" 𝙻𝚒𝚗𝚑𝚊𝚜 𝚌𝚊𝚛𝚝𝚘𝚐𝚛𝚊𝚏𝚊𝚍𝚊𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚊𝚐𝚘𝚛𝚊 𝚝𝚘𝚛𝚗𝚊𝚖-𝚜𝚎 𝚊 𝚌𝚞𝚛𝚟𝚊 𝚙𝚎𝚛𝚏𝚎𝚒𝚝𝚊 𝚍𝚎 𝚜𝚎𝚞 𝚜𝚘𝚛𝚛𝚒𝚜𝚘."
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Entrou na picape e colocou o sinto de segurança. Agarrou o volante e riu fraco ainda colocando em ordem sua respiração acelerada. Finalmente havia entregado seu manuscrito e graças a Jimin, talvez ele seria lido este final de semana. Ligou o carro e seguiu pelas ruas pouco movimentadas, o céu agora aos poucos se abria dando lugar a um lindo sol radiante.
Resolveu que seria uma boa ideia fazer uma visita até o local de descanso do avô, apenas para falar que finalmente estava realizando o sonho dos dois. Seguiu até o norte da cidade, mas antes de chegar ao cemitério, comprou um lindo buquê de jasmins, flores as quais vovô Benjamin amava mais que tudo, arriscaria dizer que ele amava mais as flores e um livro antigo de uma poeta independente.
Chegando no cemitério, estacionou o carro e saiu indo até o túmulo do avô, sentou-se na grama e deixou o buquê encostado na lápide. Havia uma frase escrita por ele em seus últimos dias de vida na lápide que dizia, " doce alma, viva como se fosse morrer no minuto seguinte". Vovô Benjamin a disse para mim quando estava no hospital, Aza havia dito a ele que levaria essa frase com ela todos os dias, tanto que agora a tem marcada no corpo em cima de suas costelas.─ Olá vovô, como tem estado?─ perguntou sorrindo.─ vim fazer uma visita rápida ao senhor e também lhe contar algo. Eu consegui, na verdade nós conseguimos! Acabei de entregar o manuscrito e espero que aceitem publicá-lo, mas caso não aconteça eu vou continuar tentando. Eu te amo vovô Ben!─ logo sentiu novamente uma onda de calor percorrer seu corpo.
Com os olhos lacrimejantes ela sorriu, sentindo que o avô estava orgulhoso de sua tão amada netinha. Aza se levantou limpando as calças das poucas folhas de grama que havia grudado nela, olhou pela última vez a foto de Benjamin na lápide e virou as costas enquanto limpava as lágrimas.
Assim que entrou na picape, sentiu o celular vibrar no bolso. Viu que era uma notificação do Instagram. Parkji pediu para seguir você, sorriu boba ao se lembrar do rapaz que a ajudou de boa vontade. Logo permitiu a solicitação e começou a segui -lo também. É claro que ela o stalkearia mais tarde como toda boba tendo uma leve paixão, talvez o fizesse enquanto não conseguisse dormir a noite pensando no sorriso do rapaz.Enquanto dirigia sentiu falta de uma boa melodia entrando por seu ouvidos, infelizmente o som da picape não funcionava a fazendo ficar desapontada. Dirigiu mais alguns quilômetros até avistar a casa.
Assim que estacionou na garagem, pode ouvir a conversa dos pais do lado de dentro. Preferiu apenas entrar pelos fundos e descer para o porão, não queria passar pela discussão e acabar sendo colocada no meio já que seu admirável pai tinha um talento nato para tal coisa.
Trancou a porta do porão e se jogou na cama ainda ouvindo o falatório na parte de cima.
─ Qual o seu problema Alexander? Ela tem idade o suficiente para decidir o que quer e o que não quer! Pare de ser tão ignorante homem!─ falou a mãe em defesa da filha.
Havia certos momentos em que Aza pedia ao céus que os dois assinassem os papéis de divórcio, a garota via nos olhos da mãe que ela já não estava feliz naquele casamento.
─ O meu problema? Meu problema é ela! Todos aqueles livros e essa de poesia me irrita! E como você diz ela tem idade o suficiente para decidir as coisas por si própria então por qual motivo ela não se sustenta? Ah, é claro, ela é uma vadia preguiçosa!─ tais palavras a atingiram em cheio.Aza olhou as horas no celular vendo que logo teria que subir para almoçar, a última coisa que queria naquele momento era se sentar na mesma mesa que o velho e ter que comer enquanto ouvia os insultos dele. Então recebeu uma mensagem no Instagram. Era Jimin mandando um "Hey!" com um emoji feliz ao lado. Aza não estava no clima para trocar mensagens com sua mais nova paixonite, preferiu deixar para responder mais tarde.
Logo ouviu a mãe a chamar para comer, respirou fundo e se levantou colocando as pantufas nos pés gelados. Subiu as escadas se preparando psicologicamente para ouvir seu desprezível pai desandar a falar. Sentou -se na mesa em silêncio observando o prato branco de porcelana.
─ Conversei com sua mãe e concordamos que está na hora de você se mudar.─ disse ele sem nem sequer olhar para Aza.
─ Alexander por favor não minta para a garota.─ falou a mãe cansada se toda a discussão.
─ Não seja boba Glória.─ o homem estava pronto para mais um discurso mas Aza estava cansada de tudo.
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𝚅𝚎𝚛𝚜𝚘𝚜
Fanfiction𝐃𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐮́𝐦𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐯𝐮𝐥𝐬𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞𝐜𝐢𝐝𝐢 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐞𝐯𝐞𝐫, 𝐝𝐞 𝐯𝐞𝐫𝐬𝐨𝐬 𝐬𝐨𝐥𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐭𝐞́ 𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐛𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐨𝐞𝐬𝐢𝐚𝐬. 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐀𝐳𝐚 𝐞 𝐉𝐢𝐦𝐢𝐧.