5. O coração: a fonte das palavras ditas

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A boca é a via de saída do coração

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A boca é a via de saída do coração.

A. E.

Certo dia, ouvi um pastor falar que tudo na nossa vida é um ponto neutro e só ganha movimento a partir de quem é o indivíduo. Se tal indivíduo estiver em um determinado estado emocional, as áreas da sua vida será o espelho do que ele está passando interiormente. Um exemplo muito simples é de como nos comportamos em determinado local sendo influenciados, inevitavelmente, por nossa condição emocional atual.

Diante deste cenário, existe uma frase que diz que "os nossos problemas deixamos em casa", mas a verdade é que vez ou outra iremos deixar escapar a forma de como estamos nos sentindo quando este estado for expressado através de comportamentos, atitudes, expressões faciais e palavras. Até que um amigo venha e nos pergunte: "O que é que está acontecendo? Você está diferente hoje".

Se quisermos conhecer se uma pessoa é boa ou má, basta atentarmos para as suas atitudes. Jesus disse quando se referia aos falsos profetas:

"Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." (Mateus 7:16-20).

Não conhecemos melhor alguém senão pelas suas atitudes, sendo isso o reflexo do seu interior. Mas ainda que as ações de alguém sejam más, Jesus pode reverter este quadro através da sua maravilhosa Graça, Misericórdia e Amor, uma vez que só Ele conhece e pode mudar o interior das pessoas.

De forma análoga, acontece com as nossas palavras. É possível conhecer o estado emocional interior de alguém através de uma simples conversa com esta pessoa.

Uma vez precisei ir ao dentista fazer uma restauração simples de um dente. O consultório que eu tinha mais confiança para tal se situava a alguns distantes quilômetros da minha casa, logo, já sabia que a viagem seria um pouco longa, se perdurando para pouco mais de uma hora. Já havia ido algumas vezes a esta dentista e através do seu excelente trabalho ela ganhou a minha confiança.

Durante a viagem, após mais ou menos vinte minutos dentro do ônibus, um senhor que aparentava ter uns setenta anos, sentou-se ao meu lado. Não passados nem cinco minutos ele começou a conversar sobre o clima quente daquele dia, de como a sua esposa havia feito o café da manhã que ele adorava, das experiências boas e ruins que teve enquanto viajava pelo Brasil trabalhando de representante de um Banco que não existia mais e de como a sua netinha linda completava sete anos naquela semana, o que lhe fazia lembrar o seu nascimento.

Ao se aproximar do lugar em que eu desembarcaria, com o coração um pouco apertado, o interrompi, me apresentado ao falar meu nome e recebendo um agradecido aperto de mão por ouvir as histórias de toda uma vida daquele senhor. Lembro-me de ter ouvido ele falar, olhando firmemente nos meus olhos:

O poder das palavras ditasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora