[CONCLUÍDA]
Aos dezesseis, Jimin se apaixonou.
Com dezenove, se casou.
Achou que havia encontrado seu verdadeiro príncipe encantado, que finalmente iria viver seu próprio conto de fadas.
E, por um tempo, viveu.
Mas, seu príncipe virou Rei. A coroa...
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Oi meu queridos, tudo bem? Espero que sim.
Não tenho muito a dizer hoje, esse capítulo é muito importante, espero que gostem, boa leitura! 💜
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Não vou desistir de nós
Mesmo que os céus fiquem violentos
Eu estou te dando todo o meu amor
Ainda estou melhorando
I Won't Give Up - Jason Mraz
Coréia do Sul, 4 de Novembro de 1941
Jimin sabia dizer ao certo quando os conflitos se instauraram em seu casamento, na sua vida. Aproveitando uma falsa liberdade, ao invés de descansar a mente, ele batalhava com pensamentos torturantes e poucos saudáveis, chorando, pensando.
Se questionava onde tinha errado para que sua vida chegasse ao ponto que chegou. Conversou com Deus, perguntou-lhe se era uma punição por ter renegado seu chamado, afinal, os herdeiros eram escolhidos por Deus.
Entretanto, ele não tinha, de fato, sido o escolhido. Não foi o primeiro filho do Rei Park, então, não tinha o porquê Deus puni-lo.
Em certa altura da madrugada, o loiro já não tinha mais lágrimas para derramar, estava completamente vazio.
Em seu coração, não batiam sentimentos, de seus olhos nenhuma gota sequer ameaçava sair, mal piscavam, ardidos.
Tinha medo que sua depressão acordasse e não tivesse mais meios de como tratá-la. Demorou meses para aceitar a doença, tratou-se com rigidez desde a época que os noticiários explanaram o estado mental de sua Majestade.
O ômega pensava tanto que às vezes não sabia entender se era sonhos ou alguma parte acontecida, e, como suas últimas lembranças, sua cabeça lhe passava as realidades já vividas. Seus terrores eram reais, eram de suas memórias.
— Nunca mais seremos os mesmos, querido. — encarou a si mesmo no espelho. Aquele era o verdadeiro Jeon Jimin, quando despido de ouro e caracterizações sua parte humana desvelava suas dores, o semblante de um homem desafortunado.
Sua ansiedade o atemorizava dominá-lo a qualquer custo, alimentava a falta de compreensão com as complicações que perturbava seu mundinho fragilizado. Jimin conseguiu recordar-se da última vez em que passara por algo similar, associando tudo a vida de Jihye.
Estava com fome, mas sem coragem para levantar. Enrolado nos lençóis de seda que, tantas vezes, testemunharam seu amor ao alfa, recordava-se das noites felizes que tiveram ali. Foi vencido pelo cansaço e pela fraqueza.
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Coréia do Sul, 1935.
— Chegamos no início da trigésima semana. — Jimin contava, ansioso. Conversava com seu pai pelo telefone. — Ela tá meio grandinha para uma barriga de sete meses, papa.