha profecia e então da minha promessa de rir da sua cara.
-Profecia? – a garota levantou o rosto no exato momento que Josh abaixou o dele, fazendo os olhares se encontrarem. Qualquer pensamento que estivesse na cabeça de Any, desapareceu no segundo em que ela olho no fundo dos olhos mais claros e sinceros que ela já vira na vida.
Josh deu um sorrisinho de lado, passando seu nariz de leve no da garota, dando-lhe um selinho em seguida. Tinha os braços em torno do corpo dela, mantendo-a dentro de seu casaco e bem junto ao seu peito, sentindo as mãos frias dela ao redor de sua cintura. Deu leves beijos na bochecha, então no queixo, chegando ao pescoço de Any, beijou inúmeras vezes até transformar em mordidas, ouvindo a garota suspirar baixinho e puxa-lo para mais perto. Voltou a olhá-la nos olhos, abriu um sorriso largo e convencido e, por fim, mordeu de leve o lábio inferior de Any, iniciando um beijo muito mais calmo do que a garota esperava. Josh manteve o mesmo ritmo lento, carinhoso e doce do beijo até findá-lo com alguns selinhos. Inclinou-se levemente e sussurrou:
-A profecia de que o cara da porta verde iria te achar, garota da porta vermelha. E ele achou.
-A porta do seu quarto é azul, Josh – Any disse com a voz fraquinha. – Mas isso foi uma coisa idiota que eu disse só pra te tirar de perto de mim, você sempre me deixou meio trêmula...
-Any. Me escuta por um minuto – ele a interrompeu sorrindo. – Acredite, o cara da porta verde te achou.
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"Alguém disse uma vez: São as boas garotas que escrevem em diários. As más garotas nunca têm tempo. Eu? Eu apenas quero viver uma vida que irei lembrar. Mesmo que eu não escreva tudo."
-Any, isso é uma música? – Josh olhava para o quadrinho da cozinha com a testa levemente enrugada, enquanto Any prendia um bilhete para Sabi e Joalin na geladeira.
-Não, é uma citação que eu lembrei enquanto tentava escrever alguma coisa útil no 'Diário de viagem de Any Gabrielly' – a garota disse numa voz solene, revirando os olhos. – É esquisito, eu sinto que eu moro aqui e não que seja uma viagem – encostou-se a pia suspirando. Josh levantou da cadeira onde estava sentado, parou em frente a Any, segurando as laterais de seu quadril com as duas mãos e olhou fundo nos olhos da garota, vendo a preocupação que os rondava.
-Vida, você mora aqui. Você só vai embora se quiser – ele levantou as sobrancelhas, tentando ver se suas palavras causaram alguma mudança na namorada. – Escutou? Ah Any, não fica assim, você tava animada há cinco minutos!
-Eu escutei, Josh, mas... Falta menos de quatro meses pra formatura – a garota evitava os olhos do namorado, olhando pras mãos enquanto brincava com o primeiro botão da camisa dele. – Eu não quero ir embora.
-Any, amor... – Josh começou, e ouviu um sussurro vindo da garota.
-Eu não quero te perder.
-Hey! Any Gabrielly, olha pra mim. Agora – ele disse firme, colocando um das mãos no rosto da garota, fazendo-a olhá-lo nos olhos. – Me perder? Ta maluca? Nem que você quisesse, eu não iria a lugar algum. Você é minha, pra sempre. Minha vida, lembra?
-Lembro... – ela suspirou dando um curto sorriso. – Lembro também de ter pedido pra parar com essa mania de me chamar de vida.
-Mas você é minha vida, nada mais certo que eu te chamar assim – Josh abriu um largo sorriso antes de beijar a testa de Any. – Eu te dei opções, você sabe.
-Ah claro. Escolher entre vida, oxigênio ou sangue – ela fechou os olhos sacudindo a cabeça ao rir lembrando das coisas fofas e sem noção que Josh falara na noite, ambos rindo com a possibilidade de alguém descobrir que fizeram amor na sala de estar. – É meio óbvio que eu escolheria vida.
-Então não reclama, amor da minha vida – o garoto cerrou os olhos, parecendo pensar em algo importante. – Acho que o certo seria vida do meu amor. Fiquei confuso.
-Ai Beauchamp, o que eu fiz pra merecer você? – Any encostou a testa no peito do namorado, rindo.
-Algo muito bom, eu sou um presente de Deus – ele riu, abraçando-a forte e dando um breve beijo no topo da cabeça da menina.
-Se eu concordar, você vai ficar muito metido, então eu permaneço calada.
-Seu coração concorda, eu posso ouvir... E sentir – Any levantou a cabeça sorrindo de lado. – Fica quieta, já sei que você vai falar alguma gracinha. Vamos logo que eu to com fome.
-Ok, meu presente divino.
-Vem amor da minha vida. Ou vida do meu amor, como preferir – Josh a puxou pela mão, ambos rindo ao saírem da casa.
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"Amor da minha vida ou vida do meu amor?" Joshua você tem 7 anos?
Último de hojeee mas vou tentar escrever varios e deixar pronto pra já começar a outra adaptação (sim eu to ansiosa), e olha que eu nem comecei a escrever ainda.
obs: aquilo lá que vocês já sabem.
bjs bjs😘
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A Garota da Porta Vermelha - Beauany
Fanfic⚠️essa fanfic não é autoral, é apenas uma adaptação. Todos os créditos estão reservados à Bruna Dugrey.⚠️ •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• Sinopse: Qual a possibilidade de parar justo na casa dos Beauchamp em...
