Desculpas

124 18 5
                                        

N/A: Então chegamos a terceira e (provavelmente) última parte. Tá meio diferente, porque eu escrevi em terceira pessoa. Eu não gostei muito, mas é que eu não gosto de nada que eu escrevo.

Eu espero que vocês gostem!! :))

∆ _____________________

Será que eu te perdi por completo?

‘É

a minha preferida’, Simon pensa.

Por isso, ele está andando no frio às 19:00 da noite em direção ao apartamento que ele costumava dividir com o, agora, ex-namorado.

Faz seis meses que Baz e ele se separaram, seis meses que Simon não consegue esquecê-lo e que ele não deixa de ser uma presença dolorosa. 

Penny diz que ele deve seguir em frente. “Você deve achar outra pessoa Simon”, ela diz e ele a ignora arduamente 

Então, ele pegou seu casaco e saiu de casa repetindo, como um mantra, que estava indo ao seu antigo lar, porque ele realmente gostava daquela camisa, e tinha sido um presente. Ele sobe as escadas, para na entrada, respira fundo e bate na porta.

Quando Baz abre a porta com o canto dos olhos e o nariz avermelhados, e vestido com a famigerada camisa, as coisas que disse a si mesmo todo o caminho até ali perdem qualquer credibilidade e seu coração dispara em uma mistura de amor, angústia e nostalgia.

Estava com tanta saudade

– Hm.. Oi. – ele fala a única coisa que é capaz formular 

– Oi…. 

– Eu vim buscar… essa blusa – Simon aponta para a roupa que o garoto está vestindo.

Ele arregala os olhos e parece meio constrangido.

– Ah, certo…. Você- você quer entrar? – Baz pergunta.

Simon assente e entra ficando parado no meio da sala, olhando ao redor. 

– Você não mudou nada de lugar. – Diz meio surpreso e se aproxima do porta-retratos com a foto dos dois na mesa de centro.

Seus olhos se voltam para Baz novamente.

Ele balança a cabeça e diz algo, e Simon acha que poderia beijá-lo… 

E é isso que ele faz. 

Se aproxima e encosta seus lábios nos do garoto a sua frente. No começo ele não retribui, mas em pouco tempo eles estão se beijando em meio a um lugar regado de lembranças.

Quando eles se separam, ele sabe que fez a coisa errada, porque apesar de eufórico e ofegante, Baz parece triste e quase machucado

Antes que possa fazer alguma coisa, de supetão e meio atordoado, o rapaz se vira indo em direção ao quarto, enquanto ele continua lá, se martirizando.

Baz volta de lá com outra camisa e segurando uma sacola, eles se dirigem até a porta e Simon segura a mão dele antes de ir.

– Você ainda me ama? – ele pergunta parecendo meio desesperado. – Porque eu ainda amo você Baz, com todo meu coração, mesmo que seja doloroso. Você ainda me ama? 

O garoto continua encarando o chão ao seus pés e algo dentro de si se parte. Então Simon se conforma, ele entende e vai embora. 

***

Está chovendo quando chega na entrada do prédio, mas ele não se importa com isso. Ele sai debaixo da chuva, torcendo para que ela leve ao menos uma parte do que sente.

Nos primeiros passos que Simon dá, ele tem esperanças. Ele espera que Baz vá sair correndo na chuva gritando seu nome, que eles vão voltar para o apartamento e tomar chocolate quente, depois eles vão dormir juntos o mais próximos o possível porque está frio e Baz sempre diz que estar perto dele é como “deitar sob o sol, sem as queimaduras”.

Quando ele chega no segundo quarteirão, ele desiste…

Ele desiste e começa a chorar. E é horrível.

Simon sabe que agora ele não pode continuar se enganando, que ele tem que ir em frente. E ele nunca se sentiu desse jeito antes.

Seu telefone começa a tocar e Simon desconfia que é Penny, preocupada, querendo saber onde ele está. Então ele vai para debaixo da cobertura de uma das casas e atende.

– Eu amo você, – é a primeira coisa que escuta. – desesperadamente. Volta pra cá, Snow, você vai pegar uma gripe.

Rota de ColisãoOnde histórias criam vida. Descubra agora