Coração partido

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- Como Pacha?! Como posso deixa-la ir para que ela volte? E se ela não voltar? - Kuzco começa andar de um lado para o outro. Pacha segura o menino pelos ombros e o encara profundamente: - Kuzco apenas mantenha a calma, se quiser procura-la vai, mas de o tempo dela e a deixe voltar quando quiser, não obrigue-a nada!

- É eu sei, mas é que eu amo ela - ele sorri e seus olhos brilham quando ele cita a moça - eu nunca pensei que sentiria isso, mas cá estou! - o menino ergue os braços fazendo movimentos bruscos para se expressar melhor e Patcha parece entender bem do assunto. Ele convida o imperador para sentar-se em seu humilde sofá e bebe mais um gole de seu vinho, começando assim o assunto sobre coisas do coração e até teve a oportunidade de contar sua história com sua belíssima esposa.

Horas passadas de longas histórias Kuzco parte para sua casa e adormece em seus lençóis e assim que o sol raiou e o pássaro cantou o imperador levantou e a primeira coisa que fez foi mandar uma equipe de busca atrás de Pakalia, sem dar explicação alguma para seus homens.

***

3 meses depois...

Cansado de sempre receber um "desculpa imperador, mas não a encontramos" Kuzco resolve encerrar sua busca.

"É tudo minha culpa! Se eu não tivesse a deixado ela não me deixaria!". Eram esses os pensamentos recorrentes de Kuzco.

- Meu querido imperador - a filha do comerciante reaparece como se não quisesse nada - meu imperador o que te deixa tão amuado?

- Quem é você?

- Ora essa, sou Minerva a filha do comerciante mais rico daqui! Meu imperador, qualquer coisa que te faça triste estarei aqui para alegra-lo - ela sorri amarelado enquanto suas madeixas amareladas caem sobre seu belo rosto e seu belo olho azul parece iluminado. Minerva teve um pai provavelmente estrangeiro antes de sua mãe se casar com o comerciante Kazzac e ele cria-la como filha. - Meu imperador, seja em quem for que estiver pensando, apenas esqueça e aproveite as oportunidades!

Kuzco fica remoendo essas palavras durante o dia, em sua cabeça ele pensava: "do que adianta caçar Pakali se ela nunca me quis?" ou coisas do tipo " acho que devo mesmo me casar com esta tal de Minerva". E assim Kuzco provavelmente cairia no veneno de Minerva e seu pai.

Durante a semana Minerva se fez muito presente para Kuzco, até em seus lençóis. Kuzco com seu coração partido achou que poderia cola-lo com Minerva. Em suas diversas observações acreditou que a moça realmente sente algo por ele, e, que talvez um casamento seria realmente bom para ambos.

- Minerva - ela o encara, seus olhos brilham de esperança - eu sei que faz tão pouco tempo, mas quero saber se você...

- Sim - ela o interrompe - quero ser sua imperatriz - com um sorriso vitorioso a menina se joga nos braços de Kuzco, que por sua vez fica sem reação.

Kuzco sente que sua decisão não lhe faria bem, seu coração batia por outra e sua mente funcionava apenas para pensar em sua amada. Mas sentia que não voltaria a vê-la e as pessoas já cobravam uma imperatriz e filhos.

Seus dias ficaram cinzas e Kuzco já não tinha a mesma animação, a noticia do noivado se espalhou rápido e todos já esperavam pelo casamento, ele já não tinha como voltar atrás e nem tinha o porque de voltar em sua decisão - Kuzco - Patcha toca no ombro do amigo o vendo na solidão - eu sei que você não ama a Minerva e entendo o porque de não voltar atrás com a sua palavra, mas peço que pense bastante porque é do seu futuro que estamos falando. A partir do momento em que nosso imperador é infeliz, seu povo também fica e tudo fica um caos. Tente pensar mais em você e só assim será feliz de verdade.

- Ah Patcha... Meu coração doí e sangra todos os dias quando acordo e vejo que ela não faz mais parte da minha vida - ele soluça, porém nenhuma lágrima cai.

A brisa da noite e a lua mostravam para Kuzco que sua vida era horrível sem Pakali, mesmo assim ele se manteve firme na sua decisão.

Duas semanas depois...

Andando pelas ruas o povo o cumprimentava e agradecia pelos seus feitos, essa é a unica parte do dia em que Kuzco se sente realizado e agradece mentalmente por ser alguém útil e que fazia as pessoas se sentirem bem.

Parando em um pequeno lago ele resolve nadar, arrancando suas roupas e se jogando nas águas cristalinas, sentindo o gelo que o lago estava e se refrescando durante o dia de calor. Totalmente relaxado ele encara o céu azul e sente alguns segundos de paz, ele passou a sentir que aquele lugar era o seu ponto de descanso e felicidade temporária.

Quase duas horas se passaram e Kuzco agora termina de por suas roupas e com um certo aperto no coração se despede do lugar que certamente voltaria a vê-lo.

- Kuzco, Kuzco! Meu querido onde esteve? Papai está lhe esperando para conversar sobre algumas coisas. - Minerva corre em direção ao moreno e o dobra de questões e afirmações que tiram a paz recém conquistada de Kuzco. O mesmo já estava se alto consolando por ter que passar o resto de seus dias perto de uma mulher fútil e irritante como Minerva é. Encurralado o menino atende aos pedidos de sua noiva que agora estava disposta a passar todos os dias em seu império e se realizando por aquilo futuramente ser dela também. Ele não teria um minuto de paz.

Em passos lentos Kuzco se dirige até sua sala e senta-se em frente ao seu sogro que por ventura já havia se servido de alguma bebida. Com um olhar de repulsa sem ao menos saber que o olhava assim. Cansado de ouvir tantos lamentos o imperador o corta - sinto em dizer, mas eu tenho várias coisas para fazer além de ouvir seus lamentos!

- Tudo bem, vou chegar ao ponto! Assim que minha filha se casar com o imperador, gostaria de pedir que quaisquer bajulações que Minerva pedir em nosso nome, quaisquer coisas e casa que quisermos o imperador pudesse nos conceder!

-Está pedindo uma passagem livre para que eu conceda seu desejos e os de sua família para o resto da vida de vocês? Podendo dar-lhes até casas! O que quer mais? Quer ser o imperador no meu lugar? - Kuzco totalmente sarcástico pergunta enquanto se remexe de raiva em sua poltrona real.

- Se quiser - o homem responde com tom de piada, mas com uma ponta de honestidade.

- Não, negado, sinto muito, mas não posso comprometer nada de ninguém para atender seus luxos. Com licença! - Kuzco sai depressa do comodo, deixando o velho sozinho e volta para o lago, impaciente ele joga uma pedra no lago descontando todo seu ódio. -Pakali - ele berra alto e sua voz ecoa por toda mata, suas lágrimas caem e ele se senta ao chão, seus dedos esfregam o chão em desespero.

- Kuzco?

O imperadorOnde histórias criam vida. Descubra agora