O cobertor não adiantava, o frio invadia todo o canto da casa.
Três semanas haviam se passado e a onda de friagem aumentava a cada dia que passava. No jornal da noite foi relatado que os probelmas climáticos já estariam resolvidos no final desta última semana.
Um alívio saiu como um suspiro de minha boca, e voltei a comer um lanche fervente que restará dentro da geladeira enquanto esperava a hora dos meus pais chegarem. Mas, eles haviam demorado tanto.
- Nossa... Nenhuma notícia? - Questionei batendo meus dentes, pensava em como meus pais estavam. Recebi a notificação da minha mãe, tendo um leve problema com a pressão, a mesma teve que sair às pressas do trabalho para ver meu pai que havia desmaiado em sua sala de aula. Brincando para distrair a mente, lancei a frase: - Se tiverem fazendo outro filho, eu saio dessa casa! - Segurei firme o aparelho e discei o número décor de um dos meus familiares, esperando resposta. Não demorou muito para que eu fosse respondida. - Mãe? Pai? Onde vocês estão? - Cuspi perguntas e mais perguntas, recebendo um grande aviso.
- Estamos no hospital, teremos que dormi aqui está noite. - Em tom cabisbaixo, minha mãe suspirou e explicou. - A neve tomou conta das saídas, não vamos voltar até tirarem essa neve daqui...
- Vocês vão passar a noite aí? Estão bem? - Preocupada, interrompi a minha mãe sem querer.
- Estamos sim. Seu pai já está dormindo, graças a Deus ele está bem... - Sussurrou no telefone. Sorri pensando na situação, papai dormindo da forma mais desajeitada e engraçada. - E você meu amor? Está bem?
- Estou melhor agora. - Confessei a ela. Senti um calor confortar meu coração, tirando o peso da preocupação. - Ok! Não vou incomodar mais vocês dois, vá descansar! – Aconselhei.
- Obrigada meu amor, até amanhã... - O tanto que ela se esforçava para não desmontar o seu cansaço, me fazia pensar no estado de ambos. Mandando um beijo no outro lado da linha, lhe enviei outro e desliguei a chamada.
Sem nada para fazer, liguei a tevê.
"...As câmeras de segurança registraram a figura do vilão que, infelizmente, não foi identificado. Os nossos heróis ainda estão atrás do sujeito." O jornal iniciou com a imagem borrada de um homem em volta de chamas azuis. Já estava ciente de quem poderia ser. Um da liga dos vilões, e, agora meu amente: Dabi.
Homem de cabeleiras negras e pele danificada pelo seu próprio poder, mostrou bastante força no vídeo compartilhado da câmera de segurança. Sua sanidade havia desaparecido naquele momento – ou melhor, ela havia desaparecido faz tempo.
Então olhei a imagem novamente, logo senti uma ponta no peito ao observa-ló. Sentimentos passavam pela minha pele e pelo meu interior, deixando a sensação estranhamente carinhosa.
"Minha pressão irá despencar se eu continuar assim..." Pensei enquanto pressionava minha mão em meu peito, aproveitei o horário e desliguei a tevê, assim, me dirigi ao meu quarto.
A porta do cômodo já estava aberta, então passei reto sem o obstáculo quadrado e avistei uma silhueta entre a janela. Automaticamente, peguei o abajur e ataquei no suposto assaltante. Sua reação foi a melhor:
– Argh! Filha da-!
– Sabia que era você! – Apontei e sorri para o mais velho de forma empolgada. – Mas o que está fazendo aqui? É perigoso para você. – Retorquir.
– Foda-se? – Respondeu passando por completo pela janela e se jogando em meu conforto com seu sorriso sardonico.
– ... As vezes eu me pergunto: "por que eu namoro com você" – Cai na cama, indo direto para o seus braços. – Olha como você fala comigo! – Me encolhi franzindo o cenho.
– Você é igual a mim. – Rebateu.
– Bem, mas... Fui refutada. – Sorri nervosamente e quando o mesmo soltava uma curta e deliciosa risada. A oportunidade surgiu, e Dabi me puxou para o seu tronco, apertando a minha cintura. – ...Ahn!? – A pressão entre seus dedos havia me dado um choque prazeroso sobre o meu corpo resultando no pequeno gemido.
Confuso, ele me encarou.
– É-É o frio! – Respondi de imediato em um semblante forçado - Não podia simplesmente falar que fiquei excitada com apenas um toque e um aperto na cintura! -. Infelizmente, o mais velho já tinha percebido quanto voltou a me apertar.
– Eu posso resolver isso... – Sussurrou na ponta do meu ouvido. Sua expressão era maliciosa, claramente estava preparando para causar um desastre. E eu, estava pronta para recebe-lo mesmo que o evitasse.
Delicadamente, pressionou nossos lábios em um beijo carinhoso enquanto suas mãos tinham outras intenções. Colocando sua mão quente debaixo da minha blusa, acariciou as minhas costas, me obrigando a aproximação.
Nosso beijo carinhoso, mudou para algo mais intenso e caloroso me deixando com falta de ar.
Afastando nossos lábios, Dabi se virou e, se posicionou em cima de mim.
– Você fica linda quando está "indefesa"... – Sua voz em tom grave violou os meus pensamentos, deixando-os mais impuros. Eu apenas desejava que ele terminasse aquilo para eu enfiar minha cara no travesseiro e gritar de vergonha! Porém, Dabi se divertia mais que ninguém e, enrolava. Distribuindo selinhos pelo meu corpo, deslizou as sua mãos até a barra da calça do meu pijama a abaixando... – ...Você ouviu?
– O-O quê...? – Perguntei arfando.
– Barulho de tranca...
– S/N? – MÃE??? Me levantei mente e me arrumei.
– Puta que... – Segurei no seu braço e, o taquei da janela. Pude ouvir o seu pequeno grito de sofrimento como um longo eco, fazendo um barulho estrondoso no lado de fora.
– FILHA O QUE ACONTECEU?! – Correm em direção ao meu quarto desesperada. O cômodo estava uma bagunça! Tecidos e travesseiros jogados no chão junto um abajur recém trincado.
– Barata... – Segurei a respiração por instinto e nevorssismo. Seus olhos cansados aceitaram essa alternativa, já que eu sempre fazia um alvoroço quando se tratava de algo estranho, ou, me escondia atrás dos maiores. – Ma-Mas o que está fazendo aqui? Pensei que ia ficar no hospital com o papai? Aliás, como ele está?
– Bem mas ele ficou preocupado com você estar sozinha. Eu falei: "Amor, ela já grandinha" mas nem deu ouvidos. Ah! A neve parou e consegui sair de boas no hospital. – Sorriu satisfeita. – Agora posso tomar um banho quentinho... – Falou enquanto saia do meu quarto.
Até a dona sair totalmente, fui rapidamente checar o que aconteceu com o meu namorado. Sua figura estava na neve em volta de um coração, que estava escrito "até semana que vem".
Isso soa tão ridículo, porém, fofo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
¡imagines bnha boys!
RandomOlá minha frô! Estão tentando se entreter com um romance com o seu personagem favorito e querido? Então, seja bem-vinda!! Esse é mais um livro de Imagines dos beninos de BOKU NO HERO!! Espero que gostem ♡(˃͈ દ ˂͈ ༶ ) AVISOS!! - Haverá conteúdos de [...
