A sexta feira feira amanheceu dolorosa. Ivan exagerara, sem dúvida alguma, na dose de álcool - o que não era a primeira vez nem de longe seria a última. Mas também se não tivessem sido aqueles copitos não teria sido tão divertida a noite, não é verdade? Pobre Ivan!
O sol começava a embrenhar por entre as fissuras dos estores, incomodando-o. Inconscientemente, afundou-se ainda mais nas cobertas, tentando afastar a ressaca agonizante. Porém era tarde demais. Não tardou para que a sua mãe se deslocasse fantasmagoricamente para o outro lado da porta fechada e começasse a bater.
- Querido, são horas de levantar - os nós dos dedos produziam um baque seco e preciso, contra a madeira - vais chegar atrasado.
- Já vai! - gritou, transbordando de irritação, enquanto cobria a cabeça com a almofada e enterrava o seu narizinho empinado no colchão - Merda - grunhiu, se ela voltasse a gritar a sua cabeça rebentaria.
A cama tentava-o, persuadia-o sussurrando "Fica... Está frio lá fora e tu sabes que queres dormir". Oh como era tentador! No entanto, se o fizesse não era necessário muito para que a sua mãe voltasse ao local que antes ocupara. E isso não seria bom. Voltaria, desta vez com um tom esganiçado, arrancando-o diabolicamente da cama.
Ainda de olhos cerrados, arrastou-se até ao quarto de banho de onde saiu momentos mais tarde, envolto numa nuvem de vapor e com um sorriso na cara.
- Como estava o Steven? - questionou a mãe sarcasticamente, assim que o filho apareceu para tomar a primeira refeição do dia.
- Oh mãe, não comeces...
- Meu menino, vê lá o respeito! - advertiu-o - Eu tento ser uma mãe acessível, acalmo o teu pai, convido os teus amigos para virem cá a casa, faço bolinhos... - enumerava furiosamente. Por sua vez, o rapaz não prestava atenção ao que esta dizia, a sua mente - ainda um tanto que embriagada - construía o mais diverso leque de cenários de como a sua progenitora descarregaria toda aquela raiva. Acreditem, não seria bonito de se ver! - E é assim que me pagas!? Traindo a minha confiança!? Oh meu menino, ficas a saber que estás proibido de sair durante dois meses.
- Mas...
- Mas nada! E nem penses que vais poder passar os dias a jogar videojogos! - proclamou vermelha de cólera - Oh, não quero ter noticias do Steven durante pelo menos uma semana. Para além disso só estás permitido a trazer gente cá a casa para estudar e fazer trabalhos para a escola - salientou o vocabulário relacionado com a escola de tal forma que Ivan nem conseguiu contrapor.
Reticente, encarou a tigela onde um punhado de cereais boiava. Não tinha apetite mas sabia que se não comesse seria apenas motivo para gerar mais uma discussão. Entre colheradas, magicava um plano para contornar as novas regras. Todavia nenhum deles parecia ser viável.
- Agora levanta esse rabo daí e vai para a escola!
O dia começava lindamente!
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Please, don't go
Teen FictionEram invisíveis um para o outro, até que por destino - ou seria apenas por azar?- se conheceram. Uma alma incompreendida e uma mente ordinariamente normal juntam-se, formando uma mistura explosiva, ou não! ...
