Um jogo do amor: Just Dance

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Um estrondoso barulho invadiu a sala

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Um estrondoso barulho invadiu a sala.
Gritaria de felicidade entrou e contaminou o prédio inteiro, incomodando quem estava na sala e nos quartos.

- SEUS VAGABUNDOS PAREM DE GRITAR!! - Berrou a oxigenada que pulou do sofá.

- Você também para de gritar. - Falei franzindo as minhas sombrancelhas enquanto saia da cozinha, o encarei fazendo com que o mesmo fizesse seu típico biquinho de "bebê chorão". - Mas estão, por que dá gritaria? - Dei um gole no copo de água gelada.

- Ganhamos um Xbox e compramos o Just Dance 4!! - A rosada balançou a caixinha verde. - Vamos conectar o kinect e vamos jogar, vai querer participar? - Abraçou a capa do jogo e se aproximou de mim. Discordei com um sorriso no rosto, agradecendo sua intenção.

- Não sou de dançar... - Murmurei a última palavra com um tom da nostalgia trágica que tive. Mina deu um sorriso fraco, e logo me deu um beijo na bochecha, virando para ajudar os meninos com os cabos.

E lá estava eu, novamente abatida, me lembrando do acidente. Balancei minha cabeça desesperadamente pra os lados, chamando a atenção de alguém.

- S/N-chan, assim você vai ficar tonta. - A voz carinhosa de Izuku me acordou do transe. Parei com o movimento repetitivo e lhe encarei com a visão um pouco turva, mas reparei que havia um olhar de preocupação do mesmo.

- Que nada! No máximo, vou derrubar alguém! - Dei uma risadinha e lhe mostrei um dos meus melhores sorrisos. - Não precisa se preocupar.

- Dá última vez que disse isso, você está bêbada. - Cruzou seus braços me olhando irônico.

Naquele dia eu não estava bem. Roubar bebida dos superiores pra um festa secreta não é a melhor forma de se sentir bem, pensei em algo que diria, mas hesitei e ficamos quietos.

O clima ficou estranho e desconfortável, até o mesmo dar uma iniciativa. - O que eles estão fazendo? - Indicou com os olhos o grupo maluco atrás de mim, configurando o kinect.

- Eles ganharam um vídeo game, e agora tão tentando fazer uma gambiarra ali. - Sorrio os encarando, evitando dar uma risada escandalosa. A situação era como se as crianças fizessem um trabalho em grupo.

- Vai jogar com eles?

- Não, tenho medo de quebrar o joelho de novo... - O dia do festival, eu -literalmente - zuei o meu joelho, por causa de um passo que errei na dança. Bati meu joelho em meio ao chão, como um mindinho colide em um objeto reto só que pior.
Me lembro de continua dançando. Aguentando a agonia trágica da região óssea danificada, e logo depois de ter um grande inchaço, levada para ser curada pela Recovery Girl.

"Assim você vai morrer." A mais velhas falou essa frase e fincou no meu peito. Por isso, evitei de fazer qualquer coisa que forçasse aquela perna. Até me afastei do Bakugou por medo dele quebra-lá.

¡imagines bnha boys!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora