O que ficou para trás

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Uryuu acordou tarde aquela manhã, percebeu isso pela iluminação do quarto. Se virou preguiçosso na cama ainda empacotado pela colcha de cama azul, mas ainda totalmente nu por baixo. Se perdeu por uns momentos apenas olhando para a cortina na janela pensando em varias coisas. Pensando na noite anterior.

Não impediu o sorriso que escondeu no travesseiro e percebeu que seu cabelo ainda estava úmido. Olhou para o lado vazio na cama tocando o colchão, o travesseiro, este último que trouxe para perto de seu rosto. O perfume de Ichigo estava mais forte nele. Apertou as mãos as olhando pensando nele as segurando, dos toques, os sons, o que falaram na noite anterior. Voltou a afundar o rosto no travesseiro ainda sorrindo em sua bolha de realizações.

Quando decidiu levantar tomou um rápido banho e arrumou o quarto trocando também os lençóis, depois de tudo estar organizado resolveu descer para tomar café da manhã. Parou surpreso na porta da cozinha com Isshin lendo na mesa e Ichigo próximo ao balcão.

- Bom dia. – Ichigo sorriu, ambos se olhando.

- Bom dia, Uryuu.

Os cumprimentou de volta e sentou-se à mesa. Sentia o rosto vermelho.

- Pensei que fosse para o serviço. – Se dirigiu ao ruivo atrás de si. Não achou que ele estivesse em casa.

Ichigo riu um pouquinho.

- Hoje é domingo, anjo.

Uryuu mais envergonhado, ainda mais pelo apelido na frente do Kurosaki mais velho se apreçou a buscar pão de queijo e leite para se ocupar comendo.

- Ah, nem percebi.

Ichigo riu baixo de novo. Isshin notando o clima diferente entre os dois franziu o cenho, mas sorriu consigo mesmo revolvendo puxar um papo com o Ishida que estava mais acanhado. Não demorou muito a sair pensando se aqueles dois não poderiam ser menos óbvios.

Uryuu terminou de comer e se levantou indo sentar ao lado do ruivo no balcão.

- Não fica me chamando de anjo na fren... - Sentiu os lábios avançarem sobre os seus com precisão. O correspondeu da mesma forma precionando as pernas em seu corpo.

Quando pararam Ichigo puxou o banco para mais perto voltando a se sentar.

- Por que não me acordou? – Uryuu perguntou baixo e tocou a mão que lhe acariciava a coxa gostando do contato.

- Fofo como estava todo embolado na coberta, seria um crime. – Riu incrédulo. – Aliás, se eu não estiver grudado em você fico sem coberta.

Uryuu mordeu o lábio sem graça.

- Não tenho culpa, estou dormindo.

- Sorte que você adora me abraçar.

- Fica quieto. – Resmungou cruzando os braços, mas a pose se desfez facilmente com outro beijo do ruivo. Limpou a garganta voltando a olhá-lo.

- Sobre ontem, er, você poderia, hum... – Ichigo confuso esperou. Uryuu suspirou aos poucos se acalmando. – Foi bom para você?

Qualquer uma das áreas que eles exploraram na noite anterior aram novas para o moreno, ele não era cego, sabia que ambos aproveitaram; mas ainda queria saber se tinha sido bom naquilo.

- Você sabe que foi. – Respondeu ainda confuso.

- Eu sei que estou parecendo estranho, eu só, tipo...

- Tem algo que você não gostou? Pode dizer, bebê.

Uryuu mordeu os lábios sentindo o rosto quente.

Ponta SoltaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora