Eu não sei onde enfiar minha cara

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Não, aquilo não podia estar acontecendo. Eu e Jimin transamos, era isso ou nossas roupas foram desintegradas da terra.

Eu sei, vocês pode estar achando que sou sortuda já que por ser apaixonada por ele isso é a realização de um sonho. Porém mesmo que eu desejasse isso, perder a virgindade bebada e não lembrar de nada não estava nos meus planos de contos de fadas.

Gente, eu nem lembro se foi bom.

Jimin veio e eu nem sequer lembro a sensação, que presumo ter sido ótima. Merda, ele é meu melhor amigo e eu transei com meu melhor amigo, que é gay. Meu deus sou uma pecadora, eu usufrui de um ser puro. Não, Jimin não era puro, mas eu sinto que ele só fez isso por causa de mim. Céus e se eu disse algo que me comprometesse?

– Jei, fica calma — Jimin se sentou na cama coçando os olhos puxando a coberta que estava no pé da cama cobrindo seu corpo.

– Jimin... a gente...gente...

Eu tremia, tremia mais que um pinsher com medo de levar chute, tremia mas que um velho com Parkinson. Provavelmente eu era no momento uma mistura de pinsher e velho com parkinson.

– dormimos juntos? — Jimin ergueu a sobrancelha perguntando.

– Não fala isso — Tampei meus ouvidos me encolhendo, cobrindo meu corpo também.

– Nós transamos Jei. Não tem como fugir da realidade, me sinto tão envergonhado quanto você — Eu fiquei vermelha me encolhendo mais ao ouvilo.

– Eu era virgem, você sabia disso — Jimin me olhou e suspirou se aproximando me puxando para um abraço.

Conhecendo bem Park Jimin, sabia que por dentro ela estava se moendo de culpa e preocupação. Ele era assim, agia de forma normal mesmo estando surtando no seu interior.

– Está tudo bem pequena, eu cuidei de você, não te machuquei, estávamos bebados, aconteceu, ficamos exitados e rolou. É estranho para mim, porém eu culpo a bebida — Olhei para Jimin que me olhava calmamente — Sei que queria que fosse especial, principalmente com Min Yoongi – Nessa hora revirei os olhos. Burro demais — Mas pelo menos foi comigo, seu melhor amigo.

Novamente olhei para ele onde Jimin depositou um beijo em minha testa.

– Eu falei algo...tipo algo que você não sabia?— Me afastei abraçando as pernas.

– Por que? Tem algo que eu deva saber? — De pinsher fui para fantasma de tão branca.

– Nao, sabe como é, bebado só fala bosta. Vai que sem querer fui grossa — Virei o rosto fingindo estar procurando minhas roupas.

– Fica tranquila pequena, você não falou nada demais — Suspirei aliviada vendo finalmente a roupa que estava sob uma cadeira no quarto.

Quarto que na hora deduzi ser de Taehyung que provavelmente estava dormindo quase morto em algum lugar da casa. Lamento por seus pais quando voltarem da viagem.

Com passos vagarosos eu pisei no chão pegando minhas roupas. Enquanto vestia elas em silêncio em sentia um olhar sobre mim. Óbvio que era Jimin me olhando já que estava apenas nós dois no quarto. Era ele ou havia alguma entidade demoníaca no quarto nos observando.

– Eu já vou indo — Virei para ele que estava sentado na cama me observando com o braço apoiado no joelho.

– Quer que eu te leve? — Jimin se levantou pegando sua cueca vestindo a peça.

– Ah, não precisa Minie, eu vou passar na casa da Lisa, sabe, eu disse que ia almoçar com ela hoje e...

Arregalei os olhos ao lembrar do coitado de meu aparelho eletrônico chamado celular que não sabia aonde estava.

DROGA, TRANSEI COM MEU AMIGO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora