Eu pensei em você

362 28 24
                                        


O percurso inteiro eu permaneci em silêncio dentro do carro. Encostei minha cabeça no vidro e permaneci quieta imersa em meus próprios pensamentos. Às vezes eu fico sem entender Jimin, penso que deve ser legal brincar com o sentimento das pessoas como se fosse um copo descartável.

O que ela tem que eu não tenho? Beleza? Popularidade?

Céus ela quebrou o coração dele quando ele era mais novo. Destruiu em mil pedaços para agora ele estar lá? Beijando ela como se fosse o amor da sua vida?

Isso não encaixa na minha cabeça e nunca vai encaixar. Talvez tenha chegado a hora de finalmente eu partir para outra e esquecer esse amor platônico que nunca vai se desenvolver em nada.

Eu fui tirada de meus pensamentos quando senti uma mão segurar a minha. Olhei para baixo e vi que era Tae, ele então sorriu para mim de maneira gentil. Ele sabia bem como estava me sentindo.

– Já disse que vou achar um pedaço de ripa e bater nele até virar gente — Foi inevitável não rir com sua frase. Taehyung era uma ótima companhia e eu agradecia mentalmente por ele estar ali ao meu lado.

Tae entrelaçou nossos dedos e continuou a dirigir com a outra mão até minha casa.

[...]

Silenciosamente eu abri a porta de casa pé por pé. Taehyung acho que nem respirava para não fazer barulho. Fechei a porta a trancando e segurei em sua mão subindo para o quarto até que no meio do caminho à luz da sala é ligada.

– Posso saber o que significa isso?

Eu rapidamente me virei vendo minha mãe sentada na sala com os óculos na ponta do nariz. Ela não tinha um semblante bravo por incrível que pareça.

– Mamãe? A...Achei que já estava dormindo — Eu sentia que ia morrer.

– Eu estava, porém acordei com cede e decidi vir tomar água até ver um carro suspeito parar em frente de casa — Ela estreitou os olhos a Taehyung que engoliu seco – Vai me dizer quem é seu amigo?

Eu voltei a realidade balançando a cabeça.

– Mãe, esse é o Tae, meu amigo e Tae, essa é minha mãe — Digo apresentando-os receosa.

– Muito prazer senhora Kim — Tae se curvou rapidamente — Sinto muito nos conhecermos nessa forma, é que a Jei não estava se sentindo bem.

Na hora o semblante de minha mãe mudou para preocupada.

– Aconteceu alguma coisa com você? Está machucada? — Minha mãe se aproximou e eu senti meu peito sufocar.

Fazia tanto tempo que ela não perguntava se eu estava bem.

– Nada...não aconteceu nada — Eu abaixei a cabeça apertando as mãos.

– Você é minha filha, conheço você desde que nasceu — Ouvi ela e ergui meus olhos que já estavam marejados.

– Por que amar alguém doi? — Eu perguntei sentindo as lágrimas rolarem por meu rosto.

Minha mãe olhou para Tae e logo depois para mim. Provavelmente ela já havia entendido. Ela caminhou em minha direção onde me abraçou sentando comigo chorando escada.

Tae se sentou no degrau também passando a mão no meu cabelo.

– A vida é assim minha flor. Às vezes vamos amar pessoas e não seremos correspondidas, mas sempre vai haver uma pessoa que vai te amar. Vai doer, mas vai passar — Eu a abracei fortemente ficando assim por muitos minutos.

DROGA, TRANSEI COM MEU AMIGO Onde histórias criam vida. Descubra agora