A solidão do desejo,
De um corpo só,
Desejando outro corpo,
Que lhe faça um nó.
Numa busca eterna,
De uma lembrança terna,
Gravada há minutos na memória,
Postada numa última história.
E o instinto estala,
O hormônio não para,
E na cabeça, uma pergunta não cala,
Será que o mesmo a assola?
Temo em estar dando murros,
Em ponta de faca,
Pois como diz o ditado,
"A carne é fraca"
Pois se o amor,
É verdadeiro,
Não há o que o torne derradeiro.
