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Para ela, o destino havia os unido.
Para ele, era apenas uma missão.
Anne Collins é uma linda e habilidosa cirurgiã cardiotorácica. Admirada por todos a sua volta, ela se dedica à busca de se tornar cada vez melhor no que faz. Mas embora seja...
Pensa na felicidade da pessoa aqui, estava muito ansiosa e louca para iniciar a estória então espero do fundo do meu coração que vocês gostem, grande beijo,
Bora embarcar nessa aventura...
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Anne Collins Foster
- Quantas vezes eu já te pedi pra sair daquele lugar Richard – me aproximo da escada e vejo papai e mamãe brigando.
- Eu já disse que não posso sair agora Elis. – meu pai diz alterado – tenho muito que fazer ainda, tenha paciência, por favor.
- Você mal fica em casa, sua vida é só o trabalho – mamãe chora. – é como se eu e Anne não existíssemos para você.
- Você sabe que não é bem assim, quero manter vocês seguras, você precisa entender isso meu amor, e sempre que posso estou em casa... Agora eu preciso ir. – meu pai diz enquanto pega suas malas.
- Não vai nem se despedir de nossa filha – ela pergunta incrédula.
Ele olha para a escada e me vê, coloca a mala no chão e estende os braços para mim, corro em sua direção agarrando seu pescoço subindo para seu colo.
- Volto em breve – deixa um beijo em minha cabeça, me coloca no chão e sai.
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Acordo com o barulhodoPager avisando uma emergência e saio em disparada da sala de descanso, ao chegar vejo que os residentes e enfermeiros já estão tomando as medidas necessárias
- Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii- eu definitivamente odeio esse barulho.
- Afasta– ouço um dos residentes falar.
- Deixa comigo Scott – digo assumindo o controle – carrega pra 200 – peço à enfermeira que está de frente para o carrinho de emergência. – AFASTA – olho para o monitor e vejo os batimentos voltando ao normal e o alivio percorre pelo meu corpo.
- Senhor Parker, o senhor é um guerreiro viu- sorrio pra ele enquanto termino os procedimentos.
Saio do quarto e encosto na parede do corredor, fechando os olhos e me permito respirar, amo minha profissão e sempre sonhei em ser médica, poder salvar vidas é um privilégio e ouso dizer que é dom, porém a maioria da vezes infelizmente as coisas saem de nosso controle e nem sempre conseguimos trazer-los de volta, graças aos Céus isso não aconteceu hoje.
Saio de meus devaneios com o toque do celular e ao olhar no visor respiro fundo pensando se devo ou não atender a ligação.
- Richard, não é uma boa hora...
- Querida filha, boa noite pra você também, quanto tempo hein- posso sentir na sua voz o sarcasmo de sempre.
- Poupe-me de suas ironias, preciso desligar- tiro o celular do ouvido, mas volto quando escuto seu resmungo.
- ESPERA,nós precisamos conversar, é importante, almoça comigo amanhã? .
- Acho que não é uma boa idéia Richard. -suspiro, cansada.
- Eu já disse que é importante... Por favor, filha. - Ele insiste.
- Tudo bem então, já que insiste tanto- faço uma pausa – amanhã tenho uma cirurgia marcada e não sei quando vai acabar, me encontre depois de amanhã aqui no hospital, iremos almoçar aqui mesmo. - desligo o celular sem dar chances pro meu querido pai reclamar, pois sei que ele detestou o fato de ter que almoçar no refeitório do hospital.
Dane-se, ele que insistiu pra me ver mesmo.
A verdade é que minha relação com meu pai nunca foi a das melhores, cresci vendo ficar mais fora de casa, e para um homem que era gerente de banco ele viajava demais, e quando chegava de viajem nunca ficava comigo e com mamãe, depois de anos agüentando as brigas e mentiras ela se separou, e foi à melhor coisa que aconteceu.
Poder ver minha mãe feliz cuidando de seus pacientes vivendo a sua vida livre de qualquer peso, não tinha preço.
Dou mais um suspiro observando o celular, odeio quando tenho esses sonhos, odeio quando algo de errado acontece com meus pacientes e odeio ter que lidar com meu pai.
Olho no relógio conferindo que está no meu horário de saída, sigo até minha sala pegando minhas coisas e saio do hospital em direção a meu apartamento certa de que tudo que eu preciso agora é de um bom banho e uma boa noite de sono para espantar esses pensamentos.