Treinamento

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As crianças estavam muito animadas, adoravam aqueles momentos de descontração

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As crianças estavam muito animadas, adoravam aqueles momentos de descontração. Assim que chegaram ao lago Enlai disse para todos arrumarem suas coisas e chamou Junjie para colocar as boias nos braços dele.

− Mas eu não quero, é coisa de bebê. – O menino reclamou chateado.

− Mestre Zihao mandou, disse que se você tirar é para proibi-lo de entrar na água. – O jovem explicou. – Logo você aprende a nadar e não precisará mais delas, está bem? – Tentou confortá-lo, mas Junjie tinha um bico bravo e magoado.

Kitana cutucou levemente o braço direito de Liu Kang.

− O que está havendo? – Perguntou baixo.

− Junjie tem que colocar boias para entrar na água, ele ainda não sabe nadar, mas ele não gosta muito, acho que nenhuma criança deve gostar na verdade, é uma medida de segurança. – Ele explicou simples.

− Vocês.... Tem um cuidado tão grande com as crianças, digo, elas têm tempo para aproveitarem e fazerem coisas comuns, brincar. Tem até toda essa preocupação com suas vidas. – Comentou encantada.

− Imagino que as coisas na Exoterra devem ser bem diferentes. – A olhou.

− São, não que as crianças não brinquem é só, com 11 anos todos já são enchidos de tarefas de adultos, treinamentos, tarefas de casa e até mesmo trabalho junto com os pais. – Explicou. – Aqui, aqui tudo parece simples. – Sorriu.

− Não é tão simples só.... Bom, depende de lugar para lugar e também é o tempo de hoje, se lembra que Zihao disse que não tínhamos essas folgas? E não tínhamos mesmo, saíamos uma vez ou outra e olhe lá. – Respondeu.

− Eu entendo. Pode aproveitar agora. – Kitana riu.

− Isso com certeza. – Disse a fitando. Eles arrumavam as coisas do piquenique com a ajuda de Lei, enquanto Enlai e Bai supervisionavam os outros que estavam ávidos para entrarem na água logo. – Não quer entrar na água? – O shaolin perguntou depois que já haviam arrumado tudo e que as crianças se divertiam no lago, jogavam bola, nadavam, faziam brincadeiras.

− Eu.... Me sinto angustiada, me lembro do Mar de Sangue, tenho pesadelos recorrentes com aquele lugar. – Disse baixo.

− Me conte. – Pediu.

− Sonho que está afundando, cada vez mais escuro, eu faço muita força para tentar te alcançar, mas nada adianta, acordo até mesmo com falta de ar, imaginando que me afogo. – Narrou, se sentia boba por sentir as lágrimas virem aos olhos.

− É só um sonho, não é verdade e nem foi. – Liu a olhou, mas ela não o olhava.

− Eu sei, mas.... Acho que é, é toda a angústia do que houve reunida. – Kitana tentou explicar.

− Entendo. Vai melhorar, vai ser, um dia será só uma lembrança ruim e ao mesmo tempo a lembrança de esperança de que tivemos uma nova oportunidade. – Acabou sorrindo, ela parou para pensar, não tinha visto as coisas daquela maneira até, até ele dizer. Silencio.

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