Brincadeira de Criança

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A festa de casamento estava animada, os monges agradeciam por tudo ter ocorrido bem, era bom poder proporcionar naquele tipo de evento e interação com o povo da vila.

Kitana estava adorando ver e participar de tudo, principalmente das tradições, ela e Liu haviam acabado de ganhar um envelope vermelho dado pelos noivos.

− O que é isso? – Curiosa olhava o envelope.

− Pode abrir. – O shaolin respondeu, ela abriu e viu a notas de papel bem característico, já sabia identificar que aquilo era dinheiro.

− Deuses, para-para que isso? – Levemente desconcertada.

− É uma forma dos noivos agradeceram, entregam e envelope vermelho para os amigos próximos e queridos. – Liu explicou rindo. – Pode guardar para quando formos a vila. – Simples.

− Está bem. É-é bem diferente, geralmente os noivos recebem presentes, eu gostei. – Sincera, acabou sorrindo imaginando eles naquela situação, talvez pudessem trocar o envelope por caixinha, já que dariam moedas e não notas de papel.

− Que bom que gostou. – Sorriu.

− Não me olhe dessa maneira, não tive ideia nenhuma. – Kitana o encarou, aquela história de casamento conseguia a deixar nervosa.

− Eu não disse nada. – Se defendeu e riu, eles passaram mais um tempo ali no salão, até Liu a convidar para dar uma volta.

− O que foi? – Perguntou levemente corada ao perceber que ele a olhava, andavam por um dos corredores principais do templo.

− Nada, ficou muito bonita vestida assim. – Comentou simples.

− Obrigada. Eu gostei, queria levar para.... – Não conseguia chamar a Exoterra de casa, sempre se enrolava.

− Para casa? – Perguntou calmo, observou ela assentir.

− Que casa? Espero que jamais se sinta assim, sem lugar no mundo, sem perspectiva de onde é seu lar. – Suspirou magoada.

− Eu sinto muito, não tem mais o lugar onde nasceu de verdade, mesmo que esteja magoada, você conhece o povo, as pessoas, foi onde você cresceu. – Ele ia dizendo. – Não é a mesma coisa, mas é bem-vinda aqui da mesma maneira. – Sorriu.

− Eu sei, só.... É difícil explicar, desculpe, estou falando essas coisas outra vez quando deveria estar aproveitando a festa. – Kitana forçou um sorriso.

− Tudo bem, faz dias que quero falar sobre isso, sempre vendo você desviar da palavra casa. – Respondeu.

− Não deveria passar por isso. – O encarou. Liu apenas sorriu, parecia que sempre precisaria se justificar, para que ela entendesse, não estava bravo, apenas queria vê-la bem.

− Escolhi estar com você, aceitou minha ajuda e não vou deixa-la para trás. Nós podemos fugir. – Simples.

− O que? – Questionou o encarando.

− Fugir. – A olhou.

− Uma ideia ótima. – Percebeu que era brincadeira, mas gostava de questioná-lo apenas para ver o que diria. – E para onde nós dois iriamos fugir? – Curiosa. Observou ele rir.

− Ah, já sei, Macau. Fica aqui no país mesmo, tem praias, cassinos, cidade puramente turística. – Ia dizendo.

− Claro, e nós íamos viver do que? – Perguntou, eles continuavam a caminhar pelo corredor. – Entendo que trabalhar aqui seja mais fácil, mas ainda assim...

− Não sei, a gente dá um jeito. Podíamos ter uma casa pequena e simples, íamos passar os fins de semana na praia, eu podia jogar em um dos cassinos e ficar rico. – Liu respondeu, gostava de fazê-la rir.

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