"Vá em frente, me mostre amor como nunca fizemos antes."
Show Me Love - Alicia Keys, Miguel
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Ser filho de um médico e uma professora, ambos renomados, deveria ser motivo de orgulho para qualquer filho. E, bem, com Park Jimin não era diferente.
Tinha orgulho das conquistas deles, amava ser o filho mais velho e jamais negaria o fato de que apreciava todos os privilégios que possuía graças ao status de sua família.
Contudo, era apenas isso. Eram exímios em suas respectivas profissões mas no que se dizia a respeito de suas função como pai e mãe, havia várias falhas.
E para Jimin, existia uma ferida escancarada. Todas as vezes em que se recordava da voz de seu pai, áspera e fria, gritando aos quatro ventos que era um fraco, que nada disso teria acontecido se tivesse sido homem o suficiente para reprimir as vontades estranhas ao invés de ceder a elas, doía.
A ferida aberta doía todos os dias porque embora Jimin fosse o mais prejudicado diante de todo o ocorrido, os pais se recusavam a vê-lo dessa forma. Como uma vítima. Era inadmissível que um Park tivesse sido pego em tal escândalo.
Logo a família Park, que sempre possuíram uma reputação impecável ao ponto de receberem medalhas da alta sociedade por serem um exemplo de família.
Mas Jimin sabia que não era bem assim. Aquela extensa comunidade no qual Park Saeron e Park Jeongho eram postos em um pedestal não sabia quantas controvérsias aquele casal seria capaz de dar vida.
Sentado em uma das poltronas da sala de visitas, Jimin olhava ansioso para a porta de entrada e aguardava o momento em que seria aberta. Esfregava as mãos e no fim as apertava, repetiu esse gesto outras três vezes até bufar e abrir dois botões da camisa social. De repente o oxigênio pareceu tão escasso. Isso o incomodou tanto a ponto de fazê-lo levantar e ir até a janela, abrindo-a e ficando por ali mesmo, sentindo a brisa fresca que soprava forte do lado de fora.
Fechou os olhos e respirou a todos pulmões, tentando ao máximo conter o nervosismo.
Sentiu a boca seca e voltou até a bandeja prateada que a serviçal havia deixado ali minutos atrás, encheu um copo generoso com água e bebeu como se há dias não tomasse líquido algum.
De repente a porta foi aberta e ali estava Park Saeron, trajando um vestido longo e justo que lhe marcava as curvas do corpo, os cabelos longos perfeitamente alinhados e lisos quase tocava a lombar e do lado esquerdo, próximo à orelha, uma presilha de ouro em forma de borboleta prendia sua franja para trás.
O perfume caro impregnou o lugar e trouxe à Jimin memórias da infância que, apesar de tudo, ele adorava. Havia vários traços nela que o rapaz reconhecia em si, como os olhos pequenos e os lábios carnudos.
ㅡ Finalmente se lembrou de que ainda tem mãe, criança?
ㅡ Eu nunca me esqueci disso e a senhora sabe.
Saeron ergueu o nariz arrebitado e olhou-o por um tempo. Suspirou e fechou a porta.
ㅡ Não vai perguntar como estou? Se estou bem, se me falta algo? ㅡ Jimin a seguiu com o olhar.
ㅡ Por acaso está tentando insinuar que eu não me preocupo com você? Não haja como se eu não tivesse perdido noites de sono por sua causa. ㅡ Saeron fechou os olhos e respirou fundo, as vezes queria só apagar todas as memórias e as coisas que ouviu e viu. ㅡ Você escolheu deixar a sua casa, ir para longe de mim.
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Good Together | vhope
Fiksi Penggemar[EM REVISÃO] Embora o nome da família Jung rendesse tantos benefícios, Hoseok odiava que tudo se resumisse a isso. Como se fosse incapaz de conquistar algo sozinho, como se fosse apenas um fantoche por trás dos negócios de seu pai. Estava fadado a s...
