Capítulo 33

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Domingo.

Nunca entendi muito bem sobre o tempo, muito menos sobre quem definiu que o tempo deveria ser contado da forma que conhecemos e também não sei como ele consegue passar tão rápido assim... Sério! Veja só em que situação estou, nunca imaginei que um dia estaria na sala da casa da Josephine com todas as outras quatro, os pais delas e os meus pais reunidos.

Pra ser sincera eu nunca pensei que estaria escutando nossos pais decidirem sobre nossas idas a Nova Iorque. Sim. Você leu certo. "Nossas" idas. Depois de tanto eu renegar, fazer pouco caso e fingir não ouvir, acabei indo de encontro com tudo isso. Vou morar com as outras quatro. Sinto como se eu tivesse pegado a estrada errada que levava ao mesmo destino que a estrada certa... O que mudou foi só o meu, otário, percurso.

No fim das contas, só me irritei além da conta.

— Você vai morar com a Cheryl, Tee-Tee? — Sophie, que estava do meu lado esquerdo perguntou baixinho enquanto o pai da Josephine falava algo sobre um conhecido em Nova Iorque.

— Acho que sim. — Respondi.

— Então vamos procurar uma casa e dividir o aluguel. — Hal, o pai de Betty, repetiu o que Sierra, a mãe de Josephine, havia sugerido. — Certo.

— Não creio que vá ter alguma com cinco quartos... — Hermione, a mãe de Veronica comentou.

— A gente divide, tia! — Cheryl disse animada.

Vocês dividem.

— Claro! — Veronica confirmou. — Isso não é problema para nós.

— Nem pra Zangada, né Zangada? — Betty tentou me provocar.

— Não vejo problema. — Menti e Cheryl sorriu diretamente para mim, mas estávamos na frente de nossos pais e pais sempre descobrem as coisas. Por isso, virei o rosto.

— Prometo cuidar de todas nós. — McCoy disse como se fosse a mais responsável.

— Obrigada, Josie. — Minha mãe sorriu como se aquilo a aliviasse.

— Tenho um conhecido por lá. Posso contatá-lo para ver se ele conhece algum corretor. — O pai de Cheryl disse.

— Seria ótimo. — Meu pai concordou.

Eles ficaram mais algum tempo falando sobre como seriam as coisas por lá. Supuseram sobre o valor do aluguel e como funcionaria a divisão, também mataram bem uns 30 minutos nos advertindo sobre morarmos sozinhas, mas sermos responsáveis e não falar com vizinhos estranhos, muito menos levar alguém pra dentro de casa e nem andarmos sozinhas durante a noite.

— A cidade é realmente grande. Eu me preocupo, mas é necessário vocês irem... — Dona Penélope disse e eu comemorei internamente por alguém finalmente dizer o que eu penso.

— Mãe, eu sou responsável. Nós somos. — Cheryl tentou argumentar, mas claramente o argumento é falho, adolescente e bobo!

— Mas não digo vocês, digo o mundo... — Penélope explicou.

— A Zangada costuma agir como uma mãe às vezes, tia. Tudo bem. — Betty tranquilizou a Sra. Blossom.

— Zangada? — Alguns pais questionaram.

— É um apelido que a Betty criou pra Toni. — McCoy explicou.

— Por ela reclamar muito. — Cheryl completou rindo, sendo seguida pelos outros.

Eu apenas revirei os olhos ignorando a vergonha que me atingiu.

Após falarem mais algumas coisas, nossos pais nos dispensaram e Josephine rapidamente nos puxou para o quarto não conseguindo parar de falar euforicamente ao mesmo tempo em que abanava as mãos no ar.

𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐟𝐚́𝐜𝐢𝐥 𝐧𝐨𝐬 𝐟𝐢𝐥𝐦𝐞𝐬 • 𝐜𝐡𝐨𝐧𝐢 Onde histórias criam vida. Descubra agora