Segunda obra do Universo Estendido de Histórias do OPG-Produções.
Parintins é uma cidade no interior do Amazonas que recebe milhares de visitantes durante os dias de festival. É uma cidade mágica lar dos bois Caprichoso, Garantido e Campineiro, poré...
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O boi Caprichoso dormia tranquilamente em seu curral na francesa quando Arlindo o acorda com cara de preocupado.
Arlindo: Caprichoso... - Diz tocando de leve no boi.
Caprichoso: Hum – Diz abrindo um dos olhos.
Arlindo: Eu preciso que você venha comigo.
Arlindo leva o boi até o bumbódromo onde estava o corpo dos dois jovens mortos na madrugada pendurados por uma corrente e com uma mensagem escrita com o sangue deles na parede.
Caprichoso: Isso já passou dos limites...
A mensagem dizia "Para meus boizinhos favoritos" com um coração no começo e uma estrela no final.
O boi caprichoso rapidamente reúne o grupo que Garantido chama de "bumbásticos" para discutir o que fazer.
Caprichoso: A situação está totalmente fora de controle, de manhã somos atacados por alguma lenda amazônica e de noite a Milla fica à espreita e matando gente inocente pra chamar nossa atenção. Os cidadãos da cidade não estão seguro em nenhum momento do dia por diversos motivos aleatórios que fogem do nosso controle e não podemos fazer nada, pelo menos não assim.
Jana: O que está sugerindo Caprichoso?
Caprichoso: Precisamos de ajuda e rápida, nós até poderemos aguentar lutar com alguma lenda isolada, mas se uma lenda mais poderosa aparecer não teremos como proceder contra, fora a Milla que é esguia, nesse ritmo tenho medo do que poderá acontecer com a cidade.
Garantido: Eu tenho uma pessoa...
Caprichoso: Fala de quem contrário?
Garantido: Daquele que nos deu vida
Jana: Quem deu vida a vocês?
Paquetá: Um grande e poderoso pajé, um que enfrentou um dos espíritos mais poderosos da floresta, perdeu, então foi amaldiçoado a ser parte humano, parte criatura canibal lhe concedendo poder místico que quase nenhum outro pajé da floresta possui.
Jana: E o nome?
Garantido: Kãñipaye-Ro!
Jana: Saberiam como achá-lo então?
Garantido: Eu não, o contrário pediu nomes eu dei um.
Paquetá: Talvez eu consiga algum modo de achar Kãñipaye-Ro, mas vou precisar de ajuda e isso me leva a um outro nome que com toda certeza viria ajudar-nos, o meu irmão.
Campineiro: A cobra?
Paquetá: Esse mesmo.
Garantido: Espera, o Campineiro sabe quem é seu irmão e nós não?
Paquetá: Vocês foram sempre dois chatos então sempre que venho para Parintins vou no Aninga e algumas vezes meu irmão vai comigo.
Caprichoso: Temos bons nomes, mas não acho que seriam suficientes.